terça-feira, 24 de outubro de 2017

A justiça está em boas mãos

O lapidar acórdão do juiz do Porto sobre a mulher adúltera, apenas confirma essa certeza. Até porque a aplicação de pena suspensa a um tipo que agrediu violentamente a mulher  que o "empalitara", confirma a tendência para medidas justas. Principalmente quando se trata de mulheres vítimas de violência, como foi o caso do juiz que considerou que bater numa mulher na medida certa  não é crime. Ou daquele outro que mandou em paz um tipo que tentara violar uma turista porque, na opinião do douto magistrado, a turista ia vestida de forma tão ousada que estava mesmo a pedi-las.
No caso do juiz do Porto deve realçar-se que sendo o nome do juiz NETO de MOURA, as razões invocadas para justificar a agressão são uma homenagem às suas raízes, o que deve ser enaltecido e não alvo de vitupérios. 
Mas, para ser justo, devo também recordar aos leitores as acertadas sentenças aplicadas a incendiários apanhados em flagrante. Claro que essas pessoas não devem ir para a prisão! Quando muito devem ser tratadas em clínicas psiquiátricas.
E já agora, para terminar, lembro-me do caso daquele juiz que, perante um réu que acabara de ser detido pela quinta vez, por roubo de veículos motorizados, o mandou em paz, aconselhando-o, porém, a reprimir as suas tendência cleptómanas.
O problema é que o réu devia ser surdo e, por isso, mal o oficial de diligências o mandou embora,   roubou uma motorizada estacionada à porta do Tribunal. Obviamente que só roubou a motoreta porque não tinha dinheiro para o passe...
Não tenhamos dúvidas.Tal como as armas em 1975,  também a justiça portuguesa está em boas mãos.

13 comentários:

  1. Sem dúvida...
    ...um espectáculo, diga-se!

    Agora a sério, há coisas que não consigo e me recuso a compreender.

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  2. Até me parece que estou a ler sobre a justiça de um país subdesenvolvido. Lamentável.

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    1. E está mesmo, Catarina. Nos costumes somos mesmo um país desenvolvido que às vezes gosta de armar ao modernaço.

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  3. Segundo acabo de ouvir nas notícias este "senhor" é useiro em acórdãos semelhantes, sempre que o homem maltrata a mulher, sendo o facto do adultério irrelevante, pois em outros casos que o não houve, a sentença foi sempre de ilibar o homem que maltrata a mulher.

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    1. Soube agora, Elvira, que está a ser julgado por ter mentido a um Tribunal, na sequência de uma multa que apanhou, porque conduzia um carro sem chapas de matrículas

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    2. Pior ainda, Carlos. Depois de muita peripécias que meteram GNR e PSP, e participou da polícia porque lhe levantou um auto a dizer que conduziu o carro sem matrícula, aquando o carro já o tinha estacionado mais à frente, na rua Junot, depois da ordem de paragem, e disse que tinha autorização para conduzir dada pela GNR, que o tinha mandado parar antes, para ir pôr as matrículas. Veja até que ponto este homem é diabólico e já foi seminarista e comunista, disse numa entrevista.

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    3. Acabei há pouco de ler um artigo sobre este juiz na Visão, que me impressionou, Anfitrite. A personalidade deste juiz é desconcertante e, pelos extractos de sentenças sobre violência doméstica que vêm publicados, fiquei com a sensação de que não diz a bota com a perdigota. E depois há também a inexplicável situação da juíza que assinou a sentença, mas "só leu na diagonal" Não digo mais, porque em breve vou voltar ao assunto.

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  4. Se a memória não me atraiçoa, hoje é dia de Aniversário do autor do CR.
    Votos de muita Felicidade é o que lhe deixo e desejo.
    Sinceramente e de coração!

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  5. Também já está no meu Face e com o acórdão inteiro, de 22 páginas. Também achei interessantes os comentários feitos pelo Prof. Frederico Lourenço, que acbou de tradudir do grego antigo o Novo Testamento e agora vai já sair um Volume do "Velho". Com as explicações dele ficamos a saber muita coisa. Sobre a mulher adúltera:«No entanto, é justamente em João que aparece o controverso episódio da mulher adúltera, condenada à lapidação - mas que é salva por Jesus com uma frase que entrou no vocabulário de todos nós (ainda há coisa de horas a ouvi na boca de um senhor a falar ao telemóvel no Corte Inglês de Coimbra). Citando as palavras de Jesus, «que seja o entre vós, que nunca errou, o primeiro a atirar-lhe uma pedra». Os acusadores da adúltera saem de cena e Jesus fica sozinho com a mulher, a quem ele pergunta «onde estão eles? Ninguém te condenou?» Ao que ela responde, «Ninguém, senhor». A frase de Jesus é por de mais conhecida: «Nem eu te condeno. Vai. A partir de agora não voltes nunca mais a errar». Sobre a virgem Maria: «Ora, no caso da citação do Antigo Testamento respeitante à virgindade de Maria, Mateus cita, sem desvio, a Septuaginta, pois só no Antigo Testamento grego é que encontramos a palavra «virgem» em Isaías 7:14. Essa palavra não está no texto hebraico: «virgem» em hebraico é «bethulah» e o que lemos no texto hebraico de Isaías é «almá», («mulher jovem»).»
    Este senhor já abusou quando era um reles juiz e por isso foi promovido. Deve ser dor de corno. Mas o acórdão também é assinado por uma mulher Que não deve ter sido obrigada...

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  6. Esse Acórdão é aberrante!
    E ofende os juízes sérios.

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    1. Além de ofender as mulheres e os portugueses em geral, Pedro

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  7. A resposta dava pano para mangas, mas tenho de ser sintético:
    1- Aconselho-lhe a leitura de O Evangelho segundo Lázaro, do Richard Zimmler
    2-Como já escrevi várias vezes, as piores inimigas das mulheres s-ao... as mulheres!

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