sexta-feira, 5 de maio de 2017

O pesadelo do dia seguinte

 
Foto Sapo 24



Melenchon era o meu candidato ao Eliseu. O candidato da esquerda era o único que poderia renovar a política francesa. Apesar de uma ascensão significativa nas sondagens, não teve "pedalada" suficiente na ponta final, para bater Le Pen e Fillon.
Dois dias depois da primeira volta, percebi que Melenchon é apenas mais um daqueles dinossauros da esquerda que não merece confiança. Ao recusar o apoio a Macron, correndo assim o risco de colocar Le Pen no Eliseu, Melenchon pretendeu fidelizar uma parte significativa do seu eleitorado que reclama a abstenção, o voto nulo ou em branco. Nem o facto de o partido comunista apelar ao voto contra Le Pen, fez Melenchon parar para reflectir. 
É verdade que Macron não é de esquerda e ninguém sabe, concretamente, qual será a  sua política se chegar ao Eliseu, mas  defender que  não se deve votar Macron, porque é passar um cheque em branco a um tipo que defende os bancos e a alta finança, é  de uma idiotice e de uma tacanhez mental inqualificáveis.
A extrema-esquerda francesa ainda não percebeu que os seus fundamentalismos estão a abrir a porta a uma fascista. 
Melenchon e os seus apoiantes da "França Insubmissa" podiam ter aprendido alguma coisa com o nosso BE para evitar que, no dia seguinte às eleições, estejam a carpir lágrimas de crocodilo e tenham a desfaçatez de sair para a rua a protestar contra o fascismo.
Chega de idiotice!

6 comentários:

  1. Melenchon não me surpreendeu com essa atitude. O homem viu-se afastado da corrida (2ª volta) e amuou.
    Melhor seria que Macron não precisasse dos votos da esquerda 'melanchonista'.

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  2. O Carlos NUNCA escreveu um artigo, com o qual eu estivesse tão de acordo. Onde assino?

    A minha simpatia por Melenchon desvanesceu com a sua atitude de miúdo amuado.

    Mesmo que o Emmanuel Macron venha a ser outra desilusão como o François Hollande, é mil vezes melhor do que uma Le Pen.

    França insubmissa e IDIOTA, caso a Marinne Le Pen seja a vencedora.

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  3. Faz-me mal à cabeça pensar que na política há gente que põe a sua capelinha à frente do interesse e do futuro nacional. Os egoístas não são bons políticos.

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  4. Concordo em absoluto com a sua análise, Carlos !!!

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  5. Depois de muitos debates que ouvi, artigos que li, já antes do frente a frente me tinha convencido que Mèlenchon é apenas um ricaço vaidoso que queria dar nas vistas. De facto dos vários concorrentes iniciais era dos que tem maior fortuna pessoal, de acordo com o gráfico que vi, enquanto Macron apesar de ter trabalhado para os Rothschild e de ter casado com uma rica velha, quase nem se via na barra (era dos últimos), também é mais novo, convenhamos. Uma coisa interessante: Sócrates estudou numa das escolas superiores onde ele estudou. Ai se os franceses descobrem! Quando dizem que ele é de direita esquecem-se que ele foi filiado no moribundo partido socialista francês, que tinha um panhonhas à frente e que têm um problema de dívida grande como o nosso e têm uns sindicatos que lhe farão a vida negra. E será isso que abrirá o caminho a uma fascista, se entretanto ninguém se entender.

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  6. daqui a dois anos a França será o único país da UE que terá representação permanente na ONU.

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