segunda-feira, 24 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCIII)

Boa noite e uma boa semana. 

Boa sorte, sr. Hulot





Lá por estarmos em férias, isso não quer dizer que este post seja sobre o superfamoso senhor Hulot, que Jacques Tati imortalizou nas telas.
O senhor Hulot a que me refiro é bem menos famoso (pelo menos por enquanto...) mas arrisca-se a ficar para a História se conseguir concretizar as suas ideias.
Refiro-me a Nicolas Hulot, o ministro do ambiente do governo de Macron.
Ex jornalista e activista das causas ambientais, tornou-se um caso sério de popularidade em França, graças a uma série de televisão dos anos 80 e 90 dedicada às questões do ambiente
Foi graças a ele que Sarkozy foi obrigado a assinar o Pacto Ecológico e terá sido ele quem inspirou  Macron naquela farpa a Trump  " Voltar a tornar o planeta grande"
As medidas anunciadas por  Nicolas Hulot são um manifesto a favor da protecção ambiental:
- fechar todas as centrais a carvão até 2022;
- encerrar 17 reactores nucleares, reduzindo 50% a electricidade produzida por fontes nucleares;
- não conceder novas licenças de exploração de hidrocarbonetos;
- proibição, num prazo de 20 anos, de comercializar carros movidos a gasolina ou gasóleo.
As ideias do sr Hulot estão a fazer fervilhar alguns sectores,  especialmente empresas ligadas ao sector energético. Não terá por isso vida fácil mas, enquanto contar com o apoio de Macron, Nicolas Hulot poderá colocar a França no pelotão da frente dos países europeus, em matéria de sustentabilidade.
O grande problema é que Macron já está a cair em desgraça entre os franceses e a sua popularidade sofreu um fortíssimo abalo nas últimas semanas o que pode por em causa as boas ideias do sr. Hulot.

Os jovens e o futuro

Já aqui escrevi várias vezes, mas nunca é demais reforçar a ideia: acredito muito nos jovens e no futuro que eles querem construir.
Foi com muito agrado que li a notícia de que um grupo de estudantes universitários prescindiu de parte das suas férias para ajudar a reconstruir casas degradadas na zona de Sever do Vouga.
É nestes jovens que acredito, não naqueles que vivem da política, consideram os velhos um empecilho e olham para o umbigo como se tivessem a solução para todos os problemas.
Por isso, quando vejo um desses jovens chegar a lider parlamentar do PSD, reforço a convicção de que  na Santana à Lapa há um execrável cheiro a mofo.

domingo, 23 de julho de 2017

À sombra de uma azinheira




Um casal de alentejanos estava a jantar partilhando uma garrafa de vinho de Pias, quando a certa altura ele diz:
- Maria, aposto que não és capaz de dizer alguma babosêra, que me ponha sastefêto e apoquentado ao mesmo tempo...
Responde a mulher de imediato:
​- A TUA "GAITA" É A MAIOR CÁ DA ALDÊA!
( Via FB)

Dia do Bilhete Postal ilustrado (63)



Em tempos, assim que se aproximava o Verão, lançava desafios aos leitores do CR. Em 2010, por exemplo, pedi aos leitores que me enviassem postais dos locais onde estivessem a passar férias ou onde tivessem passado umas férias inesquecíveis.
Nos dois últimos anos, por razões relacionadas com o meu estado de saúde, mas também por falta de paciência e por não querer maçar mais os leitores, não lancei nenhum desafio de Verão.
Decidi, no entanto, a propósito desta rubrica "Dia do Bilhete Postal Ilustrado", suspender durante umas semanas a publicação dos meus posts e republicar os posts que então me foram enviados pelos leitores do CR, respeitando a ordem de publicação no Verão de 2010.
O primeiro veio da Alemanha e foi enviado pela Teresa. Um belíssimo exemplar  onde se fala de Dresden, conhecida como Florença do Elba.

sábado, 22 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCII)


Julio Iglésias não era a minha praia, mas ninguém ousará negar que nunca dançou ao som de pelo menos uma das suas canções. Eu não nego!
Boa noite e bom fim de semana.

Leituras de Verão (6)





Autor: Arundhaty Roy
Editora: Asa
Primeira edição: Junho 2017
Número de páginas: 463


 Há livros que nunca se esquecem. "O Deus das Pequenas Coisas" de Arundhaty Roy é um desses livros. 

Desde que o li, no final dos anos 90, fiquei à espera de um segundo livro da autora. 
Esperei 20 anos e ainda não vos posso dizer se valeu a pena, porque só esta semana chegou às minhas mãos e ainda não tive oportunidade de o ler. 
Arrisco, no entanto, escolhê-lo para recomendação da semana, porque se Arundhaty Roy escreveu. um livro tão belo como " O Deus das Pequenas Coisas" ( e com ele venceu o Boooker Prize) este " Ministério da Felicidade Suprema" não pode ser um livro mau.
Se me tiver enganado, peço-vos desculpa e prometo vir aqui penitenciar-me.

Lição da semana

Nas últimas semanas aprendi que, mesmo após a reforma, as férias continuam a ser a coisa melhor do mundo.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCI)


Esta não faz parte da minha discoteca, mas foi efectivamente um grande sucesso dos tempos do vinil. Daí que de bom grado tenha aceite a sugestão de duas leitoras do CR. Boa noite e bom fim de semana.

Amizade é...

 Depois de uma noite em branco atender o telefone e, do outro lado, ouvir a voz de uma amiga que esta em ferias com a família a milhares de quilómetros de distancia, mas "pressentiu" que eu estava a precisar de sentir uma palavra de alguem que  seja meu amigo desde os anos 60 e tenha tido um percurso de vida similar ao meu.
Nestas alturas apetece-me sempre dizer que já não existem amizades assim mas, melhor ainda, foi sentir que aquele telefonema foi o melhor remédio para que o meu dia fosse mais sereno.


Em casa de ferreiro...

- Então tu andas sempre metido na política e foste casar com uma mulher que detesta política?
- Pois é, meu caro. As mulheres na política são demasiado parecidas com os homens para eu me apaixonar por elas...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXC)

Deixo-vos com Claude François.
Boa noite!

Homofobias



Gentil Martins deu uma entrevista ao "Expresso" em que classificou a homossexualidade como anomalia.
Não foi o primeiro médico/ cientista a dizê-lo, nem será o último, pelo que os soundbytes que a sua afirmação provocou nas redes sociais  me soaram a dejà vu.
Espanto maior provocou-me a  decisão do metro de Londres  substituir  o  tradicional "  Ladies and Gentlemen" por um assexuado , perdão, inclusivo, " Hello everyone".
O Metro londrino justifica a decisão, com o pedido feito pelas associações LGBT para acabar com a alusão a senhoras e senhores que consideram discriminatórias e violadora dos direitos de lésbicas, gays, homossexuais e transexuais.
Espero, sinceramente, que a LGBT portuguesa não faça igual pedido aos metros de Lisboa e Porto pois, em português, não existe uma palavra/expressão neutra que abranja "todos os géneros".
E sinceramente, não me parece muito prático,nem eficaz, que os maquinistas tenham de dizer:
"Atenção senhoras, senhores, lésbicas, gays, homossexuais e transexuais, agradecemos que abandonem rapidamente  a composição, porque deflagrou um incêndio na última carruagem".
O mais provável é que, no final do aviso, o incêndio já tenha alastrado a metade da composição.
Agora a sério: esta mania da linguagem de género politicamente correcta é supimpamente cretina. E, já agora, absolutamente nada inclusiva.

O nosso Le Pen

Já ouvi e li muitos lamentos por não termos em Portugal um homólogo de Le Pen.
Chegou finalmente a hora de esses saudosistas festejarem a entrada em cena do seu redentor. 
É comentador desportivo, veste a camisola do SLB, escreveu um livro em co-autoria com a taróloga Maya, é professor universitário e, ao contrário do que seria de esperar, não chegou à política pela mão do PNR, mas sim do PSD, cujo lider o escolheu para candidato à CM Loures. 
Não foi uma escolha acidental, obviamente. Ventura assenta como uma luva na estratégia do PSD: 
Uma vitória de André Ventura em Loures, pode servir de rastilho para despoletar a xenobobia e o racismo que existe na mentalidade portuguesa, especialmente no seio dos retornados, saudosos dos tempos colonialistas que transformou pobres diabos em grandes senhores, graças à exploração dos pretos e são a sua grande base de apoio.
Vivemos num país livre, o  senhor Ventura tem direito à sua opinião  e a dizer as alarvidades que lhe apetecer.
A extrema direita agradece e rejubila com o candidato Ventura. Às cavalitas de um partido que se reclama "democrático" consegue apresentar um candidato com possibilidade de vencer uma eleição democrática.
O PSD tem sido barriga de aluguer de muitas alarvidades. Não me espanta que também sirva de porta de entrada à extrema-direita.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXIX)

Vá lá, dêem uma oportunidade ao rapaz e ofereçam a vós próprios a oportunidade de serem felizes. Boa noite!

CDS em maus lençóis

Depois de retirar o apoio à candidatura de André Ventura, o CDS está em maus lençóis para encontrar um candidato que rivalize com o do PSD. 
Atrevo-me a sugerir a Assunção Cristas que convide  Pedro Guerra.  Face às semelhanças histriónicas e história de vida, com o senhor Ventura, seria um excelente trunfo : 
Tal como o candidato do PSD, Pedro Guerrra é comentador desportivo, veste a camisola do SLB, diz alarvidades sem fim, tem ar de pegador de touros e só perde no confronto com o sr Ventura, porque ainda não escreveu um livro em co-autoria com a Maya.Mas ainda vai a tempo...

Aristides de Sousa Mendes




Faz hoje 132 anos nascia em Cabanas do Viriato,  distrito de Viseu, Aristides de Sousa Mendes.
Todos conhecem a sua história de vida, o seu exemplo de humanismo e o importante papel que desempenhou  durante a II Guerra Mundial, pelo que me abstenho de aqui recordar o seu exemplo ímpar no auxílio a milhares de refugiados.  Desobedeceu ao Estado, foi proscrito, mas salvou da morte muitos milhares de refugiados.
A razão que me leva a evocar hoje Aristides de Sousa Mendes, um exemplo raro de  defesa dos direitos humanos, é uma triste coincidência  Neste mesmo dia, um tal senhor Ventura, candidato do PSD a Loures, rejubila com o facto de o país inteiro apoiar o seu discurso xenófobo e racista contra a comunidade cigana. E Pedro Passos Coelho, líder do PSD, não só mantém o seu apoio ao sr Ventura, como apoia as suas palavras. Sintomático.
Não aprendemos nada com portugueses  dignos, como Aristides de Sousa Mendes, que nos deviam servir de guia e exemplo.Pelo contrário. A realidade mostra que a alma tuga  mais facilmente se deixa inebriar pelo discurso xenófobo, populista e racista, do que pelo discurso tolerante da democracia.
.

Corbyn, Melenchon e os jovens

"Os velhos são uns egoístas". "Os jovens votam bem". Os velhos, além de serem "uma despesa e um estorvo" ( Hugo Soares)  "votam mal"  ( Rui Tavares Guedes). Pensei que esta discussão geracional lançada pela JSD, sufragada por Passos e aplaudida por Marilú e mais uns quantos indigentes do PSD tivesse acabado. Enganei-me.
Acontecimentos recentes  demonstram, porém,  que a direita está mais uma vez enganada.
As candidaturas de Melenchon em França e de Jeremy Corbyn no Reino Unido, demonstram à saciedade  que a direita está  enganada. Mais uma vez.
Apesar de terem 66 e 68 anos, respectivamente, ambos tiveram resultados surpreendentes, tendo sido os jovens a sua base de apoio.
Outro mito que as eleições francesas e britânicas destruíram, foi o de a esquerda ter deixado de seduzir os jovens. Ambos os candidatos são de esquerda e conseguiram congregar em torno das suas propostas uma juventude sistematicamente acusada de se marimbar para a política, que se envolveu nas suas campanhas como há muitos anos não se via.
É óbvio que em Portugal ( e na generalidade dos países do sul)  o envelhecimento das populações e a emigração dos jovens, provocada pela crise económica que abalou estes países, é um abono de família para a direita.
Tenho, porém, esperança em que as coisas mudem. Enquanto nos partidos tradicionais portugueses se acentua o envelhecimento dos seus militantes, à esquerda( PCP e BE) há cada vez mais jovens envolvidos na miltância política. São jovens que nada esperam dos partidos do sistema e acreditam que está nas suas mãos construir o futuro. 
Só lhes falta um Melenchon, ou um Corbyn, que garanta consistência aos seus anseios. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXVIII)

Boa noite com "Blood, Sweat and Tears"

Carta aberta a Assunção Cristas


 Senhora Dona Assunção:

Durante o último  fim de semana, sondagens revelaram que os portugueses não querem a demissão de Constança Urbano de Sousa, nem de Azeredo Lopes,que insistentemente reclama há um mês.
Durante um comício de promoção da sua candidatura a vereadora da câmara municipal de Lisboa, foi bem visível que a notícia a abalou e deixou atónita. Provavelmente, cara Assunção,  ainda não percebeu o que há de errado na sua estratégia de reclamar a cabeça da ministra. Decidi, por isso, dar-lhe uma ajuda.
Podia começar por lhe dizer que uma pessoa que apoia um candidato racista e xenófobo, com o argumento de que é fiel aos seus compromissos, não tem legitimidade para exigir a demissão de uma ministra. Não fora a distrital de Lisboa tê-la obrigado a retirar o apoio a André Ventura, contra sua vontade, e neste momento teríamos o CDS a apoiar um racista e a senhora a bater no peito clamando a fidelidade à coligação com o PSD. 
Podia também lembrar-lhe que o seu partido votou favoravelmente uma comissão de inquérito independente para apurar as responsabilidades do incêndio de Pedrógão por isso, é sua obrigação aceitar as regras da democracia e esperar pelos resultados do trabalho dessa comissão. 
Eu sei que lembrar-lhe as regras da democracia é uma tarefa tão inútil, como tentar  prender em casa uma gata com cio. Talvez seja por isso mais útil recordar-lhe que os portugueses têm muitos defeitos mas não são burros e nem sempre têm a memória curta.
É normal que se lembrem que a senhora foi ministra do ambiente e, perante uma seca, a medida política que anunciou ao país, foi "rezar a Nossa Senhora" para que chovesse.
Também não se esquecem que a senhora confessou ter assinado de cruz, durante as suas férias, um diploma enviado pela então sua colega de governo, Maria Luís Albuquerque, o que imediatamente a desqualifica para exercer um cargo ministerial. 
Também se lembram, muito bem, que a senhora defendeu sempre o ministro Relvas,  apoiou a TSU que motivou a maior manifestação de repúdio das últimas décadas em Portugal e não esquecem a sua actuação enquanto ministra. 
Há outras coisas que a maioria dos portugueses não sabe mas que a senhora, como ex-ministra do ambiente, tinha a obrigação de saber. Vou lembrar-lhe apenas uma:
- É um dado adquirido há muito, na comunidade científica mundial, que em determinadas zonas do globo ( entre as quais a Península Ibérica)  os incêndios, como as inundações,  cada vez mais resultarão de causas naturais imprevisíveis e incontroláveis, pelo que pedir a demissão de uma ministra por causa de um incêndio,  de uma inundação, ou outra qualquer catástrofe natural, como um terramoto, é pura e simples demagogia. Estou a ser brando porque, em boa verdade, penso que a sua exigência é fruto de má fé.
Não arrisco afirmar que essa má fé se deva ao facto de a senhora desconfiar tanto das mulheres, que não escolheu uma única para o seu núcleo duro. 

Estou no entanto tentado a dizer que a senhora  se sente mais confortável rodeada de homens,  quiçá por ter mais confiança nos conselhos que eles lhe podem dar ( como no caso de Loures, por exemplo).  Não quererá a senhora,certamente, repetir a experiência de ser vítima de uma punhalada feminina. Compreendo-a. Como diz o povo, " Gata escaldada de água fria tem medo".
 Constança Urbano de Sousa é uma  mulher com uma dignidade que a senhora tem sobejas razões para invejar. Espero, por isso, que feche a matraca e se centre na sua candidatura a Lisboa. Não é que tenha quaisquer hipóteses de ganhar, mas levar uma abada de Teresa Leal Coelho ficaria nos anais do anedotário político e remete-la-ia novamente à condição de figura de terceiro plano na vida política portuguesa. Pelo menos até que o Melo de Joane  venha ocupar o lugar que lhe cedeu enquanto não se cansar do brinquedo de Bruxelas.
Devo confessar que tenho uma grande esperança em divertir-me durante a sua campanha eleitoral. Estivesse eu no activo e iria acompanhá-la a par e passo.
As suas indumentárias  de frutas tropicais, a chamada ao palco dos pais, filhos e marido, durante os comícios, ou a sua presença em concertos pimba, serão momentos inesquecíveis, mas o que eu mais gostaria era  acompanhar as suas visitas a bairros sociais e às comunidades ciganas. 

 A sua campanha será uma viagem ao passado, com a vantagem de já não haver Salazar. E, para sua sorte, não haver Marcelo Caetano que, muito provavelmente, a teria aconselhado a aprender a cozinhar e coser meias, em vez de andar a estudar direito. A avaliar pela ignorância que a senhora demonstra em matéria jurídica, o velho títere dessa vez não se teria enganado na profecia.
Termino com uma mensagem de esperança.
Como escrevi acima, os portugueses não são burros. Nem mesmo aqueles que se propõem votar em si, se a senhora continuar a prometer-lhes o que eles querem ouvir:
- Mais carros em Lisboa;
- Acabar com o trânsito caótico;
-  Fim dos sem abrigo  e sua reinserção;
- Habitação para todos;
- Revitalização do arrendamento
- IMI 0% em determinadas situações
Estas são, para já, as promessas que me ficaram no ouvido. Suficientes para a propor para Prémio Nobel da Incoerência. Ou para sugerir a Marcelo Rebelo de Sousa que a condecore no 10 de Junho.
Muitos lisboetas  irão votar em si, apesar de não acreditarem numa única das suas promessas.
Eles ainda se lembram que foi a senhora que fez a última  Lei do Arrendamento, que não agradou   a proprietários e inquilinos.
Sabem que a promessa de IMI 0% é apenas mais uma demonstração da sua ignorância, porque seria inconstitucional.
Sabem, enfim,  que acabar com os sem abrigo é utopia, disciplinar o trânsito prometendo mais carros em Lisboa é demagogia, garantir habitação para todos é trafulhice.

Então porque votam em si?
Simples, minha cara senhora:
- Os lisboetas que votam em si esperam um favorzinho para um lugar de estacionamento especial, um desconto no IMI, uma casa barata para arrendar ou comprar ( há tantas habitações sociais de qualidade...) enfim, aquilo que eles sabem que os lisboetas não podem aspirar, mas que com uma cunhazita esperam almejar.
É que em matéria de cunhas, consta que a senhora sabe da poda.
Passe bem. 

Jane Austen







Faz hoje 200 anos que morreu Jane Austen.
Tinha apenas 41 anos, era pobre e a sua morte foi mais ou menos ignorada, mas deixou um vasto legado literário, cujo mérito tardou a ser reconhecido.
Dois séculos depois, Jane Austen é uma das escritoras mais admiradas no mundo ocidental, onde se realça o seu humor e a análise corrosiva dos costumes da época. 
Alguns dos seus livros chegaram aos cinemas em longas metragens  de grande sucesso ( Sensibilidade e Bom Senso ou Emma) e aos pequenos ecrãs em miniséries como Orgulho e Preconceito.
Dois séculos depois, a data da sua morte é assinalada com a reedição de vários dos seus livros e algumas cerimónias evocativas. 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXVII)

Continuamos com ritmos latinos, agora na voz de Nat King Cole.
Boa noite e boa semana

Passos Coelho: de porteiro a corrupto...!


Passos Coelho passou o fim de semana a defender a Altice e a atacar António Costa por ter criticado a empresa. 
Para o líder do PSD, criticar as empresas é intolerável, mesmo um crime de lesa economia,  mas despedir 3 mil trabalhadores é um problema de gestão.
E convidar um xenófobo  racista, apoiado pelo partido de extrema direita, para se candidatar à CM de Loures é a democracia a funcionar.
Eu sei que Passos Coelho tirou o curso numa universidade da treta, onde teve professores com o calibre intelectual e moral de Maria Luís Albuquerque. Não sei é se isso foi suficiente para Passos Coelho se ter deixado corromper mental e intelectualmente. Creio mesmo que a corrupção mental de Passos Coelho é uma doença incurável que o afecta desde a adolescência.
Face às reacções que se vão conhecendo de todos os quadrantes à aquisição da Media Capital pela Altice (até Marcelo parece estar preocupado) a doença de Passos Coelho pode ter uma explicação. A seu tempo se saberá...
O que já se sabe há muito é que Passos Coelho tem uma especial atracção por relacionamentos pouco claros com empresas. Lembram-se quando ele era "porteiro" Tecnoforma?

Racista, ele? Que ideia tão estúpida!



Não vale a pena fazer como a avestruz e  fingir que a maioria dos  portugueses- particularmente os que têm mais de 40 anos-  não é racista.
É verdade que a maioria dos portugueses não admite ser racista, porque tem um " pretinho amestrado" a trabalhar para ele como escravo dos tempos modernos mas isso, em vez de o ilibar, atesta de forma ainda mais vincada o racismo congénito.
Os portugueses gostam de exibir certificados de civismo, multiculturalismo e solidariedade. Por isso, quando não têm um "pretinho" de estimação, arranjam uma filipina ou uma brasileira para fazer as tarefas domésticas ou servir de "bábá", mostrando assim o seu "multiculturalismo". Que acaba, no dia em que o/a brasileiro/a,  filipino/a ou ucraniano/a estão em condições de lhe disputar o emprego. Nesse dia, passam a olhar para eles como  "os imigrantes que lhes vêm roubar os empregos"
Para mostrar ao mundo que são solidários e caridosos, os portugueses também gostam de "adoptar um pobrezinho", fazer voluntariado no Banco Alimentar Contra a Fome, ou noutra instituição similar, e exibir esse estatuto nos círculos próximos.
Posto isto, quero dizer que apesar de desconfiar cada vez mais das acusações do MP, acredito que haja polícias racistas, bem capazes de fazerem aquilo de que são acusados. É certo que uma esquadra inteira acusada pelo Ministério Público de "tortura, sequestro, ódio racial, ofensa à integridade física, comportamento cruel, degradante e desumano, falsificação de documentos, denúncia caluniosa e injúria agravada" é muita coisa junta. 
Não deve ser pêra doce para aqueles agentes saber que o MP os considera "indignos do cargo que exercem" mas, o que  me deixa perplexo (mas não totalmente incrédulo, ou capaz de rasgar as vestes para sair em defesa dos polícias) é saber que naquela esquadra não existia um único polícia bonzinho!
De qualquer modo, quero salientar que gostaria de ter visto igual empenho do MP e da comunicação social a apontar o dedo aos culpados, nos casos dos quatro polícias mortos na Cova da Moura, nos últimos 12 anos. Ou dos que foram ameaçados, perseguidos e obrigados a fugir do bairro.
É que, tanto quanto me lembro, não houve ninguém condenado por essas mortes... 
Ora eu acredito que, tal como nos divórcios, nestes casos a culpa não é apenas de um lado...

domingo, 16 de julho de 2017

Apitó comboio!





Depois de ter sido ilibado em tribunal no, início da semana, no processo da segurança privada, Pinto da Costa teve ontem  outra razão para sorrir. 
Nove anos depois, o Conselho de Justiça da FPF reconheceu que o processo Apito Final ( que deu origem ao Apito Dourado) foi uma invenção de Ricardo Costa, o juiz benfiquista que aplicou dois anos de suspensão a Pinto da Costa e subtraiu seis pontos ao FC do Porto, por alegada tentativa de corrupção do árbitro Augusto Duarte.gou 
( Lembro aos mais distraídos que a acusação alegava que o FC do Porto tinha corrompido um árbitro para não perder o jogo da última jornada em Aveiro, num campeonato em que chegou à última jornada com 20 pontos de avanço sobre o segundo classificado. Vale a pena recordar este facto para se perceber melhor como funciona a justiça portuguesa)
 É verdade que o FC do Porto e Pinto da Costa já tinham sido ilibados pela justiça civil no processo Apito Dourado mas, como na justiça desportiva quem manda é um bando de traficantes vermelhos, só agora o CD veio reconhecer o erro ( em minha opinião não foi erro, mas sim invenção arquitectada por um juiz benfiquista que agiu de má fé)
É verdade que Pinto da Costa já cumpriu a pena e o FC do Porto não será ressarcido, mas a verdade foi reposta. Porquê nove anos depois?


A resposta parece-me evidente. Perante o caso dos mails que provam como o SLB interferiu na classificação e nomeação de árbitros e sobre eles exerceu coacção, o CJ da FPF quer varrer rapidamente para debaixo do tapete este escândalo gerado na Luz, porque têm medo de Pedro Guerra e Luís Filipe Vieira.
Podem vir para aqui os benfiquistas dizer as inanidades que lhes apetecer. Se os comentários forem civilizados nem os eliminarei mas, se vierem clamar a inocência do SLB e falar em portistas corruptos eu mando-os enfiar os apitos  no fundo das costas.
Sim, sou portista com muito orgulho e completamente intolerante com benfiquistas que se armam em anjos puros, inocentes e justiceiros, apesar de a realidade demonstrar exactamente o contrário.

Dia do Postal Ilustrado (62)

Salvador 1973

sábado, 15 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXVI)

Pois, pois, eu sei que esta história de amor  interpretada pelo Júlio Iglésias era muito pirosa.
Já pelos French Latino  a história é outra...
Mas e se for pela Luz Casal? Não é memória em vinil, mas continua a ser um excelente tema, como já era no meu tempo. Só que na altura do vinil eu também a achava pirosa. Uma questão de roupagem e tudo muda, não é?


Boa noite!

Leituras de Verão (5)

Autor: JG Ballard
Editora: Elsinore
Primeira edição: Março 2017
Número de páginas: 352

JG Ballard dispensa apresentações, mas a leitores mais distraídos recordo que é o autor de "Crash" e "O Império do Sol", dois best sellers mundiais, tendo o último dado origem ao filme com o mesmo nome.
"Reino do Amanhã" não será, propriamente, um livro light, mas é imperdível para quem se interessa pelas questões sociais e, muito particularmente, pelo consumismo  e a forma determinante como tem moldado as sociedades.
Um livro que levanta questões muito sérias. Para ser lido e partilhado.

Lição da semana


Se fores primeiro ministro nunca critiques uma empresa de telecomunicações. Arriscas-te a que ela compre um canal de televisão para criar fake news e minar a credibilidade do teu governo.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXV)

Esta não é bem uma memória em vinil, mas uma excelente versão de Besame Mucho interpretada por Cesária Évora
Já agora, vale a pena ouvir também  a versão original ( em vinil) de Consuelo Velasquez


E já agora...
Sabiam que os Beatles tinham gravado uma versão ( também em vinil) de "Besame Mucho"? Se não sabiam, aproveitem para ouvir

Boa noite e bom fim de semana

E quem não percebe isto ou é tolo...

Com o freio nos dentes



Depois de conhecer melhor os contornos da sentença que condenou  Lula a nove anos e meio de prisão e de constatar a forma cirúrgica como a justiça está a actuar em Portugal, não vou escrever que até nisso somos irmãos. Tenho é muito medo desta justiça que tomou o freio nos dentes, porque se há coisa que ainda receio mais do que uma ditadura, é um estado justicialista travestido de democracia.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXIV)

E  regressamos à bela música francesa dos anos 60 com Salvatore Adamo.
Tenham uma boa noite!

Já chegámos à Tailândia?

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera anuncia que a temperatura mínima para esta noite em Lisboa e Faro será de 25 graus. Temperaturas nocturnas a que não estou habituado desde que deixei a Ásia.
É hoje que vou dormir no terraço, tendo como teto as estrelas e a ouvir as ondas do mar.

Jornalismo? Não. PUTEDO!



Depois da cena de Vítor Rainho, que relatei no post anterior, hoje deparo com esta capa nos escaparates.  Lamento ver  uma jornalista que muito prezo envolvida nesta badalhoquice, mas não posso conter a minha revolta. Isto não é jornalismo, é PUTEDO!

Inventem-se novos jornalistas

Um tipo chega de férias, compra uns jornais para ler  na sala de espera da Fundação Champallimaud, e a tranquilidade  vai-se num ápice.
É que apesar de ser jornalista reformado, continuo a perder  as estribeiras quando vejo que  alguns jornalistas a soldo teimam em denegrir a profissão.
 Eu percebo que os indigentes que se acoitaram nas redações para fazer política, tenham de justificar a prebenda salarial junto do patrão, empolando notícias de caca e romanceando os conteúdos.
Já me custa mais aceitar que, à falta de notícias, inventem culpados onde eles não existem. Como fez ontem, nas páginas do i, Vítor Rainho. Apontar responsabilidades a Constança Urbano de Sousa pelo que se passou na esquadra de Alfragide em 2015, quando ela não era ministra, demonstra falta de imaginação, mas também ausência de dignidade profissional, desrespeito pelos jornalistas em geral e, sobretudo, falta de vergonha nas trombas.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Memórias em vinil( CLXXXIII)

Uma pausa na música francesa para recordar Engelbert Humperdinck
Boa noite!

A culpa é da testosterona

Trabalhadoras de limpeza do aeroporto  do Porto anunciaram uma greve. Queixam-se de assédio moral e sexual
Há muita testosterona aos saltos no Sá Carneiro, é o que é...

Bar aberto na AR?

Ao ouvir as intervenções de  Passos Coelho, Telmo Correia e Nuno Magalhães, durante o debate sobre o Estado da Nação, fico a suspeitar que hoje é dia de  Bar Aberto na AR. (Ou serão os dealers em saldos de Verão?)
Nuno Magalhães chamou cobarde a Costa por ter ido de férias, esquecendo que não há maior cobardia do que a que ele próprio protagonizou, ao recusar assumir a paternidade de um filho que o tribunal provou ser seu.
Telmo Correia veio falar  de assinaturas levianas de diplomas, esquecendo  que foi Assunção Cristas quem admitiu ter assinado diplomas de cruz, sem ler, enquanto estava de férias, .
Já Passos Coelho, como habitualmente, disse inanidades que apenas confirmam o que já se sabia: não deve abrir a boca quando está em estado de privação, para não dar ao país o triste espectáculo de ser um adicto ao poder, que não consegue conviver com a sua condição de deputado irrelevante.

Uma ida ao supermercado

Ano de 2029, num supermercado perto de si.
 Paula  e Teresa casaram há um mês. Ontem, decidiram ir ao supermercado fazer compras. No balcão do talho deixaram-se seduzir pelos embriões. Paula sugeriu de imediato que comprassem uma embalagem com um menino loiro de olhos azuis e 1,90m. Teresa olhou para o preço e sugeriu:
- Estamos no início de vida, Paula. Não achas que este é muito caro? Que tal se optássemos por aquele que está em promoção? Só mede 1,75, mas tem uns cabelos azeviche e uns olhos castanhos que são uma beleza!
-Estás a ver mal a coisa, Teresa! Não vês que o loiro de olhos azuis vem com um kit incorporado que o isenta de pagamento de propinas até entrar na Universidade?
- Isso não é vantagem nenhuma, Paula. Podemos ensiná-lo a ler e quando chegar aos 18 anos vai frequentar um curso na Universidade "take away". Num ano sai de lá com um curso superior.
- Vês sempre as coisas pelo lado económico, Teresa! Não devia ter casado contigo…
- Estou apenas a ser prática, Paula! Mas se o teu problema é o miúdo ser moreno e preferes um loiro de olhos azuis, que tal comprarmos aquele que é mais baixito e não tem kit incorporado?
Paula  pensou durante uns instantes. Deixou sair um suspiro profundo e disse:
- Pronto, se é assim que queres…
- Já vi que não estás convencida. Pronto, levamos então o que tu queres. Talvez seja um bom investimento…
Paula sorriu e deu um repenicado beijo  a Teresa. Preparavam-se para pegar  na embalagem, quando foram surpreendidas pela chegada de Pedro e Tomás
- Tomás, já viste este loirinho de olho azul com 1,90m? Vamos levá-lo?
- É p’ra já, Pedro!
Pegaram na embalagem e dirigiram-se apressadamente para a caixa registadora.
Paula e Teresa entreolharam-se desconsoladas.
- Paula, não fiques triste, vais ver que um dia destes arranjamos um nos saldos.

(Post publicado em 5 de Março de 2009)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXII)

Boa noite! Hoje, especialmente para todas as mulheres enamoradas

PCP quer funcionários públicos à força?

Por exigência do PCP e do BE, o  governo aceitou ( e bem) integrar nos quadros da função pública os trabalhadores precários.
Trata-se de reparar a "fraude" de  manter ( por vezes durante anos)   trabalhadores alegadamente temporários, a exercer funções com carácter permanente.
Para reparar a injustiça o governo fez  uma lei(  aprovada na AR) que  estabelece algumas regras para a integração e faz depender a sua confirmação de um requerimento feito pelos próprios e a análise por uma comissão paritária.
O prazo para os interessados fazerem o requerimento terminou no dia 30 de Junho, constatando-se que o número de trabalhadores que requereram a sua integração nos quadros da administração pública foi muito inferior ao expectável.
Não vou aqui enumerar algumas das razões para o desfazamento entre o número de trabalhadores precários e os requerimentos apresentados mas devo dizer que não fiquei muito surpreendido, porque conheço  casos de pessoas  que,  por trabalharem em regime de outsourcing ou, simplesmente, por não quererem  ter um vínculo ao Estado, não apresentaram o requerimento.
Parece-me por isso surpreendente que o PCP venha agora exigir que todos os trabalhadores precários, mesmo os que não requereram a sua integração, sejam integrados na função pública.
Já me custa aceitar que o PCP queira impor a integração na função pública de pessoas que não querem criar esse vínculo, mas ainda mais preocupante é ver o PCP desejar que trabalhadores que não se deram ao trabalho de fazer um requerimento, se tornem funcionários públicos à força.

Trump troçou da Europa e os líderes europeus sorriram...

Esta noite, enquanto passava os olhos pela imprensa internacional, soube que Ivanka Trump, filha do aparvalhado presidente americano se sentou na cadeira do pai durante duas reuniões do G-20, enquanto Trump devia andar a apalpar o rabo de algumas funcionárias do apoio.
Há duas notas a registar neste episódio:
- O nepotismo chegou à Casa Branca
- Os lideres europeus são fracos com os fortes e a Europa vai pagar um elevado preço por isso.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXI)

Escutem bem as palavras da Françoise Hardy.
É mesmo tempo de todas estas coisas que nos alegram e fazem felizes, por isso, os ritmos latinos vão regressar em força até final do Verão.
Tenham uma boa noite e uma excelente semana.

Notícias de Hamburgo

Compreendo a insatisfação das pessoas contra estas reuniões do G-20, onde duas dezenas de lideres decidem o futuro do mundo.
Nada justifica, porém, a violência a que assistimos em Hamburgo.
Nos anos 90 participei em algumas manifestações de protesto contra a globalização. Fi-lo de boa fé e convictamente, mas quando me apercebi que os sentimentos genuínos de uns quantos eram aproveitados por grupos ligados a movimentos extremistas, apenas interessados em criar confusão e gerar violência, nunca mais participei.
O que se passou em Hamburgo não foi contestação. Foi terrorismo. Mas não tenho dúvidas que, no meio daqueles 100 mil, estava muita gente bem intencionada e imbuída do espírito de paz que gerou estas manifestações. Essas, merecem todo o meu respeito.

Ponto final? Não. Parágrafo



No rescaldo da demissão dos três secretários de Estado que foram ver um jogo do Europeu a convite da GALP, poderia recordar que ano passado critiquei a sua actuação, afirmei que o pagamento das viagens em nada alteraria a situação e, por isso, defendi a  sua demissão imediata.
Como não o fizeram poderia apenas puxar dos galões, escrever " eu tinha avisado"  e ponto final.
Só que estas demissões, um ano depois das viagens, não fazem sentido, mas não surgiram do nada. Diz-se que foram provocadas pela informação de que os secretários de estado vão ser constituídos arguidos. 
Se fosse verdade,a conjugação temporal entre as decisões da justiça e os interesses de determinadas forças políticas deixar-me-iam perplexo. Afinal havia mesmo coincidências. 
Só que a informação veiculada pela comunicação social, mais uma vez, é falsa. Foram os três secretários de estado, cansados da inoperância da justiça, que pediram para ser constituídos arguidos e provarem que não cometeram nenhum acto ilícito. 
Poderá não ter havido ilícito mas, como então escrevi, houve pelo menos falta de senso.
Por isso, em vez de ponto final, o melhor é fazer um parágrafo e, mais tarde, voltar ao assunto.
Em tempo: CDS e PSD aproveitaram as demissões para criticar Costa por ter estado de férias durante 4 dias. Esta escumalha de direita não tem emenda. Três meses de férias pagas por ano ( fora as ausências em "trabalho político") e acusam o pm de abandonar o país, porque tirou 4 dias de férias.
Não avacalhem a política, PORRA!.

domingo, 9 de julho de 2017

E o meu voto vai para...



A RTP  está a transmitir a primeira gala do concurso para a eleição das 7 Maravilhas das Aldeias portuguesas.
Esta semana estão em concurso 7 aldeias ribeirinhas. Como conheço as 7, decidi votar. E o meu voto vai para DORNES, a mítica terra dos Templários.
Afastado das lides televisivas há duas semanas( faço uma excepção para ver a Volta à França na hora da sesta),foi por mero acaso que soube desta iniciativa da RTP que aplaudo entusiasticamente. 
Em tempo: Tenho muitas fotografias de Dornes que descobri em 1974, quando cumpria serviço militar em Tomar e visito com alguma regularidade.
No entanto, como não tenho aqui nenhuma, recorri a esta belíssima foto da Internet.
Em tempo 2: Acabou a votação e Dornes foi a aldeia vencedora.
Em segundo lugar ficou a minha segunda escolha: Santa Clara a Velha

Dia do Postal Ilustrado (61)

Viseu 1964

sábado, 8 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXX)

E agora é tempo de recordar Marie Laforet
"Viens, viens", ouvi-la
Tenham uma  excelente noite e um bom domingo

Leituras de Verão (4)


Autor: Jorge Carrión
Editora: Quetzal
Primeira edição: Maio 2017
Número de páginas: 344


Para não ser acusado de atentar contra a igualdade  de género, esta semana  trago a esta rubrica um homem,  
Continuo  a sugerir autores que também são jornalistas  No caso de Jorge Carrión, também professor universitário.
E depois de uma viagem ao Brasil e outra aos Estados Unidos, esta semana sugiro  uma viagem pelas mais belas e emblemáticas livrarias do mundo -onde se inclui, obviamente, a Lello do Porto, mas também a Bertrand do Chiado- para ficar a conhecer o papel que cada uma desempenhou na vida cultural e política do país onde se inserem.


A oposição anda distraída?

Algo de muito grave se passa no seio da coligação pafiosa. As inundações em Trás os Montes já foram na quinta feira e ainda nao pediram a demissão de nenhum ministro.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXIX)

E não é que encontrei este 45 rpm perdido no meio de dezenas de Lps?
Vejam só o que eles fizeram à canção da rapariga!
Tenham uma boa noite e excelente fim de semana

E que tal um bocadinho de coerência?



  • Agora que se sabe que a PGR tinha sido avisada de uma forte probabilidade de um assalto ao paiol de Tancos, os pafiosos vão exigir a demissão de Joana Marques Vidal, por eles nomeada?
  • A coerência exigiria que assim fosse.A inteligência teria aconselhado que nunca se exigisse a demissão do ministro sem se saberem os resultados do inquérito, nem ouvir o que CEME tinha a dizer no Parlamento.
  • Ao assumir que as responsabilidades devem ser assacadas aos militares e nao a política, o CEME deixou os pafiosos exasperados por terem perdido um alvo. 
  • Constânca Urbano de Sousa que se cuide, porque agora os pafiosos comandados por Assunção Cristax (ainda nao percebi se a líder do CDS desconfia das mulheres ou tem medo da concorrência) vao atirar-se a ela como cão a osso.
  • Cristiano Ronaldo escreve um post em exclusivo para as Crónicas do Rochedo

    Durante dias "A Bola" andou a proclamar que  a notícia que dera da saída de CR 7 do Real Madrid era um exclusivo mundial
    Confesso que nem por um minuto acreditei na notícia.
    Num tempo em que há notícias falsas  que se fabricam nas redacções só para vender jornais ou receber cliques, nada surpreende
    O meu problema é não ter a audiência de A Bola, caso contrário também  inventava assim umas coisas quando não tivesse nada que fazer e precisasse de receber muitos cliques.
    Poderia escrever, por exemplo, que ontem jantei com Cristiano Ronaldo que me contou ter sido Messi a entregar os mails a Pinto da Costa, porque estava chateado por o Benfica não o ter contratado.

    quinta-feira, 6 de julho de 2017

    Memórias em vinil (CLXXVIII)


    Eu sei que esta memória é repetida, mas tinha de a escolher porque hoje é o aniversário de alguém muito especial. 

    Reloj no marques las horas

    Quando vivia em Macau,comprei um relógio que tinha um botão que  permitia mudar os canais. Era só ver a marca do televisor, carregar numa tecla e escolher o canal pretendido.
    Quando cheguei a Portugal preguei algumas partidas em casas de amigos, mas o que mais gozo me dava era fazê-las, à socapa, em bares e restaurantes. 
    O relógio entretanto avariou.
    Quem me dera agora ter um relógio que mudasse os discursos de alguns lideres partidários. E, já agora, de alguns comentadores e tipos a soldo com carteira de jornalista...

    Pedro e o bebado

    Ouvir Passos Coelho criticar as cativações, depois de andar 10anos a dizer que era preciso cortar as gorduras do Estado, faz-me lembrar um bêbado que depois de beber mais uma cerveja, diz que não bebe, álcool porque  faz mal a saúde.

    quarta-feira, 5 de julho de 2017

    Memórias em vinil (CLXXVII)

    Estes não precisam de apresentações, nem são de cerimónias, por isso entrem na casa que ele nos ofereceu e recordem.
    Boa noite

    O círculo duro de Assunção Cristas










    Olho para o chamado "círculo duro" de Assunção Cristas e nunca vejo uma única mulher. Porque será?
    E será por só ter homens a rodeá-la que se chama círculo duro?