quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Iogurte


Era uma vez um iogurte
Era uma vez uma criança que não gostava de iogurte
A minha Mãe gosta muito de iogurte
Ai que caraças! Porque é que a professora não mandou antes fazer uma redacção sobre a vaca? Ou o boi, ou a praia que eu gosto tanto? Tinha de ser uma redacção sobre o iogurte que eu detesto. Eu sempre disse que a professora não gosta de mim

60 anos depois…
Nunca consegui comer um iogurte. As múltiplas tentativas que fiz, até desistir, saldaram-se em vómitos, má disposição e uma sensação de repugnância.
Depois de ter sido operado a médica aconselhou-me a comer iogurtes. Contei-lhe a minha má relação com os iogurtes e ela aconselhou-me a experimentar uma determinada marca de produtos biológicos.
Experimentei. Debalde. A reacção, embora menos intolerante do que era habitual noutros tempos, continuou a ser de repugnância e indisposição gástrica.
Ontem, no supermercado de produtos bioógicos aqui do Estoril, fui estranhamente atraído por umas embalagens. Peguei numa mas, logo que percebi que era iogurte, rejeitei-a. Terminadas as compras, voltei atrás e trouxe duas embalagens. A Ana adora iogurtes e está sempre a experimentar marcas novas, talvez gostasse destes.
Hoje, depois de comer a maçã, fui ao frigorífico buscar um sumo. A embalagem de iogurte olhou para mim, desafiante.
 “Experimenta-me!”- parecia dizer o maracujá plantado no rótulo.
Relutante, aceitei o desafio. 
Tenho pena de não ter gravado em vídeo  a cara que devo ter feito enquanto metia a colher à boca. Voltei a ter uma sensação estranha, mas não de repugnância. Experimentei uma segunda colher, à espera da reação. Nada de vómitos. Comi ainda uma terceira colher. Decidi ficar por ali. Tomei o meu sumo, comi a minha torrada e no final… voltei ao iogurte! 
Não o comi todo, apenas metade, porque as embalagens são grandes. Não tive vómitos nem reações de repugnância, nem má disposição. Apenas uma pequena fúria.
( SE  A MINHA AMIGA TERESA  ESTIVER A LER ESTE POST, PEÇO-LHE QUE FIQUE POR AQUI)
 É que o sacana do  iogurte é ALEMÃO e, como já aqui vos contei, na minha vida não entram produtos alemães ( com excepção de amigas/os,  salsichas e, muito raramente, noutros tempos, cerveja).
Querem ver que, às tantas, vou abrir outra excepção? 

27 comentários:

  1. Não se deve dizer/pensar "desta água não beberei". ☺☺

    E agora, por uma questão de saúde - esqueça-se do orgulho, da teimosia, de questões políticas - acabe com o sacana do iogurte e volte ao supermercado para comprar mais embalagens! O Carlos a ajudar a economia de Merkel!! :) outros valores mais altos se levantam...:)

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    1. Pois é, Catarina, o que mais me dói é estar a contribuir para enriquecer os ricos :-)
      Tenho de arranjar outra solução: encontrar um iogurte grego:-)

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  2. Gosto de iogurtes, mas não muito. Quando como iogurtes têm de ser ALEMÃES, mesmo quando me encontro em Portugal.

    Quer goste, quer não, eu leio TUDO o que o Carlos escreve, mesmo quando o tema me é desconhecido.

    Beijinhos da alma alemã.

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    1. É uma honra saber que a Teresa lê TUDO o que eu escrevo aqui mas, melhor ainda, foi ficar a saber que as almas beijam. Começo a acreditar que depois da morte as coisas podem ser a mais interessantes do que em vida!

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    2. Ah, é verdade. E um beijinho grande de corpo inteiro!

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    1. :-)))
      Por muito que me esforce, Catarina, não consigo zangar-me com a Teresa. Ela tem aquele defeito de ser mais alemã do que portuguesa e ter uns odiozitos de estimação pelos partidos democráticos, mas com a idade aquilo vai passar :-)))

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    2. Já estou na idade de ter juízo, Carlos, mas continuo a ser mais alemã do que o Papa (o Papa Bento) e a admirar a grandeza de um ÁLVARO CUNHAL.

      Beijos vermelhos da amiga de sempre 🌹

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  4. Ri à gargalhada!!!! O meu marido nunca comeu um iogurte na ida dele! Agora essa dos iogurtes alemães tem muita piada!!! Não há quem seja em tudo mau... nem bom!!!

    Calma, ematejoca, o Carlos é assim, mas é bom rapaz. Não morde pela calada....

    Küssen....

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    1. Então não mostre este post ao seu marido, Graça. Não vá ele experimentar e ficar cliente.
      Sou bom rapaz e...um pouco tímido até, Graça :-))). Deve ser por isso que sou frontal e digo aquilo que sinto, porque tudo me sai das entranhas, não é estudado. Gostei de saber que me conhece bem. Bom FdS

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    2. Graça, tu também não gostas da Alemanha, mas também és boa rapariga e uma das minhas amigas virtuais preferidas.

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    3. Danke, vielen Dank!! Gosto da Alemanha sim senhora! Deve ser linda de morrer! Pelo menos assim tenho lido. Só que nunca tive a sorte de lá ir, o que muito lamento. Li «O Danúbio» do Claudio Magris e adorei.

      Os alemães é que não são tanto do meu agrado. Talvez por causa do mau feitio dos professores que tive na Faculdade.

      Beijinhos, ematejoca. Gratos

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    4. Carlos, tenho para mim que sou boa avaliadora de pessoas... Beijinhos...

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  5. :))
    estava a pensar sugerir os gelados de iogurte :)

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    1. Gelados de iogurte? Não obrigado, Gabi:-) Ou melhor... como escreve - e bem- a Catarina o melhor é não dizer "desta água não beberei" :-)

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    2. Numa gelataria italiana, provei os gelados de iogurte e não gostei. Claro que eu nunca gosto de nada como diz a Ema.

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    3. É como eu... Ainda bem que a Ema não me conhece... :))

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  6. Carlos, os iogurtes são como o whiskey. Primeiro estranha- se depois entranha-se. Para ser sincera nunca apreciei iogurtes. Os líquidos bebo-os numa assentada, sem lhe tomar o gosto. mas agora há uns gregos Oikos que são mesmo saborosos. Uns têm ripas de chocolate, outros de café, outros de frutos tropicais que se conseguem tragar. E não me venha com essa de ficar agoniado. Não há ninguém que vomite com mais facilidade do que eu. Nem posso entrar num barco. mas se for preciso tomo óleo fígado de bacalhau, que me sabe a chocolate Regina. Alemães não entra cá nenhum. Tenho o prazer de nunca ter comprado um carro alemão. Desde há longos anos, até os eletrodomésticos japoneses eram muito melhores. A munha primeira tv a cores foi uma Sanyo importada directamente do Japão.

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    1. Já me falaram desses e estive para experimentar, mas ainda não tive coragem. Depois desta experiência vou tentar. Mas sem chocolate...
      Também nunca comprei nada alemão. Carros, tenho oscilado entre franceses ( claro!) italianos e ingleses. Televisores e telemóveis japoneses ou sul coreanos e pequenos electrodomésticos vario.
      No tempo das motos era só portuguesas e japonesas.

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    2. Marine Le Pen e o Donald Trump também odeiam a Alemanha e não compram nada alemão...

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  7. Hum... Realmente, a haver um iogurte capaz de converter um "infiel" tinha que ser o de maracujá, porque maracujá é bom seja lá de que nacionalidade for! =)

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    1. Concordo, Briseis. Em casa dos meus pais plantámos maracujás e aquilo era uma loucura.

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  8. A falar verdade não fui habituada a iogurtes, achava mesmo que não prestavam. Entretanto descobri que eram bastante melhores se fossem açucarados. E hoje gosto de quase todos, especialmente dos oikos de maracujá que acho formidáveis com aquele sumo que tem sementes e tudo.
    Quem sabe ainda acontece o mesmo ao Carlos.

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    1. Se a Anfitrite e a Bea estão de acordo quanto ao Oikos, vou mesmo experimentar. Pode ser que me torne adepto.

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  9. Como sou intolerante à lactose, nada de iogurtes

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    1. Há muitos iogurtes que não têm lactose, Pedro. Eu compro o BioBest 99% lactose free, simples. E o queijo Bergeron fabricado no Quebec tb não tem latose.
      :)

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    2. Estes alemães que experimentei ( BIO Berchtesgardener) também não têm lactose, Pedro

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