sábado, 30 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCLII)

Boa noite e um excelente domingo!
O que não vai faltar é animação...

O dia seguinte

É provável que na  noite de domingo e na próxima segunda-feira se discutam mais as incidências do Sporting-FC do Porto, do que as eleições autárquicas por isso, à guisa de antevisão, deixo aqui alguns palpites:
- As sondagens subestimaram o PSD, atribuindo-lhe intenções de voto tão irrisórias, que ninguém acredita que sejam reais. Na noite de domingo não faltará quem admita que as sondagens motivaram os eleitores do PSD. Cá para mim, esse era mesmo o propósito das sondagens da Universidade Católica que têm vindo a ser divulgadas pela RTP. A entrevista de Sofia Vala Rocha ao DN foi a cereja no bolo da tentativa de vitimização da candidata laranja;
- Passos Coelho gritará vitória, porque  o PSD não sofrerá uma derrota estrondosa e humilhante. Essa aconteceu em 2013, mas poucos lhe deram importância, porque era preciso continuar a promover a bíblia da austeridade difundida à exaustão pela coligação PSD/CDS então no poder. Ninguém acredita que o PSD conquiste menos do que as 89 câmaras de 2013 ( 102 se juntarmos as que venceu em coligação), por isso, só resultados desastrosos em Lisboa e no Porto, ou a perda de câmaras emblemáticas como Viseu, poderão afectar a moral das tropas laranjas;
- O PS não terá uma vitória retumbante, porque os resultados alcançados em 2013 me parecem irrepetíveis;
- Assunção Cristas irá pular muito na noite de domingo, porque o CDS/PP ultrapassará largamente os 7,5% de referência, podendo mesmo dar uma abada a Teresa Leal Coelho em Lisboa;
- BE e CDU conquistarão mais câmaras, terão mais eleitos e reforçarão a sua votação;
- António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins farão figas para que PPC continue na liderança do PSD, porque esse é o melhor abono de família para a geringonça.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCLI)

Em jeito de aquecimento para o fim de semana, aqui fica o John Lennon.
Boa noite e excelente fim de semana.

A frase da semana

" Quando obrigamos todos os cidadãos a votar, inundamos as urnas com os menos informados. Do mesmo modo que não queremos bêbados a conduzir, também não queremos os ignorantes a votar".
(Jason Brennan, cientista político em entrevista à Visão)

A entrevista tem alguns pontos de vista interessantes recorrentemente abordados por mim aqui no CR, mas gostaria de saber a opinião dos leitores sobre esta frase que a Visão "puxou" para lead.

A ocasião faz o ladrão


Escrevo isto com o à vontade de quem não  vota em Medina e considera José António Cerejo um jornalista íntegro: a telenovela em volta da aquisição da casa de Fernando Medina é uma canalhice.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCL)

Há momentos em que os amigos ajudam muito e, felizmente, tenho sentido esse apoio quando deles mais preciso. É especialmente a eles que hoje dedico esta canção do Joe Cocker.
Boa noite!

A política e os animais

 
 
 
Quando aparece um novo partido, mesmo com ideias fora da caixa, a reação da maioria das pessoas é reagir com indiferença ou pensar " mais uns que se querem encher". 
À partida acredito em quem procura lutar contra a corrente mas devo reconhecer que foi com algum cepticismo que assisti à entrada do PAN na cena política portuguesa.
A campanha autárquica demonstrou, porém,  que o PAN conseguiu introduzir na agenda política -de forma transversal-  o debate sobre os animais. Ou, pelo menos, obrigou os partidos a prestar alguma atenção aso cães. Cristas organizou uma Caocentração, Teresa Leal Coelho todos os dias faz festinhas a cães e até Catarina Martins visitou uma associação de recolha de cães abandonados.
Pode dizer-se - e é verdade- que há muita hipocrisia, ou que dar atenção apenas  aos cães é muito pouco ambicioso, porque a vida animal deve ser encarada na sua globalidade, prestando especial atenção a questões como o transporte de animais, medidas para a preservação das espécies, ou as condições sanitárias. Por outro lado, num país onde a tourada faz parte da cultura de um povo, a defesa dos direitos dos animais  resume-se aos denominados animais de companhia e pouco mais.
De qualquer modo, é justo salientar que sem o PAN, o tema dos direitos dos animais continuaria a ser ignorado e legislação sobre a utilização de animais em espectáculos de diversão, ou as condições de vida dos animais de cativeiro, continuaria a ser adiada para as calendas. Devagarinho, os portugueses vão metendo na cabeça que devem respeitá-los e não os tratar como coisas. Será pouco, mas é um princípio.
Agora fico a torcer para que apareça um partido disposto a colocar na ordem do dia a educação dos proprietários de animais de companhia. É que todos os dias assisto a cenas degradantes de desrespeito pelas mínimas normas de convivência cívica, protagonizadas por donos de animais de companhia.
 

No princípio era o Euro...

Alice Weidel
 
 
Inicialmente,  quando era liderado por Bernd Lucke, o AfD era apenas um partido de direita, anti europeísta, que se opunha ao euro e ao resgate aos países do sul.
A responsável pela deriva da AfD  para a extrema direita foi Frauke Perry que introduziu a bandeira anti-imigração no programa do partido. Perry leva a questão da imigração tão a sério, que defende o direito de a polícia alemã disparar sobre  refugiados que atravessem a fronteira alemã.
A ascensão de Adolfina parecia imparável, pelo que foi surpreendente a sua demissão  do AfD no dia seguinte às eleições. As razões invocadas? O partido ter virado demasiado à direita.
Agora imagine-se como serão os candidatos à líderança da AfD.
A coerência, por exemplo,  não parece ser o forte de Alice Weidel, uma das fortes candidatas à sucessão de Frauke Perry. Lésbica,  a viver com uma mulher originária do Sri Lanka e tendo como empregada doméstica uma imigrante ilegal síria, já  é difícil imaginar Alice Weidel como militante de um partido de extrema direita, quanto mais a liderá-lo...

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLIX)

Esta estava mesmo no fundo do baú, mas  os meteorologistas anunciam chuva, por isso replico a pergunta dos Credence Clearwater Revival.
Boa noite

Relatório divulgado pelo Expresso foi escrito em casa de Pinto Balsemão!

Ponto prévio: é inadmissível que três meses depois de ser divulgado  o desaparecimento de material de guerra do paiol de Tancos, não tenham sido identificados culpados, nem se saiba se houve negligência, ou o furto teve a conivência de militares.
O  silêncio permite – e favorece-  todo o tipo de especulações. Inclusivé a de que não houve roubo e tudo não passou de uma inventona urdida por um grupo de militares descontentes, que pretendeu descredibilizar o ministro da defesa e colocar em causa o governo.
Dito isto, é meu dever como jornalista ( ainda que reformado) repudiar veementemente a actuação do Expresso.
A divulgação de um ” relatório secreto elaborado pelos serviços de informações militares tendo como destinatários a Unidade Nacional de Contra Terrorismo da Polícia Judiciária e o SIS” que condena a actuação do ministro da  defesa, foi  um momento absolutamente patético. Em primeiro lugar, porque foi imediatamente desmentida a sua existência por parte das entidades militares, pela PJ e pelo SIS e em  segundo lugar porque, confrontado com o desmentido, o director do Expresso limitou-se a dizer que existe, “mas não é oficial!”.
Não percebo qual é o interesse jornalístico de dar destaque de primeira página a um relatório que não é oficial e cuja proveniência é omitida.
SALVO SE... for um relatório encomendado para ser usado como arma de arremesso político.
Depois de ter obtido a garantia de que Miguel Sousa Tavares não o atacaria, pela prática de jornalismo de sanita, Pedro Santos Guerreiro foi ao telejornal da SIC reafirmar a existência do relatório mas, instado por Clara de Sousa, recusou-se a dizer qual é a sua origem. Limitou-se a garantir que na próxima sexta-feira fará novas revelações.
Dito por outras palavras: Pedro Santos Guerreiro foi à SIC  prometer a Balsemão e Pedro Passos Coelho que na próxima sexta feira ( 48 horas antes das eleições) irá divulgar mais uma série de patranhas escritas por um qualquer argumentista de telenovelas da SIC que apresentará como provas irrefutáveis, com o objectivo de favorecer o PSD e prejudicar o PS.
Um valentão, este Pedro Santos Guerreiro! Foi ao telejornal do patrão, protegido pelo estatuto de inatacável mas, convidado para o Forum TSF - onde poderia esclarecer uma vasta audiência, mas seria sujeito ao contraditório-  o director do Expresso acobardou-se.
Este seria o momento oportuno  para dizer aos meus leitores que sei, de fonte segura, que Pedro Santos Guerreiro forjou o documento/relatório na mesma pastelaria onde José Manuel Fernandes  combinou com Fernando Lima a cena das escutas a Cavaco. Poderia acrescentar que fonte fidedigna me garantiu que durante as duas últimas semanas Pedro Santos Guerreiro e Pedro Passos Coelho se encontraram diversas vezes em casa de Pinto Balsemão para forjar o documento, tendo recorrido aos serviços do mesmo militante do PSD que, nas vésperas das eleições de 2005, pôs a circular a notícia de que Sócrates e Diogo Infante tinham um caso amoroso.
Só que eu não milito no PSD e nunca fiz jornalismo canalha. Limito-me, por isso,  a desejar a Pedro Santos Guerreiro que nunca tenha o azar  de ser vítima do efeito  "boomerang".
Seria certamente terrível ver na capa de uma revista social uma fotografia com uma legenda comprometedora para ele e para a sua família. Principalmente se a notícia for apenas um boato lançado pela concorrência.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLVIII)

E continuando com temas imortais, hoje convidei os Moody Blues.
Boa noite!

Abriu a época de caça...



No meu tempo de estudante, a segunda quinzena de setembro era sinónimo de vindimas e vida no campo. 
Todos os anos ia  com os meus pais para  Mesão Frio ( um ou outro ano  também para Santo Tirso) fazer a vindima. Claro que para mim a vindima durava pouco mais de um dia. Durante umas horas apanhava meia dúzia de cachos de uvas, comia outros tantos e, entre dores nas costas e dores de barriga. se passavam os restantes dias.  (Houve também aquele ano em que a Emília me destroçou o coração, mas isso é outra história...)
Dizia eu, então, que para mim - e para muitos outros jovens da minha idade- setembro era, naquela época sinónimo de vindimas.
Actualmente, a segunda quinzena de setembro é a época em que abre a caça ao caloiro. Por estes dias e noites  vejo-os desfilar  pelos jardins do Estoril, de capa e batina vestidos, presumo que em preparativos para a grande farra da "festa de recepção ao caloiro" e as subsequentes praxes. Por agora ainda andam a treinar, mas a alcoolémia já é visível nuns quantos a partir das 11 horas da noite.
Dentro de dias começarão as cenas que aqui já descrevi algumas vezes e que considerava degradantes. Devo informar que mudei radicalmente de opinião depois de ouvir uma miúda que acabara de simular sexo oral e masturbação com uma banana, defender acerrimamente a praxe porque, na  opinião dela, a praxe ajuda a crescer.
Se assim é, peço imensa desculpa pelo meu juízo precipitado, retiro à praxe o epíteto de espectáculo degradante e aplaudo vibrantemente este Manifesto.
No entanto, pessoalmente, continuo a preferir o tempo das vindimas e das paixões platónicas associadas.

Abstenção ou demissão?

Nos dias seguintes às eleições autárquicas  muito se irá falar de abstenção. Diversas serão as razões invocadas para a justificar, mas poucos se atreverão a atribuir a culpa aos portugueses pela  (provavelmente) elevadíssima abstenção.
Uma grande parte dos portugueses há muito alienou o seu direito de participar na escolha do seu destino. Não por desconfiarem dos políticos, ou nada quererem saber de política, mas simplesmente por preguiça e/ou comodismo, os portugueses demitiram-se de exercer os seus direitos de cidadania. Os outros  ( aqueles que ainda acreditam na democracia) que escolham o destino por eles. Aos abstencionistas chega-lhes ter as redes sociais para desabafar,  acusar os políticos de corrupção, insultá-los e apontar um dedo acusador quando alguma decisão lhes não agrada ou, em sua opinião, os prejudica. 
A abstenção dos portugueses ( e dos cidadãos europeus, na generalidade) não se limita à participação eleitoral. Ela grassa em toda a vida cívica, no movimento associativo e na escolha de órgãos directivos  de instituições em cujo funcionamento deveríamos estar empenhados. Estou a lembrar-me, por exemplo, das eleições na ADSE - instituição que pela sua relevância para muitos milhares de funcionários públicos deveria merecer escolha atenta dos seus representantes, por parte dos beneficiários. Nas eleições recentemente realizadas, a abstenção ultrapassou os 95%! 
De hoje para amanhã, se alguma coisa correr mal, não faltarão dedos acusadores a apontar os erros dos actuais dirigentes, mas ninguém se vai recriminar por não ter participado na escolha de quem gere uma área tão sensível como a saúde.
Não deixa de ser irónico  que a abstenção se tenha generalizado  nos regimes democráticos onde a participação cívica e o direito de voto, muitas vezes,  só foram conseguidos depois de muito com sangue derramado nas ruas.
  .

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLVII)


Digam lá se este tema dos Pink Floyd não é uma excelente escolha para vos dar as boas noites neste início de semana.
Boa semana

O despertar do monstro alemão


 
 
Como se esperava, Merkel venceu as eleições na Alemanha.   Surpresa foi  ter obtido um dos piores resultados de sempre da CDU, o que deixa a chanceler alemã em grandes dificuldades para formar governo.
Martin Schulz também teve um resultado desastroso. Quando anunciou a candidatura, as intenções de voto no SPD dispararam, mas o facto de não se ter demarcado de uma aliança pós eleitoral com a CDU, a par de outros erros – como não ter apresentado propostas de ruptura que entusiasmassem os eleitores alemães- traduziram-se numa derrota  quase humilhante.
Uma aliança SPD/CDU permitiria  a Merkel  constituir um governo estável, mas Schulz percebeu ( tardiamente ) que a renovação da coligação condenaria o SPD ao total esvaziamento, pelo que se apressou a recusar novo  acordo com a CDU.
O acordo de Merkel com os liberais e os Verdes ( a coligação Jamaica) demorará provavelmente meses a ser alcançado e o preço a pagar pela CDU será muito elevado. A sua promessa de ouvir atentamente as reivindicações dos votantes na AfD ( a extrema direita alemã) é patética. Merkel não terá percebido que é uma das culpadas  pela vertiginosa subida da AfD?
Os alemães  estão cansados da política sensaborona e inócua protagonizada pelo Centrão. Imbuídos do espírito ” Deutschland über alles” que Merkel lhes promete em palavras, mas constantemente adia nos actos,  encontraram abrigo no AfD, que não quer mais imigrantes na Alemanha e combate ferozmente o Islão.
Se a isto associarmos um mercado de trabalho assente na precariedade e nos salários baixos – que permite iludir os números do desemprego, mantendo-os artificialmente  baixos- e uma legislação laboral  que escarnece os direitos dos trabalhadores- temos o adubo ideal para a extrema direita medrar.
A AfD obteve um resultado impensável há uma década, mas  a sua ascensão meteórica tem muitas semelhanças com a ascensão dos nazis nos anos 30, que culminou com a chegada de Hitler ao poder.
Como aqui escrevi reiteradamente, da Alemanha nunca poderemos esperar nada de bom, pelo que o resultado de Adolfina não me surpreendeu.  Ficarei surpreendido, sim, se os partidos democráticos não conseguirem estancar a subida da extrema direita. É que apesar de colocarem sempre os interesses da Alemanha acima dos interesses da UE, há uma grande diferença entre governar a Europa a seu bel prazer, martirizando  os povos do sul da Europa com medidas económicas e financeiras declaradamente nazis ( como têm feito os governos de Merkel)  mas garantindo a paz, ou atacar  deliberadamente tudo o que não seja ariano, mesmo dentro da Alemanha, seguindo uma política  de imigração semelhante à de Donald Trump.
É que uma política xenófoba  ( equiparável à prosseguida por Trump)  conduzirá inevitavelmente a uma guerra em território europeu. Com a agravante de neste momento a Casa Branca ser ocupada por um presidente que tem a sua base de apoio na extrema direita europeia e no Ku Klux Klan.
Perante este cenário, o pior que os partidos democráticos europeus podem fazer é assistir, indiferentes,   ao novo despertar do monstro alemão.  O passado ensinou-nos que devemos olhar para a Alemanha como uma inesgotável fonte de conflitos. 
O discurso da AfD, após serem conhecidos os resultados eleitorais, é tenebroso pelo que representa de vontade indómita em regressar a um passado de conflitos. Porém, olhar para o monstro com medo, ou encará-lo como uma catástrofe, nada resolve. O melhor a fazer é acreditar que os monstros também se domesticam e tudo fazer para o impedir de lançar fogo à Europa pela terceira vez no espaço de um século.

Um pouco de pudor, porra!


A esgrouviada Marilú é a candidata do PSD à Câmara de Almada.
Obviamente que ninguém no laranjal que fede a podridão acredita que Marilú possa ter sequer um resultado honroso, mas não havia necessidade de a ex-ministra das finanças  erigir como bandeira da sua  campanha  a redução dos impostos.
Eu sei que no PSD ninguém sabe o que é vergonha, mas alguém diga à oxigenada laranja para ter um pouco de pudor e se coibir de chamar estúpidos aos almadenses.

domingo, 24 de setembro de 2017

Cuspir para o ar

Desde o início de Junho o director de comunicação do FC do Porto vem divulgando, semanalmente, e-mails que,alegadamente, incrimina o SLBenfica e vários árbitros, alguns dos quais ainda estão no activo.
Logo após a divulgação dos primeiros e-mails, a Liga abriu um inquérito. Benéfica e árbitros visados não negam o conteúdo, mas enquanto os árbitros se remeteram ao silêncio, o SLB interpôs uma providência cautelar para travar a divulgação de mais mensagens.
Quatro meses passados, a Liga não só não apresentou quaisquer conclusões, como nem sequer ouviu ninguém.
Perante o cobarde silêncio da comissão de instrutores da Liga, o clima entre os dois clubes tornou-se insustentável e mesmo o Sporting vai alimentando esta polémica.
Com a aproximação dos clássicos o presidente da FPF, Fernando Gomes, resolveu armar em apaziguador e publicou um artigo onde atira  para cima dos três grandes, culpando-os do ambiente de crispação que se à margem do jogo jogado.
Sobre a displicência da Liga ( e da própria FPF), nem uma palavra. Como se a demissão da Liga no cumprimento dos seus deveres não fosse a principal causa da crispação que se vive entre os principais clubes portugueses.
Fernando Gomes tinha obrigação de encarar este assunto com mais seriedade, em vez de fingir que não tem quaisquer responsabilidades em todo este imbróglios.

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (72)


O que está nesta imagem não é um postal. É uma fotografia enviada pela leitora Bacouca.
A razão de a incluir nesta rubrica é a mesma que me levou a admiti-la no passatempo.
É que embora se trate de uma fotografia, a história  que a acompanha  é sobre postais e a importância que eles podem ter na vida das pessoas.
Aconselho-vos vivamente a ler a história e, se alguém souber do paradeiro da Bacouca, ficaria muito grato se me informasse..
Obrigado!

sábado, 23 de setembro de 2017

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLV)



Este é o primeiro fim de semana de Outono. Esta a canção ideal para os últimos beijos de Verão.
Boa noite e tenham um excelente fim de semana

Pimenta no cú dos outros é refresco?

Leio nos jornais:
"Manobras militares russas na fronteira da NATO geram medo na Europa e lançam especulações sobre intuitos dos russos"
E as manobras militares conjuntas das tropas americanas, japonesas e sul coreanas, junto à Coreia do Norte e China, geram o quê? Alívio?

Para mim (não) vens de carrinho...




Assinala-se hoje mais um Dia Europeu sem Carros.
Longe vai o tempo em que o dia era encarado de forma séria. Actualmente, no DESC continuamos a ver automóveis  estacionados em transgressão,  a invadir o espaço de peões, ou a expelir veneno (CO2 é mesmo venenoso) para a atmosfera, perante a maior indiferença dos cidadãos.
Nada há mais degradante numa cidade do que o espectáculo de automóveis a circular em zonas pedonais, ou  estacionados em cima de passadeiras e passeios, numa manifestação brutal de desrespeitos pelos cidadãos.
Os leitores que me acompanham há mais tempo sabem que há muitos anos sou defensor da introdução de portagens  nas grandes cidades e posterior proibição da circulação automóvel, pelo menos nos centros históricos.
Tenho sido alvo de algumas críticas por teimar nessa medida mas sempre respondo da mesma forma: a circulação condicionada já é uma prática  habitual em muitas cidades do mundo, nomeadamente na Europa pelo que, mais tarde ou mais cedo, Lisboa e Porto serão obrigadas a tomar idêntica medida, para preservar a saúde de  quem vive e trabalha nas duas cidades.
Devo dizer que hoje estou ainda mais convencido de que esse dia está cada vez mais perto.
 Para já, 11 cidades europeias decidiram proibir a circulação de automóveis a gasóleo  anteriores a 2014. É apenas um primeiro passo a que por cá ninguém parece dar importância. 
Lembro, porém, que embora 2025 seja a data de proibição  apontada pela maioria das cidades, algumas adoptarão a medida  já a partir de 2019.
Enquanto em Portugal o assunto ainda não se discute, outras medidas para descongestionar o trânsito nas nossas cidades estão a ser debatidas  durante a campanha autárquica. A mais importante será a da mobilidade partilhada. Em breve, a introdução da partilha automóvel será uma realidade, pelo menos em Lisboa e Porto. Estou curioso em saber se esta ideia terá sucesso num país onde as pessoas olham para o automóvel como o prolongamento do seu próprio corpo.
A mobilidade partilhada, porém, não resolve o problema do trânsito asfixiante. Apenas o atenua. Medidas mais assertivas terão de ser tomadas. A pressão sobre o ambiente está a tornar a vida nas cidades  insustentável e, a breve trecho, a circulação automóvel terá de ser drasticamente limitada. 


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLIV)


Em jeito de despedida de Verão, deixo-vos com Yves Montand e "Les feuilles mortes"
Boa noite!

Assunção Cristas manda um piropo a Medina

Uma das bandeiras de Assunção Cristas na campanha eleitoral tem sido o trânsito. Incomodada com as longas filas e engarrafamentos, a líder do CDS não propõe medidas para retirar automóveis do centro da cidade, mas insurge-se com o que  apelidou de " Hora Medina".
Mas o que é afinal a "Hora Medina"?
Segundo  Cristas, é "A Hora de Ponta Constante".
Não sei quais são os conhecimentos de Assunção nesta matéria, mas Fernando Medina terá certamente ficado agradado com o elogio da sua adversária na corrida à presidência da câmara de Lisboa.

Son espanyols, son españolitos



A Catalunha quer fazer um referendo para que os catalães  digam se querem a secessão, ou manter-se sob a soberania de Castela.
Madrid não quer que os catalães manifestem a sua vontade por isso exerce represálias contra o governo catalão democraticamente eleito e que, supostamente, está a cumprir a vontade popular.
Rajoy manda suspender o envio de dinheiro para Barcelona  e prende dirigentes  catalães alegadamente envolvidos na organização do referendo.
Se isto se passasse na Mongólia, no Tibete, ou numa qualquer província russa, a imprensa ocidental apontaria, em uníssono, o dedo acusador a Pequim ou a Moscovo, acusando os governos daqueles países de estarem a oprimir o povo.
A secessão, porém, ocorre dentro das fronteiras da UE, pelo que a cachorrada sai em defesa de Castela e aponta o dedo acusador aos energúmenos esquerdistas catalães, que andam a enganar o  povo.
Todos sabemos que a independência da Catalunha, a concretizar-se, terá o efeito de bola de neve, servindo de incentivo a outros  movimentos separatistas europeus.
A geografia europeia alterar-se-á  drasticamente  ( como aconteceu a Leste no inícios da década de 90 do século passado), a economia sofrerá um forte revés  e o equilíbrio será profundamente afectado.
Tudo isto é verdade e parece perigoso, mas não menos arriscada para a Europa  está a ser a  posição de força de Castela.  Até porque pode, igualmente,  desencadear o efeito dominó nos movimentos separatistas de outros países europeus, mas também em Espanha.
Seria aconselhável que o governo de Castela ponderasse antes de tomar qualquer decisão de consequências imprevisíveis. Neste momento já terá ido longe demais, mas ainda está a tempo de corrigir o tiro.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLIII)

E porque está quase a terminar...
Boa noite!

A justiça portuguesa e a mulher de César

Todos nos lembramos que no caso dos submarinos houve acusados e condenados na Alemanha e na Grécia, mas a justiça portuguesa não encontrou indícios da existência de corruptos e corruptores em Portugal. Toda a gente considerou estranho, mas o assunto morreu.
Há dias ficamos a saber que o MP não encontrou quaisquer indícios de corrupção no caso Tecnoforma e mandou arquivar o processo.
Opinião diferente é a do  Organismo Europeu  da luta anti fraude  que, a pedido do MP português analisou a actividade da TECNOFORMA e o destino que a empresa deu a mais de 3 milhões de euros: há indícios evidentes de fraude, nomeadamente no acesso aos fundos comunitários- conclui o relatório do OELAF.
Lê-se, abre-se a boca de espanto, fica-se incrédulo, com um sentimento de impotência e a sensação de que a Matemática devia ser disciplina obrigatória no CEJ. Passado o estupor interrogamo-nos: se era para mandar arquivar, por que razão se gastou dinheiro a pedir um parecer? 
É que perante as conclusões do OELAF e o consequente arquivamento ordenado pelo MP, vem-me logo à cabeça a história da mulher de César!
Sugiro aos leitores que sigam o link e tirem as suas conclusões. Espero que sejam  mais  tolerantes e menos insidiosas do que as minhas. 
Eu só queria que em Portugal a Justiça fosse JUSTA e que quem julga e aprecia os casos não deixasse constantemente no ar a sensação de que a visão ideológica  se sobrepõe à  OBJECTIVIDADE  na hora de decidir e julgar. 
Se seguirem o link, perceberão facilmente as razões das minhas dúvidas. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLII)


Desde ontem que sou assaltado por memórias da  "Maison où j'ai grandi" e esta canção  da mulher que me fazia companhia na sala onde estavam os aquários com peixinhos,veio por arrasto
Boa noite!

A vida como ela é...

Juro que quando fui apanhado numa das inúmeras armadilhas da maravilhosa ( para quem gosta de andar sempre com os olhos no chão ou apenas a vê de longe) calçada portuguesa, não estava  a pensar na patética intervenção de Cavaco Silva na Universidade de Verão do PSD. 
Nem me embrenhara na análise psicológica de um dos discursos tresloucados de Passos Coelho, na vã tentativa de tentar compreender o seu transtornado perfil psicológico.
 Tampouco ia a remoer os resultados dos últimos exames médicos que confirmaram o agravamento do meu estado de saúde e a sua irreversibilidade.
Por estranho que vos pareça, enquanto caminhava pela Avenida pensava  - até ao momento em que uma falha na calçada me provocou a queda - nas maravilhas desta vida, em tudo de bom que ela me proporcionou e a relembrar a forma entusiástica  como o médico, perante a forma serena como estou a encarar a fase final da minha vida,  apoiou a minha ideia de ir, uma última vez, até à Argentina.
Foi no momento em que me precipitei no solo e os livros acabados de comprar na Bertrand se espalharam pelo chão, que regressei ao mundo real e me confrontei com a realidade.
Ao passar por mim, uma jovem brasileira aparentando estar a gozar momento de pausa  no trabalho do lupanar, olhou para mim estendido no chão a sangrar e, sem se deter, atirou:
- "Tudo bem?  Precisa ter cuidado, meu bem!"
Não tive tempo para reagir, nem para me revoltar, pois logo de seguida uma velha "made in Avenidas Novas" asseverou:
- " Você já não é o primeiro a cair aí. Apresente queixa na Câmara, porque a culpa é deles".
Tal como a jovem brasileira, seguiu em frente depois de debitada a sentença.
Eu não cheiro mal, não estava andrajoso (até ia bem vestidinho, porque vinha à cidade) não estava embriagado, porque não bebo, e, apesar de estar magérrimo  o meu aspecto  continua a não denunciar a doença que me afecta. No entanto, devem ter passado por mim umas 20 pessoas, antes de alguém se disponibilizar a prestar-me ajuda. 
Sem forças para pedir socorro, fui salvo por uma senhora que passava com o filho e se abeirou de mim perguntando se queria que chamasse uma ambulância. Acenei que sim e enquanto o filho ligava para o INEM, ela foi comprar uma garrafa de água que, extremosamente, me deu a beber.
Quando me meteram na ambulância, pareceu-me estar a entrar no Paraíso. Acabara de ser libertado da selva em que Lisboa se transformou. Uma cidade de pacóvios mal educados e sem maneiras que vieram das berças, não sabem comportar-se à mesa, arrotam no fim das refeições, peidam-se nas salas de cinema  e esqueceram a solidariedade. Fascinados que estão com a vida na capital, tornaram-se animais de duas patas. Trocaram a carroça por um Renault clio e, pendurados em telemóveis e copos de gin acompanhando sushis, sentem-se os Reis da Selva. E realmente, são.
Pessoalmente, não tenho pena de deixar esta selva. Esta cena mostrou-me a vida como ela é. Cada vez mais desinteressante e selvagem, regida pelas leis do salve-se quem puder e do Eu, Lda. 
Mãe e filho que me acudiram, por acaso, são do Porto. Estavam em Lisboa de passagem e fizeram questão de me acompanhar ao Hospital, de onde só saíram quando souberam que estava tudo bem comigo.
Nota: o título é uma homenagem a Nelson Rodrigues, mas dedico este post em especial aos leitores e leitoras que têm um ódio visceral ao Porto e acham que os nortenhos são todos nharros e imbecis.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXLI)

Começo esta semana com uma memória que não dirá muito a quem não é apaixonado pela música francesa.
Como sabem eu sou e, por isso, não me poderia escapar este "Un homme heureux".
Boa noite e boa semana

domingo, 17 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (71)

Este postal de Singapura foi enviado pelo Pedro Coimbra, um dos  "resistentes" da blogosfera, que continua a ser visita assídua do CR.
Em matéria de trabalho, Singapura foi o meu primeiro destino oriental. Ainda hoje sinto um certo fascínio ao recordar os tempos que lá passei.
Não foi, porém, o único postal enviado pelo Pedro para aquele desafio. Enviou outro de um país asiático que adoro, de um local onde passei belíssimas férias. 
Para saberem qual foi o país e lerem os textos que o Pedro escreveu, terão de ir até aos Devaneios a Oriente. Uma viagem muito agradável que muitos dos leitores do CR fazem regularmente, sublinhe-se.
E se forem lá amanhã, são bem capazes de soltar umas belas gargalhadas. Excelente tónico para iniciar a semana, não vos parece?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXVIII)


Hoje recordo Serge Reggiani  e " Le temps qui reste"
Boa noite

Assunção Cristas e Donald Trump



Digam-me, por favor,  que isto não é verdade e este video é uma montagem.
Quando pessoa amiga me falou deste episódio, pedi-lhe que procurasse na Internet e publicasse o video aqui no CR, juntamente com o meu comentário.
É que estes tipos que estão a pedir clemência a Deus, a propósito de uma catástrofe, minutos antes estavam a congeminar um ataque nuclear contra a Coreia do Norte e minutos depois a matar venezuelanos, mediante a proibição de fornecimento de medicamentos a Caracas. Estes caras de cú são uma cambada de hipócritas, mas governam a nação mais poderosa e com maior capacidade destrutiva do mundo.
Já agora, gostava de saber se era assim que no gabinete de Assunção Cristas se rezava a Nossa Senhora, pedindo que chovesse.
Espero ter autorização para "voltar ao serviço" na próxima semana. 
Por agora, desejo-vos um bom fim de semana e não se esqueçam de vir ler o postal no próximo domingo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXVII)


Como prometi.  a música francesa assentará arraiais por aqui nas próximas noites. Para hoje, mais um nome incontornável e uma voz inconfundível.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXV)



E para começo de semana fui arrancar esta belíssima canção às profundezas do meu baú.

Esta é a versão original, mas muitos foram os que cantaram este grande sucesso
Boa noite e boa semana

domingo, 10 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (70)


Este postal de Oxford foi enviado pelo Paulo, um  dos primeiros leitores do CR , que eu visitava diariamente no seu Gabinete. Abandonou a blogosfera,  mas continua com uma enorme paixão pelas bicicletas. Mantemos contacto através do FB. 
O texto, excelente, é sobre (des)encontros. Frequentes, quando remexemos  o baú das recordações. Ao reler este postal, também tive os meus.
 Se quiserem saber mais, vão ao  Gabinete.   do Paulo ler o que ele escreveu. O postal ainda está por lá...

sábado, 9 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXIV)



Tenham uma boa noite e um excelente domingo.
E não deixem de passar por cá nas noites da próxima semana. Especialmente as /os admiradores de música francesa.
Boa noite! 

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXIII)

Lembram-se destas Ladies? Escolhi-as para as memórias desta noite, porque a pergunta que fazem é pertinente. Por mim, respondo como sempre.
Amanhã talvez, mas na segunda-feira nunca se sabe...
Boa noite e excelente FdS

Aviso aos leitores

Lamento ter de comunicar aos leitores do CR que deverei estar ausente da blogosfera nos próximos dias. 
Deixo-vos, no entanto, todas as noites com boa música. E no domingo não faltará aqui o postal do  costume.
Prometo voltar o mais depressa possível.
Fiquem bem!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXII)


Tenham cuidado, porque ainda por cima hoje é quinta feira e  está Lua Cheia. Boa noite!

António Costa no teste do algodão



Antes de ir de férias, António Costa fez fortes críticas ao comportamento da Altice em Portugal. Passos Coelho e Assunção Cristas saíram em defesa da empresa e condenaram veementemente as criticas de António Costa, com o argumento de que o governo "não deve ( nem pode?) criticar empresas.
Graças ao BE conhecem-se hoje melhor as arbitrariedades da Altice, as fraudes e as técnicas ilegais utilizadas para se ver livre dos trabalhadores.
O PCP criticou o comportamento da empresa, mas PSD e CDS mantêm a posição ( nada surpreendente, diga-se) de que não se devem atacar empresas que investem em Portugal. Apetecia-me soltar o meu melhor vernáculo perante esta atitude hipócrita dos lideres da oposição mas, por agora, apenas pretendo escrever sobre a iniciativa do BE de alterar a legislação laboral de modo a impedir que a Altice continue a utilizar técnicas terroristas para despedir trabalhadores.
Mesmo não conhecendo o diploma do BE, arrisco dizer que será o teste do algodão para o governo e para o PS neste mês de Setembro. 

A luta dos enfermeiros


Tanto quanto julgo saber, a luta dos enfermeiros é justíssima. Estão há anos a ser explorados pelo Estado, que não cumpre as suas obrigações com estes profissionais de saúde.
Lamento que os enfermeiros tenham sido obrigados a chegar ao limite, para fazerem ouvir a sua voz e obrigarem o governo a dialogar.
Penso, porém, que colocar em risco a vida das pessoas, não é uma forma de luta muito digna de profissionais de saúde que, presumo eu, terão jurado tudo fazer para ajudar a salvar os doentes.
Qual seria então a melhor forma? Sinceramente, não sei, mas se alguém morrer por estes dias por falta de assistência dos enfermeiros, não venham culpar o governo, porque isso é cobardia.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXXI)



Bora lá curar essa doença rapidamente? Boa noite

Onde está o dinheiro?




Já mais de uma vez manifestei a minha desconfiança face às campanhas de solidariedade com vítimas de uma qualquer catástrofe.
Apesar das minhas reticências, perante a catástrofe de Pedrógão voltei a sucumbir e contribuí com um donativo, acreditando que todas as verbas seriam canalizados para o REVIVA, fundo gerido pelo governo.
Mais uma vez fui enganado. Dos 14 milhões doados pelos portugueses, só uma ínfima parte foi para o REVIVA.
A maior parte do dinheiro foi parar a contas criadas por empresas , uma boa fatia está a ser gerida pela Santa Casa da Misericórdia e o restante pelos promotores das "campanhas solidárias".
Resultado: o dinheiro está a ser distribuído sem critério, nem controlo, havendo pessoas que receberam apoios em duplicado e outras que não viram a cor do dinheiro.
Perante tanta descoordenação não me espanta que, tal como aconteceu com os fundos comunitários, algum dinheiro doado por portugueses de boa vontade, acabe em carros topo de gama ou casas com piscina.

Expliquem-me como se eu fosse muito burro...

Se o PSD não se revê nas manifestações xenófobas de André Ventura, nem partilha as posições do seu candidato a Loures quanto à introdução da pena de morte em Portugal, para "terroristas e pedófilos assassinos" porque razão mantém o seu apoio ao candidato, amigo pessoal de Passos Coelho?
Para não contrariar o chefe, ou para lhe dar mais uma oportunidade de exibir a sua pretinha de estimação, como aval da sua tolerância?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXX)




Palavras para quê? Boa noite!

Praias da minha vida ( com histórias dentro) -5



Como já escrevi em tempos, só as praias que frequentamos durante a infância nos marcam de forma definitiva com sulcos na memória impossíveis de apagar. Daí merecerem essa classificação. 
As praias da minha vida foram, por ordem de entrada em cena, a Praia dos Beijinhos, a Praia da Aguda, Benidorm e Ofir.
Outras houve que comecei a frequentar em adulto.  Como todos os adultos,  gostei mais de umas do que outras, conforme as circunstâncias, mas essas praias não influenciam o nosso percurso de vida. Há, porém, excepções…
A minha chama-se Pinamar. É a mais bela praia da Argentina e, talvez, uma das mais belas do hemisfério sul. Não é uma das praias da minha vida, porque foi lá que deixei parte de mim.
Por razões que os leitores mais fiéis bem conhecem, mais do que uma praia, Pinamar é uma página arrancada ao livro da minha vida. 


Assunção Cristas tem carradas de razão!



Assunção Cristas tem toda a razão quando pede que o PS, em vez de andar a anunciar medidas eleitoralistas, apresente já as medidas do OE.
A mulher tem muita razão e sabe do que fala. Afinal ela foi ministra de um governo cujo primeiro ministro jurou, em campanha eleitoral, que não cortaria pensões nem salários, nem subsídios de Natal e de férias. Dizia o dandy da Porcalhota que era tudo invenção. Dos jornalistas e da esquerda, claro, 
Ainda não tinha passado um mês e já PPC cortava salários, pensões, subsídios de férias e de Natal.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXIX)


Esta pareceu-me uma memória adequada para encerrar em beleza o 10º aniversário do CR.
Aproveito para agradecer àqueles que aqui  e no FB me deram os parabéns.
Boa noite!

10 anos é muito tempo...



Há 10 anos publicava aqui o meu primeiro post. Pensava, então, que seria uma experiência para durar 2 ou 3 anos, porque não teria pachorra para mais.
Dez anos e 10700 posts depois, continuo por aqui. Sem a disponibilidade de outros tempos, mas sempre empenhado. 
Os amigos que por aqui fiz ( alguns tornaram-se amigos na vida real) e o crescente número de leitores, especialmente nos últimos três anos, foram adiando o encerramento deste  Rochedo. 
Ao contrário do FB, de que me cansei porque é o espelho de uma sociedade doente, a blogosfera continua a ser um saudável espaço de liberdade e sã convivência onde me dá prazer estar.
Enquanto puder e me apetecer vou continuando por aqui. Reitero os meus agradecimentos a todos os que por aqui passam ( 2 milhões e meio de visitantes) a uma média diária superior a 2 mil. E aproveito para vos convidar a dizerem da vossa justiça.
Obrigado a todos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (69)



Este postal de Jerusalém foi enviado pela Isa GT.
Está relacionado com uma família de emigrantes e poderão ler o texto se visitarem o Doce ou Travessura
A Isa GT também abandonou a blogosfera e dela nunca mais tive notícias.
Amanhã o CR completa 10 anos e seria excelente presente reencontrar alguns/ algumas leitores/as dos primórdios desta casa. Ou, pelo menos, saber o seu paradeiro...

sábado, 2 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXVIII)



Para a maioria dos portugueses  este será o último fim de semana de férias de Verão, por isso, esta memória parece-me apropriada. 
Espero que daqui a um ano todos possam estar a cantar esta canção e a fazer planos para as férias do anos seguinte.
Boa noite e bom domingo

Leituras de Verão (12)


Autor: Ian McEwan
Editora: Gradiva
Primeira edição:2015
Número de páginas: 192


Não será o melhor livro de Ian McEwan, mas é mais um excelente trabalho do autor de Amsterdam, Jardim de Cimento, Expiação, o Fardo do Amor ou Estranha Sedução.
Uma respeitada juíza do Tribunal de Família, sem filhos e a atravessar uma crise conjugal, é confrontada com um caso que a obriga a decidir em poucas horas, a vida de um jovem de 17 anos, que só pode sobreviver se for sujeito a uma transfusão de sangue. Os pais, testemunhas de Jeová, opõem-se e o jovem também. A juiza decide, mas essa decisão irá marcar o resto da sua vida.
Uma história de confrontos entre as fragilidades das crenças religiosas e a subjectividade da justiça, que faz despertar sentimentos adormecidos e espoleta um rol de emoções.
É impossível ficar indiferente ao debate que o livro suscita na mente do leitor. Mas, para além de obrigar à introspecção, coloca uma questão vital: qual o papel que cada um de nós desempenha durante a vida, que efeitos exerce sobre os outros e, acima de tudo, até que ponto a subjectividade ou os estados de alma podem alterar profundamente o nosso desempenho e as nossas decisões? E como pode esse desempenho e poder de decisão entrar em conflito com a "missão" dos outros que connosco acidentalmente se cruzam, mas cuja existência é marcada por quem tem o poder de decidir? É legítimo decidir sem ponderar as consequências colaterais? Será sempre  a racionalidade a melhor conselheira? E o que acontece quando as emoções interferem com a razão? 
Aproveite o Verão para discutir  com amigos e procurar respostas para estas e outras questões.

Lição da semana

Antes de aderires a uma greve, pensa nas consequências e assegura-te que não estás a ser manipulado. Para que amanhã não te venhas a arrepender.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Memórias em vinil (CCXXVII)



E porque hoje começou Setembro, pareceu-me muito bem  trazer estas memórias para o fim de semana.
Boa noite e bom fim de semana

TOP 5

E vão comemorar o quê?

Faz hoje um ano que Dilma foi demitida, depois de um dos espectáculos mais indignos a que assisti num país pretensamente democratico.
Um ano depois não parece haver razões para os seus adversários  (agora no poder) celebrarem. A economia está pior, aumentou a miséria, a insegurança voltou a níveis dos anos 80, a violência sobre a polícia e o aumento da criminalidade  estão a transformar o Brasil num país pouco recomendável. 
No meio de tudo isto, chegar ao Rio de Janeiro é uma tristeza.A cidade maravilhosa é,hoje em dia, uma cidade tenebrosa onde reina a sensação de a qualquer momento, em qualquer lugar, poder rebentar uma cena de violência cujos estilhaços nos podem atingir.

Inquietação, inquietação, inquietação...

Falta um mês para as eleições autárquicas.
Em Loures, o candidato apresentado pelo PSD é xenófobo. Os ataques que fez aos ciganos levaram o CDS a romper com a coligação com o PSD, e todos os outros partidos criticaram de forma veemente e assumiram não fazer qualquer aliançá pós eleitoral com o energúmeno . 
Todos? Não é bem assim.... Pedro Passos Coelho saiu em defesa do seu candidato e o PCP , apesar de algumas críticas a André Ventura, não rejeitou peremptoriamente a possibilidade de continuar a aliança com o PSD, que dura desde 2013.
Bernardino Soares, presidente da CM Loures, é realmente uma figura peculiar. Repudia que a Coreia do Norte seja uma ditadura e  está disposto a coligar-se com um candidato que partilha as ideias de Le Pen.
O  PCP não pára de me surpreender!