segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dia Mundial do (Mau) Ambiente



Assinala-se hoje o Dia Mundial do Ambiente.
Sempre pensei que  Trump escolhesse este Dia para anunciar a saída dos EUA do Acordo de Paris. Enganei-me. Optou pelo Dia Internacional da Criança.
Espectáculo degradante foi ver as televisões todas ( não só as nacionais, diga-se) à espera que Trump iniciasse o seu discurso nos jardins da Casa Branca, repletos de jornalistas de todo o mundo.
Foi patético. E parolo! Além de ter havido um empolamento das consequências,  situação  que agradou imenso a Trump. 
Na verdade, foi mais impactante a atitude de Bush pai durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro, do que o anúncio  da saída dos EUA  do Acordo de Paris. É que em 1992 ainda havia muita resistência às políticas ambientais, pelo que a recusa de Bush em ir ao Rio de Janeiro e as imposições depois colocadas para assinar o protocolo de Quioto, tiveram efeitos mais perniciosos do que rasgar o Acordo de Paris.
Este anúncio é mais importante pelo simbolismo e possível efeito de contágio, do que pelos resultados práticos. 
A indústria americana- até por uma questão de concorrência - vai continuar a aplicar as boas práticas, não tenho quaisquer dúvidas. Por outro lado, a rápida reação da UE e da China, esbateram substancialmente o efeito de contágio, evitando a saída dos grandes poluidores mundiais. 
O que Trump quer é abrir uma guerra comercial com a Europa, especialmente com a Alemanha. Tenho a sensação que a coisa lhe vai correr mal e Trump vai perceber, finalmente, que os EUA têm mais a perder com a saída do acordo de Paris do que a lucrar.
Admito mesmo, pela primeira vez, que se as coisas  correrem mal para os EUA, seja provável que  o impeachment se torne uma realidade. O problema é que Trump é mesmo maluco e, vendo-se acossado por todos os lados, poderá tomar a decisão de atacar a Coreia do Norte ou o Irão, na tentativa de recuperar prestígio interno. 
Entretanto, merece menção especial a  reacção de Macron:
"Tornar o nosso planeta grande outra vez"- disse o presidente francês
Macron não me inspira muita confiança, mas reconheço que há muito um presidente francês não era tão frontal nas críticas a um presidente americano.  Nem tão deliciosamente acintoso com Trump. Vale a pena ver o video acima...

8 comentários:

  1. Eu já disse muitas vezes que Trump não vai acabar o mandato... e a única forma de os americanos se verem livre dele é impeachment. Vai levar o seu tempo... mas vai acontecer. As "broncas" políticas continuarão a acontecer de todos os tamanhos e feitios. E vão afectar todos os membros da família Trump.

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  2. Já conhecia o vídeo e reitero o que disse em vários locais: 'grande Macron!'

    Não tenho dúvida de que todas as maluqueiras perpetradas por Trump mais as que ainda hão-de vir, apontam ao caminho do 'impeachment'.
    Vamos, dentro de pouco tempo, assistir à implosão da administração Trump.

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  3. Quem é que não viu este vídeo? O Emmanuel Macron promete!

    Ontem falei com uma familiar portuence que atacou o Donald Trump por causa da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, mas ela não consegue separar o lixo, coisa que me irrita, quando estou aí. Não conheço ninguém no Porto que separe o lixo. A educação ambiental começa em casa.

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  4. Macron ganhou pontos na minha escala.
    Também não acredito que Trump chegue ao fim do mandato, mas tenho muito medo do que ele pode "incendiar" antes.

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  5. O homem continua a insultar o presidente da câmara de Londres!! Porque interpretou mal o que o mayor disse. Uma vergonha. Uma vergonha. Get rid of the man now!! Impeachment soon. Não posso continuar a ver/ouvir notícias sobre Trump ... letras minúsculas! ... a minha tensão arterial está a subir.

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    1. Sacana do tablet que me corrigiu a palavra trump.

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  6. Aquela besta do Trump andava a transformar os apertos de mão numa forma de intimidação. Ainda bem que veio o pequenito Macron pô-lo no lugar. Grande postura!

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  7. Macron mostrou que os tem em su sitio, Carlos.
    E deixou o cretino alaranjado sem reacção.

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