quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A justiça portuguesa e a mulher de César

Todos nos lembramos que no caso dos submarinos houve acusados e condenados na Alemanha e na Grécia, mas a justiça portuguesa não encontrou indícios da existência de corruptos e corruptores em Portugal. Toda a gente considerou estranho, mas o assunto morreu.
Há dias ficamos a saber que o MP não encontrou quaisquer indícios de corrupção no caso Tecnoforma e mandou arquivar o processo.
Opinião diferente é a do  Organismo Europeu  da luta anti fraude  que, a pedido do MP português analisou a actividade da TECNOFORMA e o destino que a empresa deu a mais de 3 milhões de euros: há indícios evidentes de fraude, nomeadamente no acesso aos fundos comunitários- conclui o relatório do OELAF.
Lê-se, abre-se a boca de espanto, fica-se incrédulo, com um sentimento de impotência e a sensação de que a Matemática devia ser disciplina obrigatória no CEJ. Passado o estupor interrogamo-nos: se era para mandar arquivar, por que razão se gastou dinheiro a pedir um parecer? 
É que perante as conclusões do OELAF e o consequente arquivamento ordenado pelo MP, vem-me logo à cabeça a história da mulher de César!
Sugiro aos leitores que sigam o link e tirem as suas conclusões. Espero que sejam  mais  tolerantes e menos insidiosas do que as minhas. 
Eu só queria que em Portugal a Justiça fosse JUSTA e que quem julga e aprecia os casos não deixasse constantemente no ar a sensação de que a visão ideológica  se sobrepõe à  OBJECTIVIDADE  na hora de decidir e julgar. 
Se seguirem o link, perceberão facilmente as razões das minhas dúvidas. 

4 comentários:

  1. Meu caro, começo a ter a certeza de que a Justiça portuguesa sofre de bipolaridade em estado avançado e, quem sabe, sem cura.
    Muita política, pouco (ou nenhum) rigor, visíveis nesse e noutros casos.
    É flagrante o desnorte do sistema 'justiceiro' lusitano. O que lamento e me leva a perguntar por anda o estado de direito.

    Portugal in his best!
    Abraço

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  2. "Eu só queria que em Portugal a Justiça fosse JUSTA e que quem julga e aprecia os casos não deixasse constantemente no ar a sensação de que a visão ideológica se sobrepõe à OBJECTIVIDADE na hora de decidir e julgar."

    Assino por baixo!
    Fica-nos um sentimento de impotência.
    Abraço

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  3. Subscrevo. Só faltou mencionar o FreePort que teve condenados em Inglaterra, enquanto por cá...

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  4. Tudo isto é uma vergonha sem tamanho!!! E ninguém faz nada, nem o povo, nem o governo, nem ninguém porque todos se matam de medo do dito poder judicial. Ou deverei dizer ditadura judicial?

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