sábado, 27 de maio de 2017

Uma valsa vienense




Foi há 30 anos, em Viena, que o FC do Porto iniciou a sua cavalgada para uma carreira fantástica que nenhum  outro clube português conseguiu igualar no plano internacional. 
Todos vaticinavam  uma esmagadora vitória do poderoso Bayern e poucas horas antes do início do jogo, uns amigos benfiquistas telefonaram-me para Braga  a dizer que se perdessemos por menos de 3 seria um resultado honroso. No final, os azuis e brancos venceram por 2-1 e trouxeram o caneco para casa, não dei troco aos meus amigos benfiquistas e fui ao Porto, numa corridinha, juntar-me aos festejos.
Meses mais tarde o FC do Porto escreveria outra página épica em Tóquio, conquistando a Taça Intercontinental num jogo disputado sob um nevão intenso. 
Desde então, os azuis e brancos conquistaram mais uma Liga dos Campeões Europeus, uma Liga Europa, uma Taça UEFA, uma Supertaça Europeia e mais uma Taça Intercontinental.
Trinta anos depois o FC do Porto está num ciclo descendente que precisa de ser rapidamente invertido, sob pena de se esfumarem as gloriosas conquistas alcançadas neste período. Isso só será possível  acabando com a série de erros na escolha de treinadores que se verificou nos últimos anos. Para já as perspectivas não são as melhores mas é fundamental que os portistas percebam que não basta ter um bom treinador. É preciso acabar com o mercantilismo na compra e venda de jogadores, construir uma equipa à Porto e recuperar a garra  que tornou o FC do Porto um grande a nível mundial.
Todas as grandes equipas atravessam períodos maus ( veja-se o Manhester United, por exemplo, ou o Benfica durante duas décadas) 
O importante agora é encontrar  a receita eficaz para sair da crise, sem encontrar desculpas no  colinho com que um adversário é mimado pelas arbitragens. Há 30 anos esse adversário já gozava de colinho e isso não nos impediu de sermos melhores.

1 comentário:

  1. A ver vamos. Parece-me que o clube está a precisar de uma boa "limpeza"

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