sexta-feira, 30 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXXIII)


Para criar clima para o fim de semana, volto a recordar Elvis nestas memórias.
Boa noite e um excelente fim de semana.

Cobardes e desleixados


Para que não digam que ando a reboque das notícias, lembro que já em dezembro de 2016 escrevi , em tom muito crítico,sobre os drones e a legislação regulatória. Ninguém deu importância. 

Hoje volto à carga, por duas razões: 

-para dizer às pessoas que sabem quem anda a fazer estas brincadeiras mas se calam, que são uns cobardolas;

-para lamentar que as autoridades, nomeadamente a ANAC, não façam um esforço para localizar os infractores, uma vez que alguns membros da comunidade drone, com muitos menos meios, conseguiram determinar o local onde pelo menos um drone levantou e aterrou. 

Quando acontecer uma catástrofe, lá vamos ter outra vez grande alarido e dedos acusadores a exigir que se descubram os culpados e sejam condenados ao degredo.


O século chinês

Já em 2010 eu previra  a vitória da China nos Monopoly Games
Nunca imaginei é que a supremacia chinesa fosse  alcançada à boleia de questões ecológicas,
Começo a temer que isto não tenha sido apenas um momento alucinado de ficção

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Memórias em vinil( CLXXII)


Esta noite recomendo aos diabéticos que não ouçam esta memória, porque é muito açucarada.
Boa noite!

Amores proibidos



Lucas, jogador espanhol vinculado ao Atlético de Madrid, e a mulher, Amélia, foram julgados e condenados pela justiça espanhola, depois de terem protagonizado uma cena de agressões mutuas na viapública 
 Entre as medidas aplicadas a Lucas, está a proibição de se aproximar da mulher.
A Liga terminou e Lucas foi de férias.
No início da semana regressou a Madrid e...foi preso. Motivo? Estava acompanhado da mulher, Amélia, com quem estivera a passar férias.
Lucas passou uma noite na prisão, antes de ser libertado, mas Amélia saiu em  liberdade horas depois de ter sido detida.

Lamento informar mas...



...por mais inquéritos que se façam e medidas que se anunciem, Portugal vai continuar a arder. Podemos é evitar que arda tanto... 
Desde que em 1992, durante a Cimeira da Terra no Rio de Janeiro, tive acesso a  um relatório em que cientistas conceituados ( a maioria deles Prémio Nobel) previam que Portugal, Chile e Califórnia  seriam das regiões mais afectadas do Planeta pelas alterações climáticas, que  não tenho ilusões.
Incêndios devastadores, tornados, cheias e outros fenómenos metereológicos tornar-se-ao cada vez mais frequentes, levando à desertificação progressiva. Consequências de alterações climáticas provocadas por comportamentos globais, mas que afectam de forma mais significativa algumas regiões.
Apesar do alerta, em vez de medidas que permitam retardar essa inevitabilidade, abriu-se a porta aos incêndios com decisões bizarras como a da eucaliptização das florestas. 
É altura de assumirmos que durante muitos anos nos comportamos como Trump. 
Agora é aconselhável que deixemos de nos comportar como a avestruz.
A desertificacao de parte da Península Ibérica será um facto consumado num período relativamente curto. Compete,porém, aos governos, alertar as pessoas e tomar medidas que dilatem esse prazo.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXXI)

O Verão convida a boas caminhadas, mas é preciso dar especial atenção ao calçado.
A Nancy tem uma sugestão.
Boa noite!

Lisboa menina e moça.




Para que os lisboetas não fiquem tristes e invejosos com a notícia que aqui deixei no domingo, sobre o Porto, hoje trago-lhes  uma excelente notícia.
Há quem diga que os filmes são exibidos nos rooftops, mas isso é gente que confunde Londres com Lisboa

Estado de negação

Dizem os coelhistas que não há ninguém melhor do que Passos Coelho para liderar o PSD. Não contesto. Confesso mesmo que gostaria de ver Passos Coelho à frente do PSD durante muito tempo pois, enquanto os portugueses se lembrarem dele, a geringonça pode continuar a governar tranquilamente. 
Passos Coelho é um abono de família para a geringonça e, por arrastamento, para o PS, ouço muitas vezes dizer. Mas será mesmo assim? Quando a corda começar a romper-se, na sequência de exigências bloquistas, António Costa não gostaria de ter um parceiro a liderar o PSD com quem pudesse dialogar?
Não tenho dúvidas quanto à resposta e, por isso, parece-me que os coelhistas estão em estado de negação, porque  se a geringonça não se desconjuntar, o PSD só voltará ao poder quando tiver um novo líder.
Não será fácil encontrá-lo, mas é a única solução.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXX)


Hoje fico-me mesmo pelas palavras.
Boa noite!

De Macron a António Costa:


O mais jovem presidente de sempre da  República francesa terá os seus méritos. 
A sua vitória acabou com a alternância entre republicanos e socialistas;
Aniquilou um PS sem ideologia, acomodado ao poder, submisso ao capital e aos mercados;
Travou a ascensão da extrema direita, remetendo-a   a um plano secundário.
Devo dizer, porém, que desconfio bastante de Macron e da sua vertiginosa ascensão.
Por um lado, porque escolheu para primeiro ministro uma personagem ( Edouard Philippe) cuja biografia  não é nada recomendável. Por outro, como a primeira volta das legislativas demonstrou, nunca houve tanto desinteresse pela política em França como depois da eleição de Macron.
Finalmente as quatro demissões de ministros num período de apenas 24 horas, acaba com o mito de que  a falta de ética ( estou a ser simpático, eu sei...) não se esgota nos partidos tradicionais
Dir-se-á que Macron conseguiu afastar os receios que tínhamos da FN, reduzindo Le Pen a uma dimensão parlamentar praticamente residual. Totalmente de acordo. Devemos estar-lhe gratos por isso. Mas uma abstenção de quase 52% significa uma democracia gravemente doente, vulnerável a populismos oportunistas, porventura totalitários.
Também não pertenço ao grupo dos que defendem que a ideologia é que dá cabo da política e da democracia. Pelo contrário, acredito que só a ideologia a pode preservar. 
Estou, por isso, muito reconhecido e grato a António Costa. Se não tivesse avançado contra Seguro e  conseguido fazer a geringonça,em breve teríamos um  Macron em Portugal, para gáudio de todos aqueles que consideram a ideologia uma excrescência absolutamente desnecessária.
Ter afastado da liderança do PS o sonso Seguro e ter conseguido construir a geringonça que nos tirou do poço sem fundo para onde Passos Coelho e a trupe de pafiosos nos tinham atirado merece a minha gratidão. 
Tenham  BE e PCP  a sageza necessária para impedir que o PS resvale para a direita, sem colocar exigências impossíveis de satisfazer enquanto não estiver consolidada a recuperação económica e não for recuperada a credibilidade externa e, dentro de dois ou três anos, talvez tenhamos razões para sorrir. 
Passos em falso, motivados por razões eleitoralistas poderão dar uma maioria absoluta ao PS e isso não seria uma boa notícia para os portugueses. 

O boateiro

Passos Coelho lançou o boato de que havia pessoas que se tinham suicidado na sequência do incêndio de Pedrogao Grande.
Confrontado com a falsidade da noticia, admitiu ter errado, nao ter confirmado a noticia e ter recebido a informação de um familiar da vitima.
A justificação apresentada por Passos Coelho demonstra que ele sabia estar a mentir, pois falou em pessoas e nao numa pessoa.
Mais tarde ficou a saber-se que a informação falsa fora dada pelo candidato do PSD a câmara de Pedrogao.
O mínimo que se exigiria a Passos Coelho era que retirasse a confiança política ao candidato, mas Passos Coelho nao o fez, porque sabe que a mentira é a forma de estar na política do actual PSD.
Quando  um ex Pm lança um boato desta gravidade, quem pode condenar jornalistas que imaginam aviões a cair?
Em tempo:acabo de saber que Passos Coelho sabia que estava a divulgar uma noticia possivelmente falsa,  porque enquanto falava aos jornalistas alguem atras dele dizia que a noticia nao tinha sido confirmada. Ora isso so demonstra que Passos, além de canalhaé um sacana que pretendia fazer política a custa da desgraça alheia. Um  verdadeiro escroque.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXIX)


Começo a semana com uma belíssima canção portuguesa de Fausto Bordalo Dias: "Foi por ela".
Tenham uma excelente semana.
Boa noite!

Ainda querem vender jornais?

Creio que não. 
O único interesse dos jornais, actualmente, é chafurdar, inventar notícias, fazer política e coscuvilhice. 
Os jornais tornaram-se espaços mal frequentados por capangas de agremiações partidárias ou a soldo de políticos.  
Ser jornalista sério, hoje em dia, é muito difícil, porque a ética  jornalística do momento não é o rigor. É mesmo a filha da putice.
E, para quem não saiba , filha da putice é isto!
E caixotes do lixo,  piores do que esgotos a céu aberto, são  os jornais que reproduziram aqueles  textos publicados num jornal espanhol por um cobardolas de m.....  

Não vou salvar a economia grega!

Muito obrigado a todas as leitoras (  especialmente à Catarina) que  se solidarizaram comigo  nesta dramática situação e sugeriram que experimentasse os gregos. 
Experimentei. Com o mesmo esforço de quem toma um  remédio lá marchou, mas é mais que certo: não vou salvar a economia grega! 
De qualquer modo, também não irei contribuir para tornar a Alemanha mais rica, por isso, remédio por remédio, opto pelos gregos.

domingo, 25 de junho de 2017

Bibó Porto (78)


A mítica  Rua de Santa Catarina, na cidade do Porto, é a artéria mais movimentada do país, ultrapassando as Ruas Augusta e Garrett em Lisboa.
Pela Rua Santa Catarina passa uma média de 4200 pessoas/ hora, enquanto a Rua Augusta não ultrapassa as 3600.´
Efeitos da noite de S.João, obviamente...

Dia do Postal Ilustrado (59)

Barcelona 1963

sábado, 24 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXVIII)


Bora lá seguir o conselho do Demis Roussos.
Divirtam-se e tenham um excelente domingo

Leituras de Verão (2)

Autora: Alexandra Lucas Coelho
Editora: Tinta da China
Primeira edição: Novembro 2016
Número de páginas: 556

Depois dos premiados  "E A Noite Roda" e "O Meu Amante de Domingo", Alexandra Lucas Coelho  oferece-nos este magnífico "deus-dará".
Em apenas sete dias e na companhia de sete diferentes personagens  mergulhamos no Rio de Janeiro  durante cinco séculos.

Sabe o que é um VIP técnico?

Então eu explico.
O inquérito das Finanças  concluiu que não havia uma lista VIP, mas reconhece que existia uma lista que chamavam VIP, por razões técnicas. Perceberam? Eu também não, mas o melhor é lerem isto.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Memórias em vinil ( CLXVII)


Noite de S João, momento ideal para recordar alguns sucessos da música popular portuguesa.
O Conjunto António Mafra marcou uma época. Conheci António Mafra no dia em que o conjunto actuou pela primeira vez na RTP, desta forma sui generis

Ó patego! Olhó balão...


Por muito que custe admitir aos sulistas elitistas, é uma verdade irrefutável e mundialmente reconhecida ( pelo menos no mundo onde eu me movo) que "Não há noite igual à do S.João"
Este ano, porém, alguém resolveu estragar a magia de uma noite única, proibindo o lançamento de balões.
Num país onde no Verão não há festa nem festança em que não haja foguetes e fogo de artifício à fartazana, um idiota qualquer lembrou-se de proibir os balões!
Este ano a noite de S. João não será a mesma mas, como ainda não é proibido publicar fotos, aqui ficam para memória futura, acompanhados de musiquinha à maneira.



A solidariedade e os abutres




Já aqui salientei como somos inexcedivelmente solidários e generosos em momentos de tragédia.
Hoje – e ainda a propósito do incêndio de Pedrógão Grande – vou escrever sobre os que lucram com a desgraça alheia.
Não me refiro aos abutres que se aproveitam das tragédias para roubar o pouco que restou às vítimas. Infelizmente é algo comum em momentos de tragédia, em qualquer parte do mundo.
Tampouco  com os burlões que se fizeram passar por técnicos da segurança social, com o intuito de enganar as vítimas. É um  típico conto do vigário. Grave, mas não especificamente relacionado com as tragédias. Um comportamento oportunista que se revela ao longo de todo o ano, em diversas facetas, consoante a cirunstância que o proporciona.
Muito menos vou  perder tempo com bandalhos exercendo cargos políticos, que se tentaram aproveitar da tragédia para colher dividendos. Felizmente são cada vez menos o que o fazem, porque cada vez mais são os que perceberam que as posições oportunistas perante a tragédia alheia já não rendem votos. Pelo contrário.
Quem verdadeiramente lucra com a generosidade e solidariedade dos portugueses são algumas empresas. Noutro tempo já abordei aqui os lucros astronómicos que as empresas de distribuição fazem com as campanhas de recolha de alimentos.
Hoje, é altura de lembrar que na hora de oferecer um donativo através das CONTAS SOLIDÁRIAS, há que  saber escolher o banco. É que alguns bancos cobram por essas transferência, lucrando também eles com a generosidade tuga.

O melhor, antes de dar o seu donativo, é saber quais os bancos que não cobram taxa de transferência. Porque solidariedade não é contribuir para o enriquecimento de empresas à custa da desgraça alheia.

Exame de português

Os alunos que fizeram exame de português do 12º ano correm o risco de ver a prova anulada.
As causas radicam numa gravação audio que apareceu na Internet e cujo conteúdo já todos conhecem. 
A razão porque trago este assunto ao CR reside na linguagem utilizada
" Ó malta, falei com  uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e ela diz que (...)"
Devo dizer que confio, genuinamente, nos jovens para tornar este país e este planeta melhor, mas não é com  jovens que em 2017 ainda usam a expressão "uma comuna".
Esses, inexoravelmente, serão meros paus mandados num país onde, mais tarde ao mais cedo, uma geração com melhor formação e mais bem preparada, mais exigente e simultaneamente mais tolerante, com valores cívicos e éticos tomará conta do poder.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Memórias em vinil ( CLXVI)


Cindy Lauper dizia que Girls Just want to have fun
E faziam elas muito bem!
Boa noite!

Autópsia de um incêndio



O incêndio de Pedrógão revelou, uma vez mais,  duas faces bem distintas dos portugueses em situações de tragédia.
O lado bom é a generosidade e solidariedade ímpares a nível europeu. Uma faceta que nos aproxima dos países do terceiro mundo e nos distingue da maioria dos povos europeus. Os testemunhos dos estrangeiros a viver na zona, manifestando o seu agradecimento, mas também a certeza de que nos seus países não seria assim,  são a prova dessa singularidade.
Aliás, quem seguiu atentamente a onda de solidariedade que se gerou em Londres, após o incêndio, pode constatar que ela partiu dos portugueses e de comunidades imigrantes, nomeadamente asiáticas.
Mesmo a nível de governantes, compare-se a reacção do PR, pm e membros do governo português, sempre presentes no teatro de operações, com a passagem fugidia e enojada  de Theresa May pelo prédio ardido em Londres, onde não terá estado nenhum membro do seu governo a inteirar-se da situação. Remeteram essa tarefa para os técnicos dos seus gabinetes e serviços.
À excepção de alguns países escandinavos, quem sofre e é pobre não merece a atenção de quem governa nos países anglo-saxónicos e calvinistas do Norte e Centro da Europa.
A par da generosidade ou se preferirem,   em oposição à solidariedade, o tuga tem  um lado terrivelmente mau. Não será único, mas manifesta-se de forma exacerbada em momentos de catástrofe.
A primeira reacção do tuga é  apontar o dedo acusador  para encontrar culpados. O tuga nunca é culpado de nada. A culpa é sempre dos outros, particularmente de quem manda. Mas para além das acusações aos “engravatados do governo que só cá vieram para passear”, foi particularmente doloroso ver os tugas apontar o dedo aos bombeiros, acusando-os de nada fazerem, e à GNR que, na opinião de muitos, só estava ali para atrapalhar.
Opinião contrastante com a dos cidadãos estrangeiros que não se cansaram de elogiar a actuação dos bombeiros e das autoridades. 
Este contraste significa que falta mundo aos portugueses. Apesar de sermos um país com um elevado número de emigrantes, invejamos tudo o que se passa lá fora e denegrimos o que temos cá dentro.
Se  compreendo a dor de pessoas que tudo perderam no incêndio e a necessidade de encontrar culpados por essa perda, já não aceito comportamento idêntico por parte de “mirones” ávidos de uns segundos de fama diante dos microfones que jornalistas idiotas lhes colocam à frente para acelerar a catarse.
Nestes dias assisti a momentos que me emocionaram, pela genuinidade dos intérpretes, e a outros em que  a sede de acusar, não raramente induzida por jornalistas dos canais do costume, quase se transformou em ódio.  Nesses momentos tomei um banho de realidade e fui obrigado a reconhecer que somos intrinsecamente FEIOS, PORCOS e MAUS, mas inexcedivelmente bonzinhos perante a desgraça alheia.

Vá lá a gente tentar compreender-NOS, sem a ajuda da psicanálise!

E ainda nos acusam de gastar dinheiro em vinho e gajas?


O edifício do Parlamento  Europeu, em Bruxelas, foi inaugurado há menos de 25 anos. Estive lá poucos dias depois da inauguração, durante uma escala entre Macau e Lisboa. 
Pareceu-me  ( e ainda parece) um edifício catita, mas soube-se agora que a estrutura não cumpre as regras europeias e as obras necessárias custarão cerca de 30 milhões de euros.
Mãos à obra? Nem por isso.
Os deputados europeus acham um desperdício fazer obras, pelo que estão a equacionar a hipótese da construção  de um edifício de raiz que custará 430 milhões. Ou seja, 14 vezes e meia mais.
À primeira vista, esta opção já parece um desperdício mas, se tivermos em atenção que os deputados europeus têm um outro edifício em Estrasburgo, onde só vão uma vez por mês ( o que custa aos contribuintes europeus a módica quantia de 200 milhões de euros anuais) começamos a pensar se não estaremos perante um caso notório de desperdício.
Na opinião dos parlamentares europeus, cujas mordomias são pagas pelos contribuintes europeus, não.  
Para a cambada de parasitas que se apascentam à custa dos contribuintes europeus, desperdício é  aumentar as pensões e os salários de quem vive na miséria.
Vão mas é pentear macacos, ou brincar aos médicos e enfermeiras. Mas façam essas brincadeiras com os atributos de que a Mãe Natureza vos dotou e não com o nosso dinheiro!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXV)

Continuamos com bandas dos anos 80.
Hoje vêm os Police, com  o senhor Gordon Summer, aka Sting.
Boa noite! Respirem bem os ares do Verão.

Cristiano Ronaldo, diz-me lá: já exprimentaste f....?



Agora que Cristianinho  fez 7 anos e vai para a escola, tendo por isso menos tempo para brincar com o pai, Cristiano Ronaldo "encomendou" um par gémeos para se entreter.
A minha primeira reacção à notícia foi perguntar se CR sabe que ainda é possível fazer filhos pelo método body to body, mas depois soube que a sua actual  namorada está grávida e há uma forte possibilidade de o filho ser dele. Logo, talvez o método não lhe seja totalmente desconhecido.
Daí que tenha reformulado a questão e  tenha dado por mim a perguntar-me  por que razão CR 7 não adopta crianças, em vez de os encomendar a uma barriga de aluguer. Era mais nobre e, se a ideia é ter crianças para brincar, até tem possibilidade de escolher uma que se adapte ao seu gosto. 
Estava eu nestas cogitações, quando me lembrei de lhe recordar esta sugestão que aqui avancei em 2009  .


É a economia estúpida?

Em 1992, a frase "É a economia, estúpido" proferida por  James Carville, marketeer político de Bill Clinton,  apenas não se tornou viral porque a Internet ainda dava os primeiros passos e  não existiam redes sociais, nem blogosfera.
Mesmo assim  ficou imortalizada e para sempre conotada com a vitória de Bill Clinton sobre o então superfavorito Bush pai. 
Apesar de estafada lembrei-me dela ao ler um artigo de Paul Krugman na Visão.
Em determinado passo, escreve o prémio Nobel:
" O Presidente (Donald Trump), apoiado pelo seu partido, diz coisas absurdas, destruindo dia a dia a credibilidade da América. Mas as acções sobem na Bolsa, por isso, qual é o problema?"
Ao ler isto dei por mim a pensar se nos dias de hoje não faria mais sentido substituir a afirmação de James Carville por uma  interrogativa:
"É a economia estúpida?"
Pode não ser estúpida mas, no mínimo, é bastante sádica, não vos parece?

terça-feira, 20 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXIV)



E porque o Verão chega hoje, aqui fica um duo de respeito para lhe dar as boas vindas.
Boa noite!

Os imbecis

Ao longo da vida habituei-me a ver tantos casos como este, que já nem me espanto. 
De qualquer modo, parece-me muito oportuno dar a ler este texto a quem adora apontar culpados, mas nunca se vê ao espelho.
Por isso aqui fica o link, para que os meus leitores o possam divulgar.
E por falar em imbecis, permitam-me que recorde a notícia da queda de um avião em Pedrógão, a que todos os canais de televisão deram grande destaque.
Um deles até conseguiu a ixoproeza de identificar o piloto. Para todos os que andam a brincar ao jornalismo e às televisões, de  este notável texto de António Guerreiro sobre os vampiros que vivem à custa da desgraça alheia,

Não sou camaleão. Nem daltónico!

Embora possa mudar de opinião quando me provam que estou errado, nunca fui camaleão nem vira casacas.
Como jornalista, também nunca escrevi para agradar a qualquer governo ou governante. 
Por isso, o que escrevi aqui no domingo a propósito dos incêndios de Pedrógão Grande e indignou a Janita, não foi diferente do que escrevi em dezembro de 2003, na revista Cooperativas e Desenvolvimento do Instituto António Sérgio, em introdução a uma entrevista que então fiz ao presidente da FENAFLORESTAS:


"Quando a temperatura sobe e os incêndios começam a deflagrar por todo o País, a floresta salta para as primeiras páginas dos jornais, torna-se notícia de abertura  de noticiários e assume o papel de protagonista em programas de televisão preparados à pressa. Depois, com a chegada do Outono e o aparecimento das primeiras chuvas, a floresta volta ao anonimato, refugiada num canto esconso dos camarins dos serviços informativos. É assim há anos. Há demasiados anos...
Os devastadores incêndios do último Verão, pela sua violência e extensão,  não deixaram ninguém indiferente. Vimos um País - de súbito apiedado e atónito  perante os cenários dantescos que as televisões lhes ofereciam em exaustivos directos- responder de forma solidária aos incansáveis apelos da comunicação social, para apoiarem as vítimas que, no curto espaço de umas horas, viram destruído o labor de muitos anos.
Terminada “oficialmente” a época dos fogos, não vale a pena  perder-nos em querelas inúteis, tentando apontar a dedo os responsáveis, ou discutindo a forma como tudo poderia ter sido evitado.
O importante, nesta fase de rescaldo das consciências, é não deixar apagar das nossas memórias o rasto de desolação que se estende pelo País . O que vale a pena é tudo fazermos para evitar que no próximo Verão o cenário se repita, pensando na floresta como um bem comum e cuja destruição a todos afecta".
 Já agora, para quem estiver interessado, deixo  o resto do artigo onde se dão algumas dicas sobre a forma de preservar as florestas


" E se as cooperativas forem a solução?"

FENAFLORESTAS QUER MAIS SENSIBILIZAÇÃO...
Sabemos que em Portugal 8 por cento da área florestal é constituída por  baldios na posse do Estado e mais de 90 por cento está nas mãos de proprietários individuais ( são cerca de 500 mil!), muitos dos quais não têm qualquer interesse na sua exploração. Foi precisamente esta situação que serviu de ponto de partida para a conversa que travámos com o Presidente da  FENAFLORESTAS, estrutura que agrega três cooperativas florestais e cerca de 19 mil produtores individuais.
Defensor acérrimo do cooperativismo como forma de ajudar a resolver os problemas com que se debate a floresta portuguesa, Ricardo Ferreira Dias preconiza “ uma intervenção do Estado, no intuito de sensibilizar os proprietários a associarem-se. Neste momento as cooperativas florestais são mal tratadas pelo Poder e ignoradas pelas populações, porque  falta formação e informação aos proprietários sobre o cooperativismo e as formas como as cooperativas podem contribuir para a resolução dos problemas da floresta. Há parcelas tão pequenas, que a sua exploração pelos proprietários não é rentável, mas se um conjunto de pequenos proprietários se organizar ou entregar a gestão das suas parcelas às cooperativas, há maior racionalidade e rentabilidade, porque se reduzem os custos de exploração e manutenção ”.
Mas não esbarrará essa pretensão no individualismo dos portugueses? Embora reconhecendo essa nossa característica ancestral , o presidente da FENAFLORESTAS  acredita que “ uma boa campanha de sensibilização pode levar muitos pequenos proprietários a organizarem-se em cooperativas, em vez de deixarem as suas parcelas ao abandono”. E para os mais renitentes, aponta uma receita: “ devem ser obrigados a ceder os seus terrenos para o domínio público, ou a entregar a sua gestão a cooperativas. Neste caso, manteriam a posse dos terrenos, mas  a  gestão seria assegurada pela cooperativa. Cada associado ficaria com uma conta corrente  com a cooperativa e poderia pagar a prazo as despesas efectuadas, através da venda dos produtos. Isso, porém, exigiria que o Estado garantisse às cooperativas o financiamento necessário. No caso de o Estado optar por ficar com a posse administrativa dos terrenos, entregaria a sua gestão às cooperativas e seria ele a pagar as despesas...”

... E APOSTA NA GESTÃO DA FLORESTA
A opção do Estado Novo pelo pinheiro bravo foi um erro, porque é uma resinosa altamente combustível e com a emigração dos anos 50, 60 e 70, essas áreas ficaram ao abandono e o risco de incêndios aumentou. Há também quem questione as vastas áreas de eucaliptal Em que medida é que a cooperativização da floresta, poderia contribuir para uma racionalização da produção florestal, pondo as coisas na ordem?
“ Em primeiro lugar, as cooperativas poderiam fazer ordenamento por regiões, que é algo que não existe, de modo a podermos criar uma gestão sustentada das florestas o que significa, entre outras coisas, adequar a floresta à necessidades do País e aos interesses da indústria nacional, tendo sempre em atenção as características de cada região. Isto só pode ser feito a nível local e não a partir de Lisboa, por pessoas que desconhecem as realidades locais. Eu não sou contra o eucalipto, mas defendo que em vez de extensas áreas de monocultura deveria haver explorações mistas, de várias espécies, porque isso ajuda a controlar os incêndios. E que ninguém duvide que se for decidido avançar já para o ordenamento regional, tem que ser dada às cooperativas uma maior capacidade de intervenção a nível de gestão da floresta. Por outro lado, as cooperativas podem ajudar a criar um conceito novo de cidadania perante a floresta, incutindo nas pessoas a noção de que todos têm obrigação de a defender, porque todos beneficiamos dela”.
Mas adequar a floresta aos interesses da indústria não pode ser um risco, nomeadamente em termos ambientais?
“ O ambiente é muito importante, mas a floresta não se pode subordinar exageradamente aos interesses ambientais. Temos de ser inovadores e criar novos conceitos de floresta para fins industriais, ambientais, cinegéticos, paisagísticos ou de lazer, mas sempre numa perspectiva  de melhoria dos  recursos económicos, que beneficiem o País.”
Todos os anos, em época de fogos, é inevitável falar-se muito na necessidade de prevenção. Quisemos, por isso, saber quais as medidas que a FENAFLORESTAS preconiza.
“ Mais do que preconizar, nós sabemos como agir”- começa por referir Ricardo Ferreira Dias. “ A prevenção deve ter início no Inverno , criando condições para que não haja fogos e não seja necessária a intervenção dos bombeiros no seu combate. Nós sabemos que a prevenção sai muito cara, mas se fossem criadas condições para isso, nomeadamente a nível financeiro, as cooperativas podiam rentabilizar melhor os investimentos que o Estado faz em termos de prevenção. Com  condições para fazer uma boa gestão, as cooperativas podem aproveitar o Inverno para fazer a desmatação e limpeza, criar acessibilidades, aceiros naturais e pontos de água para abastecimento dos bombeiros e, no Verão, aproveitar essas pessoas para funções de fiscalização e vigilância.”
Mas a FENAFLORESTAS tem outras propostas para fazer. Como exemplos, Ricardo Dias aponta a necessidade de um Código Florestal  e de um inventário “credível e actualizado para saber o que temos, o que devemos plantar e onde”. O cadastro permanente de todas as explorações ( já foi publicado o diploma que prevê a sua  actualização) é outra medida essencial “ para partirmos para os Planos Regionais de Ordenamento Florestal.” Admitindo que é um dado adquirido que a certificação vai avançar, o Presidente da FENAFLORESTAS deixa no ar um desafio: “ Quando foi feita a certificação das vinhas, foi o Estado a suportar os custos, mas em relação às florestas nada está definido. Porque é que não dão às cooperativas condições para fazer essa certificação?”
Os problemas da floresta não acabam por aqui, mas Ricardo Ferreira Dias sabe onde começam e aponta o dedo ao facto de “estarem dependentes de 5 ou 6 Ministérios. Isso é um erro...  é necessário voltar a criar uma Secretaria de Estado das Florestas que coordene todas as medidas relativas às florestas, porque assim ninguém se entende e quem perde é o País”.
Talvez tenha chegado o momento de repensar o papel a desempenhar pelas cooperativas florestais e de criar condições para que a solidariedade dos portugueses, sempre presente na hora de lamber as feridas, se manifeste também, no momento de pensar em evitar as tragédias. As cooperativas dizem estar preparadas para dar um passo nesse sentido. Quem estará interessado em aderir às suas propostas?"

Caderneta de cromos (60)


Não estou com muita pachorra para escrever sobre imbecis, mas não podia perder a oportunidade de enriquecer a Caderneta de Cromos com esta triste figura.
O homem sempre foi pessoa pouco recomendável mas, com a idade e a aproximação a Seguro, tem-se tornado mais cretino. 
O PS começou por despachá-lo para Bruxelas, para não empestar os ares do Porto, mas o homem tem recaídas e chamou cigana a uma camarada sua, por discordar das opiniões dela.
Xenófobos,  homofóbicos e racistas não podem ser tolerados em partidos democráticos. Espero, por isso, que o PS expulse rapidamente Manuel dos Santos e o deixe a falar sozinho com o Twitter.
Também ficava melhor numa pocilga do que em cadernetas de cromos, mas o energúmeno Manuel dos Santos entrará para esta caderneta com a cara coberta de caca, porque vive na mesma latrina onde se acoitam outros eurodeputados.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXIII)





No início da semana em que receberemos o Verão, escolhi dois temas do primeiro vinil de Tracy Chapman para vos desejar uma boa noite e excelente semana.

Qual calor, qual carapuça!

Este fim de semana as temperaturas ultrapassaram os 40º em Lisboa. 
Acha mesmo que esteve um calor infernal e o único refúgio era a beira mar, ou ficar em casa no remanso do ar condicionado?
Impressão sua.  
Ontem,muitos portugueses mantiveram a tradição dominical e estiveram a comer cozido à portuguesa. Eu vi!
Como também vi centenas de idiotas esparramados na praia como bacalhaus na seca, apesar dos alertas vermelhos e da alta intensidade dos raios UV.
A incúria poderá resultar em insolações, cancros de pele e outras doenças Se por acaso alguém morrer a culpa é de quem?
Já agora, por favor, alguém avise aquela senhora com ar de propagandista da Nutribalance que todos os dias passa  à minha porta,  por volta do meio dia, que correr àquela hora, com estas temperaturas, é capaz de não ser boa ideia. 

TVI e Correio da Manhã: a mesma luta


Há poucos anos, Judite de Sousa perdeu  um filho em circunstâncias trágicas. 
Já que nunca teve a noção do que era ser jornalista, poderia pelo menos lembrar-se que os mortos devem ser respeitados.
Fazer uma reportagem sobre uma catástrofe junto a um cadáver é de uma imbecilidade sem nome. Interditem esta gaja ou, no mínimo, impeçam-na de sair do estúdio, por favor!
Na concorrência entre a TVI e a CMTV pelo jornalismo mais cretino e imbecil, não pode valer tudo.
Eu sei que procuram agradar à tugalhada com apenas um neurónio, que adora desgraças, crimes  e  cenas macabras, mas não usem o jornalismo para alimentar a perversão mental dos portugueses, por favor!

Berlim: com um nó na garganta



No postal de Berlim desta semana, escrevo sobre um nó que senti na garganta,enquanto percorria Bernauer Strasse.
Se quiser saber porquê, leia aqui... 

domingo, 18 de junho de 2017

Ainda o incêndio de Pedrógão

Eu ia responder aos comentários das leitoras sobre o incêndio em Pedrógão Grande mas quando ia começar  pensei:
E se em vez de responder aos comentários, respondesse aos apelos dos bombeiros e fosse levar-lhes muitas garrafas de água?
Quando regressei a casa encontrei um artigo que reproduz fielmente aquilo que penso.
Não vale a pena fingir que não houve negligência, mas também houve muita casmurrice. Vi pessoas a recusarem-se a sair de suas casas e a quererem, à viva força, romper as barreiras de segurança colocadas nas  estradas.
Porque se tratou de uma catástrofe, e pelo respeito que me merecem as vítimas, vou encerrar o assunto com a pergunta que  Paulo Baldaia faz neste artigo que subscrevo frase a frase:
"E quanta culpa é de todos nós sem excepção?"

em tempo: aconselho também a leitura de um artigo de Rui Bebiano no FB. Ele conhece muito melhor do que todos nós e pede:
TENTO NA LÌNGUA!
Mas aqui fica também o texto, para quem não tem acesso ao FB:
"O número de vítimas mortais do incêndio da região de Pedrógão, Figueiró e Castanheira já vai em 61, para não falar dos feridos, incluindo bombeiros, e do grande número de desalojados que ainda está por conhecer. No meio desta desgraça colossal, é odioso o trabalho, por parte de algumas pessoas - a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados». Claro que existe muita coisa a funcionar menos bem, mas há na região bombeiros treinados e bastantes meios.
Só que um fogo desta dimensão, num terreno irregular como aquele, cheio de covas onde existem casas, não tem hipótese alguma de ser enquadrado por infalíveis mecanismos de prevenção. Já agora, para as pessoas que deveriam estar caladas ou ter tento na língua, pois não sabem do que falam: para interditar uma estrada são precisas pessoas e discernimento para o fazer, mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.
Já me encontrei cercado pelo fogo, quando apoiei bombeiros em alguns incêndios florestais nesta região, onde nasci e vivi e que conheço muito bem, e sei que nesses momentos é quase impossível ser-se racional. Habituei-me a isso em situações de catástrofe, embora nenhuma delas com esta dimensão, ou algo que se pareça. Aliás, em alguns casos, «ser-se racional» é mesmo perceber que o mais provável é que aconteça o pior. E ser-se suficientemente forte para o enfrentar.

Dia do Postal Ilustrado (58)

 Barcelona vista do alto do Tibidabo em 1963.
Aconselho quem visitar Barcelona nos próximos tempos a subir ao Tibidabo e fazer a comparação. 
Bom domingo!

Causas Naturais

Uma trovoada seca provocou ummonstruoso incêndio de que resultou a maior catástrofe de que ha memória em Portugal.
Foram CAUSAS Naturais, portanto, não há que procurar culpados, nem começar a pedir justiça. Respeitemos, em silencio, a dor de quem perdeu os seus entes queridos, por causa de um raio.

sábado, 17 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXII)


Babies, I love your way!
Tenham uma excelente noite de sábado e aproveitem bem o domingo

Leituras de Verão (1)

Autora: Anabela Natário
Editora: Desassossego
Primeira edição: Junho 2017
Número de páginas: 304

Termina amanhã a Feira do Livro de Lisboa, mas muitas outras abrirão pelo país durante o período estival.
Altura ideal para comprar o livro que não conseguiu ler, ou uma novidade que não quer perder.
Começo esta rubrica estival com uma novidade  que me parece ser uma leitura ideal para o Verão. 
Este livro de Anabela Natário elenca algumas das maiores criminosas portuguesas e lê-se com bastante agrado.

E o sacana sou eu?



Algumas pessoas pensam que sou anti-americano só porque digo que os americanos são o povo mais ignorante que conheço ( Sim, ainda mais ignorantes do que os portugueses, podem crer!)
Felizmente, de quando em vez, aparecem notícias como esta a dar-me razão:
 Qual é o espanto? Perguntem-lhes se a zebra é o resultado do cruzamento entre cavalos pretos e éguas brancas e vejam o resultado... 

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLXI)

É verdade que esta canção tinha passado quase desapercebida até  Whitney Houston a imortalizar mas o seu a seu dono: Dolly Parton foi a sua criadora e aqui fica essa memória.
No entanto, não resisto a recordar a voz fabulosa de Whitney que deu uma nova vida a esta canção, quando o vinil já tinha sido substituído pelos CD's
Boa noite e bom fim de semana.



Os vira casacas


Quando Rui Moreira protestou com o governo por não ter considerado a candidatura do Porto para acolher a Agência Europeia do Medicamento,  alguns deputados vieram  a terreiro defender o presidente da câmara do Porto e atacar o governo por estar a desconsiderar o Porto.
Depois soube-se que  a candidatura de Lisboa  tinha sido aprovada por unanimidade na AR, incluindo deputados da Invicta ( ainda que eleitos por outros círculos) .
Agora, veio  o arrependimento público e o pedido de desculpas aos portuenses. Como se isso resolvesse alguma coisa e não fosse apenas a demonstração de que os deputados se estão nas tintas para quem os elege. 

Teresa Leal Coelho e a estratégia da aranha



Chovem as críticas a Teresa Leal Coelho por ainda não ter começado a fazer campanha. Penso que a candidata do PSD está a ser bastante esperta.
Uma vez que não tem programa, nem faz a mínima ideia do que quer para Lisboa, porque nem às reuniões vai, Teresa Leal Coelho correria um grande risco se começasse a mandar palpites a quatro ou cinco meses das autárquicas. Além de dar uma trabalheira fazer campanha por Lisboa ( ela tem coisas mais interessantes para fazer, como ir passar fins de semana prolongados a Madrid para visitar o marido embaixador) a advogada de Vale e Azevedo não arrisca  abrir a boca, para não ser interpelada pela comunicação social e ficar com aquele ar de tonta que lhe conhecemos, sem saber o que responder. Prefere esperar que o "staff"  especializado em comunicação, contratado pelo PSD para a assessorar, lhe prepare uma cábula eleitoral com soundbites que não resistem a contraprova, mas que a comunicação social não terá tempo ( nem interesse?)  para desmontar, criando assim nos eleitores a sensação de que são grandes ideias.
Só aparecendo à última hora e com uma estratégia baseada no soundbite Teresa Leal Coelho conseguirá atrair o voto de eleitores que estejam fora daquele círculo que vota sempre no PSD, mesmo se o candidato escolhido pela Santana à Lapa for a Minie ou o Pateta.
Por outro lado, enquanto Assunção Cristas vai perdendo credibilidade com ideias estapafúrdias ( 20 estações de metro) e frases idiotas como " uso sempre calças quando visito bairros sociais" Teresa Leal Coelho vai capitalizando com o seu silêncio, os votos dos desiludidos com a líder centrista.
Devo dizer que a estratégia é tão boa, que não acredito ter sido ideia da candidata do PSD, mas sim do aparelho que a sustenta.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLX)


Dias e noites quentes trouxeram-me à memória este "Quando Calienta el sol", na interpretação de "Los Machucambos" um trio hispano- latino americano de grande sucesso à época e que, de forma recorrente, me faz lembrar o nosso Trio Odemira.
Boa noite!

Heróis do Mar!

Isto vai sem comentário porque, como não consigo conter o asco que estes Heróis me provocam, o melhor  é ficar calado e deixar à vossa apreciação estes  actos de bravura.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte...



Multiplicam-se os incidentes entre aviões comerciais e  drones. A semana passada foi no Porto, ontem em Lisboa, somando mais de uma dezena de casos desde o início do ano, apesar de ter entrado em vigor, no dia 1 de Janeiro, legislação que regula estas situações.
Um dia poderá  ocorrer um acidente grave, com mortos, porque se continuam a fazer leis desajustadas e, pior ainda,  que não se aplicam . Estaremos condenados a  ser, eternamente, um país de brandos costumes povoado por carpideiras?

Se isto não é roubo...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Memórias em vinil (CLIX)

Atendendo a que hoje é outra vez véspera de feriado e o calor continua, as boas noites chegam pela voz de Rod Stewart( Sailing)
Boa noite

Cristiano Ronaldo e os Santos Populares




Não sei bem o que  é isso dos santos populares. Arrisco mesmo  lançar dúvidas sobre a justeza da designação, ao constatar que há santos que têm milhões de devotos mas são pouco populares ( S. Judas Tadeu, por exemplo) enquanto S. Pedro- embora continue a se popular-  tem descido abruptamente no ranking da popularidade festivaleira, como o comprova a redução do consumo de sardinhas, música pimba e foliões na noite que o consagra.
De uma coisa, no entanto, não tenho dúvidas: Cristiano Ronaldo arrisca-se a entrar, em breve. para a galeria dos santos populares. 
Estátua já tem e estatuto de santo padroeiro da selecção portuguesa também, embora seja justo reconhecer que se há alguém a merecer esse galardão, é o Éder que jogou pouco mais de meia hora durante todo o campeonato da Europa, mas foi o suficiente para trazer o título de campeão europeu para Portugal. E como nisto de santidades a justiça é particularmente injusta, o Éder  não é sequer convocado para a selecção e o Francisco,  que sempre disse nunca ter visto Nossa Senhora até ao dia em que Lúcila lhe prometeu um enxerto de porrada  se continuasse a negar a visão, foi santificado enquanto Lúcia, a mentora, nem sequer  a beata chegou.
Voltando a CR 7, palpita-me que estará em vias de ser aclamado santo pela comunicação social. Porquê? Porque em semana de múltiplos feriados, onde os dias de trabalho são como os pisca-pisca e ninguém quer saber de notícias, CR 7 fez o milagre de vender um inusitado número de jornais, porque se tornou duplamente notícia em dia de tédio.
Em primeiro lugar, porque a imprensa desportiva garante que há clubes interessados em resgatá-lo ao Real Madrid,  pagando verbas superiores a 200 milhões de euros. Alguns afirmam mesmo que CR 7 sairá do Real Madrid se Florentino Perez não lhe melhorar o contrato. Claro que  os jornalistas sabem que a possiblidade de o madeirense bater com a porta  é mentira, porque a cláusula de rescisão é de 1000 milhões de euros, mas lá vão alimentando a novela.
Em dia de Santo António, CR 7 voltou a ser  notícia porque o jornal espanhol El  Mundo divulgou que  irá ser acusado pelo MP espanhol de fuga ao fisco, num montante próximo dos 15 milhões de euros.
A comunicação social portuguesa mudou o tempo do verbo de futuro condicional para indicativo presente, "convocou" especialistas em desporto e em leis para analisarem o caso e darem a sentença antes de os tribunais espanhóis se pronunciarem, fez manchetes, abriu telejornais e entrou na disputa do concurso " O mais criativo da imprensa tuga sou eu".
E assim CR 7 "foi condenado" pela CS tuga a penas de prisão que variam entre os 7 e os 14 anos e ao pagamento de multas entre os 2 e os 28 milhões de euros.
Todos sabem que estão a escrever mentiras mas, nos dias de hoje, o jornalismo deixou de se preocupar com a verdade. O importante é especular de forma  a vender jornais, receber muitos cliques ou aumentar as audiências. Ora, neste caso, as duas notícias sobre CR 7 foram um enorme filão que justifica plenamente a sua candidatura a santo popular, promovida pela comunicação social tuga.