sexta-feira, 26 de maio de 2017

Parece simples mas se calhar não é...

A seguir aos atentados de Berlim, em vésperas do último Natal,escrevi que já era tempo de acabar com o circo noticioso em que a comunicação social transforma os actos terroristas
.Há dias, em entrevista à RTP, Salvador Sobral propôs exactamente o mesmo: que, no próximo atentado, a comunicação social se remetesse ao silêncio, noticiando apenas o facto e abstendo-se de montar a tenda do circo. 
Estou com ele. Os  terroristas, seja qual for a sua origem, precisam de publicidade para alimentar a chama dos seus seguidores.  A comunicação social oferece-lhes essa publicidade à borla
 Se não houver notícia, não há caso. Tão simples, não é? 
Se calhar não...
Durante a mesma entrevista, Luísa Sobral discordava do irmão lembrando que se a comunicação social não noticiar os atentados terroristas, as pessoa vão queixar-se e dizer que estão a ser discriminadas.
Sem deixar de reconhecer a razão de Luísa Sobral, lembro que a comunicação social já faz essa discriminação. Atentem só na diferença do tratamento e relevo  noticioso dado a um acto terrorista, de acordo com o local do globo onde ocorre. 
Um atentado na Europa  ou nos EUA é noticiado à exaustão, mas se ocorrer em África, na Ásia, ou mesmo na América Latina, a notícia já ocupa muito menos espaço,
Não colhe sequer o argumento de que prevalece o critério da proximidade. Na Turquia houve um período em que os atentados  eram  frequentes, mas lembro-me apenas  de um que teve larga cobertura noticiosa.O único critério parece mesmo ser a relevância do país onde ocorre o atentado. Daí que seja mais apetecível aos terroristas cometer atentados em França, Inglaterra ou Alemanha.
É só a minha opinião. Gostaria de saber as vossas.

6 comentários:

  1. É possível que tenha razão.
    Nesses países também há muitos jovens que são recrutados. Saem para treinar e depois regressam para provarem que treinaram bem. E depois...ficamos a saber que muitos estavam já "under watch" ... too late!!

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  2. Neste momento concordo com Salvador, não demos mais ideias e prazer aos terroristas. Mas julgo que as notícias são para informar. Sem o aparato e exaustão de que ora beneficiam.

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    1. O problema está na overdose. Bea. Se dessem aos atentados na Europa, o mesmo relevo que deram ao atentado ontem no Egipto, contra cristãos coptas, os jihadistas não teriam tanto tempo de antena

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  3. Carlos, se quer saber o valor das notícias, para já não falar da verdade, se não viu estre entrevista vale a pena ver do princípio ao fim e fica a saber porque Fujimori caiu, entre outras coisas: http://www.rtp.pt/play/p3085/grande-entrevista

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    1. Apanhei a entrevista por acaso. Não a vi toda, porque já tinha visto há dias uma entrevista dele.
      Obrigado pela partilha

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