terça-feira, 13 de junho de 2017

A promiscuidade da(s) Noiva(s) de Santo António



Uma jornalista convida a presidente de um partido para uma entrevista.
Antes, ou no final ( está por esclarecer) a jornalista sugere que falta uma boa candidata para a junta de freguesia  das Avenidas Novas, onde ela reside. Afiança mesmo que com um bom candidato o partido a que a entrevistada pertence, teria todas as hipóteses de vencer as eleições naquela freguesia. E ela, jornalista, até estaria disponível para se candidatar se a entrevistada quisesse.
Ali mesmo, em plena rádio onde (ia decorrer ou decorreu?) a entrevista, a presidente do partido aceita a oferta da jornalista e de imediato a convida para se candidatar. 
No dia seguinte a jornalista demite-se do lugar de chefia na rádio, abandona o jornalismo e torna-se candidata do CDS à Junta de freguesia das Avenidas Novas.
A jornalista é Raquel Abecassis, filha de Nuno Abecassis, o presidente da câmara de Lisboa que até fez algumas coisas positivas, mas também  transformou o Saldanha num braseiro e criou condições para que o Chiado ardesse naquele fatídico 25 de Agosto de 1988.
Não está em causa a honorabilidade de Raquel Abecassis, nem a legitimidade para se candidatar,  mas esta relação leviana entre jornalistas e política encanita-me. 
E corrói a democracia- digo eu...
Entretanto, para mais tarde recordar, aqui fica um  excerto de uma entrevista de Raquel Abecassis a Assunção Cristas.
Excelente momento para reforçar a (falta de) credibilidade de Cristas que há um ano previa o caos para Portugal. 

11 comentários:

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    1. A frequência com que ocorrem e a leviandade com que são tratadas também, Elvira

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  2. São coisas que não se devem misturar. Mas que por vezes, parecem misturadas. No caso dela, talvez a política fizesse mais parte da sua vida do que o jornalismo... E o jornalismo, goste-se ou não, é como tudo: tem fases em que só apetece atirar tudo ao ar! Eheheh. Claro que não atiram... suportam, aguentam. E um belo dia decidem: «vou mudar de profissão» ou «vou dedicar-me a outra coisa». Porque podem sempre regressar ao jornalismo - onde provavelmente sentem que já fizeram tudo o que podiam fazer e já bateram todos os desafios. Entregam a cartinha de identificação e partem para outra...

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    1. Não ponho em causa a opção de Raquel Abecassis, Portuguesinha, mas a forma como ocorreu é que me encanita.

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  3. Juntar o útil ao agradável??
    O melhor é rir, rir muito.

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    1. Às vezes rir é mesmo o melhor remédio, mas nunca fiando, Pedro

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    2. SÃO ESTAS COISAS QUENOS LEVAM À INDIFERENÇA.......devia ser proíbido. A DEMOCRACIA NÃO PODE SER TÃO PERMISSIVA ,TEM DE HAVER LEIS.Perdoem mas está a ser tudo à balda.....

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  4. Mas uma directora-adjunta da Ren. já ganha bem.
    mesmo que seja o ordenado dum presidente de junta não é grande coisa. Será que quer ver bem como as coisa se passam para ter mais assuntos para as suas crónicas, memórias ou enriquecer o currículo para opções futuras? E tinha que ser como independente, porque isto dos partidos eatá mal.Imaginem agora como é que os desgrados do ps, da rep e outros franceses vão pagar as suas contas. Na Irlanda se o Sein féin não ocupar os seus lugares, qualquer dia está a haver porrada da séria e os católicos voltarão a ser ainda mais mártires. talvez eu volte a ter hipóteses de voltar a ver grandes filmes como o "Em nome do Pai" com o grande Daniel Day-Lewis.

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    1. Tive alguma dificuldade em interpretar o seu comentário, por causa da primeira frase, mas depois de reler creio que deve ter escrito no Ipad e em vez de RR saiu Ren. Certo?

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    2. Carlos, realmente a minha escrita é uma vergonha. Eu nunca fui dactilógrafa. Achava e tenho as minhas razões que quem escolhia dactilografia era porque não queria pensar. de facto era RR. Além de não gostar de ler o que escrevo, não estou para perder tempo, porque eu só quero passar a ideia. Mas quando se trata de escrever a sério fia mais fino. Pode estranhar mas ainda hoje quando escrevo uma carta, ou um seja lá o que for e seja par quem for faço-o manualmente. É que o meu pensamento ´é muito rápido e as máquinas não me acompanham. E não escrevi no IPad e detesto que as máquinas escrevam por mim, porque quem pensa sou eu.
      Agora eu vi a miséria dos meu comentário. Será que deduziu que eu queria dizer "desgraçados" e enumerar os diversos partidos franceses? é que ainda por cima eu leio o que eu queria dizer e não o que lá está escrito. Já me ri um bocado à custa disto. Desculpe,porque não é falta de consideração é feitio.

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    3. Não se preocupe, Anfitrite. Comigo acontece o mesmo e muitas vezes nem me apercebo. O pior é que às vezes acontece o mesmo nos posts e quando, acidentalmente, acontece reler um post com erros ortográficos e de sintaxe fico envergonhadíssimo.
      Fiquei assim desleixado desde a última anestesia...

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