terça-feira, 19 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLII)


Desde ontem que sou assaltado por memórias da  "Maison où j'ai grandi" e esta canção  da mulher que me fazia companhia na sala onde estavam os aquários com peixinhos,veio por arrasto
Boa noite!

A vida como ela é...

Juro que quando fui apanhado numa das inúmeras armadilhas da maravilhosa ( para quem gosta de andar sempre com os olhos no chão ou apenas a vê de longe) calçada portuguesa, não estava  a pensar na patética intervenção de Cavaco Silva na Universidade de Verão do PSD. 
Nem me embrenhara na análise psicológica de um dos discursos tresloucados de Passos Coelho, na vã tentativa de tentar compreender o seu transtornado perfil psicológico.
 Tampouco ia a remoer os resultados dos últimos exames médicos que confirmaram o agravamento do meu estado de saúde e a sua irreversibilidade.
Por estranho que vos pareça, enquanto caminhava pela Avenida pensava  - até ao momento em que uma falha na calçada me provocou a queda - nas maravilhas desta vida, em tudo de bom que ela me proporcionou e a relembrar a forma entusiástica  como o médico, perante a forma serena como estou a encarar a fase final da minha vida,  apoiou a minha ideia de ir, uma última vez, até à Argentina.
Foi no momento em que me precipitei no solo e os livros acabados de comprar na Bertrand se espalharam pelo chão, que regressei ao mundo real e me confrontei com a realidade.
Ao passar por mim, uma jovem brasileira aparentando estar a gozar momento de pausa  no trabalho do lupanar, olhou para mim estendido no chão a sangrar e, sem se deter, atirou:
- "Tudo bem?  Precisa ter cuidado, meu bem!"
Não tive tempo para reagir, nem para me revoltar, pois logo de seguida uma velha "made in Avenidas Novas" asseverou:
- " Você já não é o primeiro a cair aí. Apresente queixa na Câmara, porque a culpa é deles".
Tal como a jovem brasileira, seguiu em frente depois de debitada a sentença.
Eu não cheiro mal, não estava andrajoso (até ia bem vestidinho, porque vinha à cidade) não estava embriagado, porque não bebo, e, apesar de estar magérrimo  o meu aspecto  continua a não denunciar a doença que me afecta. No entanto, devem ter passado por mim umas 20 pessoas, antes de alguém se disponibilizar a prestar-me ajuda. 
Sem forças para pedir socorro, fui salvo por uma senhora que passava com o filho e se abeirou de mim perguntando se queria que chamasse uma ambulância. Acenei que sim e enquanto o filho ligava para o INEM, ela foi comprar uma garrafa de água que, extremosamente, me deu a beber.
Quando me meteram na ambulância, pareceu-me estar a entrar no Paraíso. Acabara de ser libertado da selva em que Lisboa se transformou. Uma cidade de pacóvios mal educados e sem maneiras que vieram das berças, não sabem comportar-se à mesa, arrotam no fim das refeições, peidam-se nas salas de cinema  e esqueceram a solidariedade. Fascinados que estão com a vida na capital, tornaram-se animais de duas patas. Trocaram a carroça por um Renault clio e, pendurados em telemóveis e copos de gin acompanhando sushis, sentem-se os Reis da Selva. E realmente, são.
Pessoalmente, não tenho pena de deixar esta selva. Esta cena mostrou-me a vida como ela é. Cada vez mais desinteressante e selvagem, regida pelas leis do salve-se quem puder e do Eu, Lda. 
Mãe e filho que me acudiram, por acaso, são do Porto. Estavam em Lisboa de passagem e fizeram questão de me acompanhar ao Hospital, de onde só saíram quando souberam que estava tudo bem comigo.
Nota: o título é uma homenagem a Nelson Rodrigues, mas dedico este post em especial aos leitores e leitoras que têm um ódio visceral ao Porto e acham que os nortenhos são todos nharros e imbecis.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLI)

Começo esta semana com uma memória que não dirá muito a quem não é apaixonado pela música francesa.
Como sabem eu sou e, por isso, não me poderia escapar este "Un homme heureux".
Boa noite e boa semana

domingo, 17 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (71)

Este postal de Singapura foi enviado pelo Pedro Coimbra, um dos  "resistentes" da blogosfera, que continua a ser visita assídua do CR.
Em matéria de trabalho, Singapura foi o meu primeiro destino oriental. Ainda hoje sinto um certo fascínio ao recordar os tempos que lá passei.
Não foi, porém, o único postal enviado pelo Pedro para aquele desafio. Enviou outro de um país asiático que adoro, de um local onde passei belíssimas férias. 
Para saberem qual foi o país e lerem os textos que o Pedro escreveu, terão de ir até aos Devaneios a Oriente. Uma viagem muito agradável que muitos dos leitores do CR fazem regularmente, sublinhe-se.
E se forem lá amanhã, são bem capazes de soltar umas belas gargalhadas. Excelente tónico para iniciar a semana, não vos parece?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXVIII)


Hoje recordo Serge Reggiani  e " Le temps qui reste"
Boa noite

Assunção Cristas e Donald Trump



Digam-me, por favor,  que isto não é verdade e este video é uma montagem.
Quando pessoa amiga me falou deste episódio, pedi-lhe que procurasse na Internet e publicasse o video aqui no CR, juntamente com o meu comentário.
É que estes tipos que estão a pedir clemência a Deus, a propósito de uma catástrofe, minutos antes estavam a congeminar um ataque nuclear contra a Coreia do Norte e minutos depois a matar venezuelanos, mediante a proibição de fornecimento de medicamentos a Caracas. Estes caras de cú são uma cambada de hipócritas, mas governam a nação mais poderosa e com maior capacidade destrutiva do mundo.
Já agora, gostava de saber se era assim que no gabinete de Assunção Cristas se rezava a Nossa Senhora, pedindo que chovesse.
Espero ter autorização para "voltar ao serviço" na próxima semana. 
Por agora, desejo-vos um bom fim de semana e não se esqueçam de vir ler o postal no próximo domingo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXVII)


Como prometi.  a música francesa assentará arraiais por aqui nas próximas noites. Para hoje, mais um nome incontornável e uma voz inconfundível.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXV)



E para começo de semana fui arrancar esta belíssima canção às profundezas do meu baú.

Esta é a versão original, mas muitos foram os que cantaram este grande sucesso
Boa noite e boa semana

domingo, 10 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (70)


Este postal de Oxford foi enviado pelo Paulo, um  dos primeiros leitores do CR , que eu visitava diariamente no seu Gabinete. Abandonou a blogosfera,  mas continua com uma enorme paixão pelas bicicletas. Mantemos contacto através do FB. 
O texto, excelente, é sobre (des)encontros. Frequentes, quando remexemos  o baú das recordações. Ao reler este postal, também tive os meus.
 Se quiserem saber mais, vão ao  Gabinete.   do Paulo ler o que ele escreveu. O postal ainda está por lá...

sábado, 9 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXIV)



Tenham uma boa noite e um excelente domingo.
E não deixem de passar por cá nas noites da próxima semana. Especialmente as /os admiradores de música francesa.
Boa noite! 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXIII)

Lembram-se destas Ladies? Escolhi-as para as memórias desta noite, porque a pergunta que fazem é pertinente. Por mim, respondo como sempre.
Amanhã talvez, mas na segunda-feira nunca se sabe...
Boa noite e excelente FdS

Aviso aos leitores

Lamento ter de comunicar aos leitores do CR que deverei estar ausente da blogosfera nos próximos dias. 
Deixo-vos, no entanto, todas as noites com boa música. E no domingo não faltará aqui o postal do  costume.
Prometo voltar o mais depressa possível.
Fiquem bem!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXII)


Tenham cuidado, porque ainda por cima hoje é quinta feira e  está Lua Cheia. Boa noite!

António Costa no teste do algodão



Antes de ir de férias, António Costa fez fortes críticas ao comportamento da Altice em Portugal. Passos Coelho e Assunção Cristas saíram em defesa da empresa e condenaram veementemente as criticas de António Costa, com o argumento de que o governo "não deve ( nem pode?) criticar empresas.
Graças ao BE conhecem-se hoje melhor as arbitrariedades da Altice, as fraudes e as técnicas ilegais utilizadas para se ver livre dos trabalhadores.
O PCP criticou o comportamento da empresa, mas PSD e CDS mantêm a posição ( nada surpreendente, diga-se) de que não se devem atacar empresas que investem em Portugal. Apetecia-me soltar o meu melhor vernáculo perante esta atitude hipócrita dos lideres da oposição mas, por agora, apenas pretendo escrever sobre a iniciativa do BE de alterar a legislação laboral de modo a impedir que a Altice continue a utilizar técnicas terroristas para despedir trabalhadores.
Mesmo não conhecendo o diploma do BE, arrisco dizer que será o teste do algodão para o governo e para o PS neste mês de Setembro. 

A luta dos enfermeiros


Tanto quanto julgo saber, a luta dos enfermeiros é justíssima. Estão há anos a ser explorados pelo Estado, que não cumpre as suas obrigações com estes profissionais de saúde.
Lamento que os enfermeiros tenham sido obrigados a chegar ao limite, para fazerem ouvir a sua voz e obrigarem o governo a dialogar.
Penso, porém, que colocar em risco a vida das pessoas, não é uma forma de luta muito digna de profissionais de saúde que, presumo eu, terão jurado tudo fazer para ajudar a salvar os doentes.
Qual seria então a melhor forma? Sinceramente, não sei, mas se alguém morrer por estes dias por falta de assistência dos enfermeiros, não venham culpar o governo, porque isso é cobardia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXI)



Bora lá curar essa doença rapidamente? Boa noite

Onde está o dinheiro?




Já mais de uma vez manifestei a minha desconfiança face às campanhas de solidariedade com vítimas de uma qualquer catástrofe.
Apesar das minhas reticências, perante a catástrofe de Pedrógão voltei a sucumbir e contribuí com um donativo, acreditando que todas as verbas seriam canalizados para o REVIVA, fundo gerido pelo governo.
Mais uma vez fui enganado. Dos 14 milhões doados pelos portugueses, só uma ínfima parte foi para o REVIVA.
A maior parte do dinheiro foi parar a contas criadas por empresas , uma boa fatia está a ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia e o restante pelos promotores das "campanhas solidárias".
Resultado: o dinheiro está a ser distribuído sem critério, nem controlo, havendo pessoas que receberam apoios em duplicado e outras que não viram a cor do dinheiro.
Perante tanta descoordenação não me espanta que, tal como aconteceu com os fundos comunitários, algum dinheiro doado por portugueses de boa vontade, acabe em carros topo de gama ou casas com piscina.

Expliquem-me como se eu fosse muito burro...

Se o PSD não se revê nas manifestações xenófobas de André Ventura, nem partilha as posições do seu candidato a Loures quanto à introdução da pena de morte em Portugal, para "terroristas e pedófilos assassinos" porque razão mantém o seu apoio ao candidato, amigo pessoal de Passos Coelho?
Para não contrariar o chefe, ou para lhe dar mais uma oportunidade de exibir a sua pretinha de estimação, como aval da sua tolerância?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXX)




Palavras para quê? Boa noite!

Praias da minha vida ( com histórias dentro) -5



Como já escrevi em tempos, só as praias que frequentamos durante a infância nos marcam de forma definitiva com sulcos na memória impossíveis de apagar. Daí merecerem essa classificação. 
As praias da minha vida foram, por ordem de entrada em cena, a Praia dos Beijinhos, a Praia da Aguda, Benidorm e Ofir.
Outras houve que comecei a frequentar em adulto.  Como todos os adultos,  gostei mais de umas do que outras, conforme as circunstâncias, mas essas praias não influenciam o nosso percurso de vida. Há, porém, excepções…
A minha chama-se Pinamar. É a mais bela praia da Argentina e, talvez, uma das mais belas do hemisfério sul. Não é uma das praias da minha vida, porque foi lá que deixei parte de mim.
Por razões que os leitores mais fiéis bem conhecem, mais do que uma praia, Pinamar é uma página arrancada ao livro da minha vida. 


Assunção Cristas tem carradas de razão!



Assunção Cristas tem toda a razão quando pede que o PS, em vez de andar a anunciar medidas eleitoralistas, apresente já as medidas do OE.
A mulher tem muita razão e sabe do que fala. Afinal ela foi ministra de um governo cujo primeiro ministro jurou, em campanha eleitoral, que não cortaria pensões nem salários, nem subsídios de Natal e de férias. Dizia o dandy da Porcalhota que era tudo invenção. Dos jornalistas e da esquerda, claro, 
Ainda não tinha passado um mês e já PPC cortava salários, pensões, subsídios de férias e de Natal.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXIX)


Esta pareceu-me uma memória adequada para encerrar em beleza o 10º aniversário do CR.
Aproveito para agradecer àqueles que aqui  e no FB me deram os parabéns.
Boa noite!

10 anos é muito tempo...



Há 10 anos publicava aqui o meu primeiro post. Pensava, então, que seria uma experiência para durar 2 ou 3 anos, porque não teria pachorra para mais.
Dez anos e 10700 posts depois, continuo por aqui. Sem a disponibilidade de outros tempos, mas sempre empenhado. 
Os amigos que por aqui fiz ( alguns tornaram-se amigos na vida real) e o crescente número de leitores, especialmente nos últimos três anos, foram adiando o encerramento deste  Rochedo. 
Ao contrário do FB, de que me cansei porque é o espelho de uma sociedade doente, a blogosfera continua a ser um saudável espaço de liberdade e sã convivência onde me dá prazer estar.
Enquanto puder e me apetecer vou continuando por aqui. Reitero os meus agradecimentos a todos os que por aqui passam ( 2 milhões e meio de visitantes) a uma média diária superior a 2 mil. E aproveito para vos convidar a dizerem da vossa justiça.
Obrigado a todos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (69)



Este postal de Jerusalém foi enviado pela Isa GT.
Está relacionado com uma família de emigrantes e poderão ler o texto se visitarem o Doce ou Travessura
A Isa GT também abandonou a blogosfera e dela nunca mais tive notícias.
Amanhã o CR completa 10 anos e seria excelente presente reencontrar alguns/ algumas leitores/as dos primórdios desta casa. Ou, pelo menos, saber o seu paradeiro...

sábado, 2 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXVIII)



Para a maioria dos portugueses  este será o último fim de semana de férias de Verão, por isso, esta memória parece-me apropriada. 
Espero que daqui a um ano todos possam estar a cantar esta canção e a fazer planos para as férias do anos seguinte.
Boa noite e bom domingo

Leituras de Verão (12)


Autor: Ian McEwan
Editora: Gradiva
Primeira edição:2015
Número de páginas: 192


Não será o melhor livro de Ian McEwan, mas é mais um excelente trabalho do autor de Amsterdam, Jardim de Cimento, Expiação, o Fardo do Amor ou Estranha Sedução.
Uma respeitada juíza do Tribunal de Família, sem filhos e a atravessar uma crise conjugal, é confrontada com um caso que a obriga a decidir em poucas horas, a vida de um jovem de 17 anos, que só pode sobreviver se for sujeito a uma transfusão de sangue. Os pais, testemunhas de Jeová, opõem-se e o jovem também. A juiza decide, mas essa decisão irá marcar o resto da sua vida.
Uma história de confrontos entre as fragilidades das crenças religiosas e a subjectividade da justiça, que faz despertar sentimentos adormecidos e espoleta um rol de emoções.
É impossível ficar indiferente ao debate que o livro suscita na mente do leitor. Mas, para além de obrigar à introspecção, coloca uma questão vital: qual o papel que cada um de nós desempenha durante a vida, que efeitos exerce sobre os outros e, acima de tudo, até que ponto a subjectividade ou os estados de alma podem alterar profundamente o nosso desempenho e as nossas decisões? E como pode esse desempenho e poder de decisão entrar em conflito com a "missão" dos outros que connosco acidentalmente se cruzam, mas cuja existência é marcada por quem tem o poder de decidir? É legítimo decidir sem ponderar as consequências colaterais? Será sempre  a racionalidade a melhor conselheira? E o que acontece quando as emoções interferem com a razão? 
Aproveite o Verão para discutir  com amigos e procurar respostas para estas e outras questões.

Lição da semana

Antes de aderires a uma greve, pensa nas consequências e assegura-te que não estás a ser manipulado. Para que amanhã não te venhas a arrepender.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXVII)



E porque hoje começou Setembro, pareceu-me muito bem  trazer estas memórias para o fim de semana.
Boa noite e bom fim de semana

TOP 5

E vão comemorar o quê?

Faz hoje um ano que Dilma foi demitida, depois de um dos espectáculos mais indignos a que assisti num país pretensamente democratico.
Um ano depois não parece haver razões para os seus adversários  (agora no poder) celebrarem. A economia está pior, aumentou a miséria, a insegurança voltou a níveis dos anos 80, a violência sobre a polícia e o aumento da criminalidade  estão a transformar o Brasil num país pouco recomendável. 
No meio de tudo isto, chegar ao Rio de Janeiro é uma tristeza.A cidade maravilhosa é,hoje em dia, uma cidade tenebrosa onde reina a sensação de a qualquer momento, em qualquer lugar, poder rebentar uma cena de violência cujos estilhaços nos podem atingir.

Inquietação, inquietação, inquietação...

Falta um mês para as eleições autárquicas.
Em Loures, o candidato apresentado pelo PSD é xenófobo. Os ataques que fez aos ciganos levaram o CDS a romper com a coligação com o PSD, e todos os outros partidos criticaram de forma veemente e assumiram não fazer qualquer aliançá pós eleitoral com o energúmeno . 
Todos? Não é bem assim.... Pedro Passos Coelho saiu em defesa do seu candidato e o PCP , apesar de algumas críticas a André Ventura, não rejeitou peremptoriamente a possibilidade de continuar a aliança com o PSD, que dura desde 2013.
Bernardino Soares, presidente da CM Loures, é realmente uma figura peculiar. Repudia que a Coreia do Norte seja uma ditadura e  está disposto a coligar-se com um candidato que partilha as ideias de Le Pen.
O  PCP não pára de me surpreender!