sexta-feira, 23 de junho de 2017

A solidariedade e os abutres




Já aqui salientei como somos inexcedivelmente solidários e generosos em momentos de tragédia.
Hoje – e ainda a propósito do incêndio de Pedrógão Grande – vou escrever sobre os que lucram com a desgraça alheia.
Não me refiro aos abutres que se aproveitam das tragédias para roubar o pouco que restou às vítimas. Infelizmente é algo comum em momentos de tragédia, em qualquer parte do mundo.
Tampouco  com os burlões que se fizeram passar por técnicos da segurança social, com o intuito de enganar as vítimas. É um  típico conto do vigário. Grave, mas não especificamente relacionado com as tragédias. Um comportamento oportunista que se revela ao longo de todo o ano, em diversas facetas, consoante a cirunstância que o proporciona.
Muito menos vou  perder tempo com bandalhos exercendo cargos políticos, que se tentaram aproveitar da tragédia para colher dividendos. Felizmente são cada vez menos o que o fazem, porque cada vez mais são os que perceberam que as posições oportunistas perante a tragédia alheia já não rendem votos. Pelo contrário.
Quem verdadeiramente lucra com a generosidade e solidariedade dos portugueses são algumas empresas. Noutro tempo já abordei aqui os lucros astronómicos que as empresas de distribuição fazem com as campanhas de recolha de alimentos.
Hoje, é altura de lembrar que na hora de oferecer um donativo através das CONTAS SOLIDÁRIAS, há que  saber escolher o banco. É que alguns bancos cobram por essas transferência, lucrando também eles com a generosidade tuga.

O melhor, antes de dar o seu donativo, é saber quais os bancos que não cobram taxa de transferência. Porque solidariedade não é contribuir para o enriquecimento de empresas à custa da desgraça alheia.

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