sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Trump, Daesh, os porcos e Pandora (em actualização)




Um mês depois de os americanos elegerem Trump, já havia por aí muita gente a  pedir condescendência aos seus críticos. 
Estavam fartos de ouvir falar de Trump, insistiam que depois de tomar posse ele seria totalmente diferente e pediam com veemência que lhe fosse dado o benefício da dúvida.
Em apenas seis meses foi bem perceptível que Trump não merece condescendência. Prometeu atacar o Irão, a Coreia, a Venezuela e não se coibiu de dizer que sendo os EUA a nação mais poderosa do mundo pode atacar quem quiser, "em nome da ordem mundial". 
As sucessivas ameaças de Trump  eram suficientes para o classificar como louco perigoso, mas o homem quis dar mostras de que a  capacidade  para nos surpreender é ilimitada.
Ao recusar-se a condenar os acontecimentos de Charlottesville, desculpando os supremacistas brancos, Trump abriu uma caixa de Pandora. Ver o presidente do país mais poderoso do mundo triste com a retirada de estátuas de supremacistas brancos, é triste. Vê-lo isolado, alvo de críticas em todo o mundo, mas a ser elogiado pelo Ku Klux Klan, é assustador. Dar força a gente que se julga superior às outras raças é um retrocesso  que se pensava impossível.  Mostrar condescendência com Trump, é incitar à violências. Foi a mesma  condescendência ( e até apoio) aos "democratas"  da Primavera Árabe que criou o Daesh. Como eu previra, quando me apercebi do entusiasmo com que eram apoiados os facínoras, inimigos da civilização e dos mais elementares direitos humanos, que se rebelaram contra os ditadores dos países árabes. Era tão previsível tudo o que se ia passar naquela região, que ainda hoje me espanto com a credulidade dos entusiastas da Primavera Árabe.

Em tempo: as declarações de Trump sobre os atentados de Barcelona e a sugestão que deu para a forma de matar os terroristas ( com balas embebidas em sangue de porco) não são apenas nojentas. São a prova de que Trump está realmente ao lado da extrema direita mais retrógrada e do Ku Klux Klan. Não restam duvidas de que Trump é tão perigoso como qualquer terrorista. 

5 comentários:

  1. Nem sei mais o que dizer.
    Quando ele se demitir (?) Ou for forçado a sair do cargo, quem o substituir não poderá ser pior, pois não? Também não gosto do ar condescendente e irritante de Pence. Pence comparou Trump a Roosevelt!! Valha-nos Deus!

    ResponderEliminar
  2. Carlos mas o sangue de porco é tão bom. Sei que em miúda fui a matanças de porco. Eu não assistia ás matanças que nunca fui capaz de ver qualquer ser sofrer. mas sei que faziam um prato onde utilizavam sangue de porco, que era excelente. Eu sempre fui muito comilona. Sei que hoje nem arroz de cabidela sou capaz de comer. nem como nada que se consiga ver a forma do animal que lhe dá origem. As balas embebidas em sangue de porco acho que são óptimas para matar judeus. Fazia cá falta para animar os diálogos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ha dois pratos em que e utilizado o sangue de porco,Anfitrite. Papas de sarrabulho e arroz de sarrabulho. além destes dois (deliciosos) também se usa sangue na verdadeira receita de rojões a minhota.

      Eliminar