quarta-feira, 19 de julho de 2017

Corbyn, Melenchon e os jovens

"Os velhos são uns egoístas". "Os jovens votam bem". Os velhos, além de serem "uma despesa e um estorvo" ( Hugo Soares)  "votam mal"  ( Rui Tavares Guedes). Pensei que esta discussão geracional lançada pela JSD, sufragada por Passos e aplaudida por Marilú e mais uns quantos indigentes do PSD tivesse acabado. Enganei-me.
Acontecimentos recentes  demonstram, porém,  que a direita está mais uma vez enganada.
As candidaturas de Melenchon em França e de Jeremy Corbyn no Reino Unido, demonstram à saciedade  que a direita está  enganada. Mais uma vez.
Apesar de terem 66 e 68 anos, respectivamente, ambos tiveram resultados surpreendentes, tendo sido os jovens a sua base de apoio.
Outro mito que as eleições francesas e britânicas destruíram, foi o de a esquerda ter deixado de seduzir os jovens. Ambos os candidatos são de esquerda e conseguiram congregar em torno das suas propostas uma juventude sistematicamente acusada de se marimbar para a política, que se envolveu nas suas campanhas como há muitos anos não se via.
É óbvio que em Portugal ( e na generalidade dos países do sul)  o envelhecimento das populações e a emigração dos jovens, provocada pela crise económica que abalou estes países, é um abono de família para a direita.
Tenho, porém, esperança em que as coisas mudem. Enquanto nos partidos tradicionais portugueses se acentua o envelhecimento dos seus militantes, à esquerda( PCP e BE) há cada vez mais jovens envolvidos na miltância política. São jovens que nada esperam dos partidos do sistema e acreditam que está nas suas mãos construir o futuro. 
Só lhes falta um Melenchon, ou um Corbyn, que garanta consistência aos seus anseios. 

1 comentário:

  1. Estou um bocadinho pessimista com o país em geral e não sei se o quadro dos jovens portugueses tem as cores com que o pinta.

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