terça-feira, 16 de maio de 2017

Era uma vez em Alexanderplatz...



Estivesse eu a viver na Europa em Novembro de 1989 e teria corrido para Berlim a tempo de ver o desmoronar do muro que dividia a Europa. Teria tirado algumas fotos, improvisado a selfie possível naquela época, com a Yashica recém comprada em Hong Kong e atravessaria o muro  pela porta de Brandenburgo. Depois desceria a vetusta avenida  Unter den Linden e precipitar-me-ia para Alexanderplatz, a praça de Berlim que não me saía da cabeça, desde que lera o belíssimo romance de Alfred Doblin.
Por essa época, porém, eu vivia em Macau e o distanciamento, em vez de me aguçar o desejo de correr para Berlim, permitiu-me racionalizar o que estava a acontecer a 13 mil quilómetros de distância.

3 comentários:

  1. Li a Crónica toda, mais o resto no rochedo e quase que a punha no FB, mas como me deixou triste não o fiz. O que eu tenho visto,lido e ouvido sobre os alemães deixa-me arrepiada. Esta semana em Toda a verdade foi entrevistado um jurisconsulto com 97 anos, um judeu pequenino que levou à condenação de muitos bandidos no Tribunal de Nuremberga e a quem se deve a criação do Tribunal Internacional, por causa dos crimes de guerra. Ao falar do julgamento e de ter conseguido encontrar os relatórios feitos pelos criminosos onde cada um afirmava o número de milhares de pessoas que tinham matado e nas valas onde tinham ficado, todos se afirmaram "inocentes" no julgamento, mas um foi enforcado e por aí fora....Afirmou ele que a cara deles não manifestava a mais pequena expressão fosse do que fosse. E no fim disse que continuava um homem feliz e sorridente porque cada homem é fruto das suas circunstâncias.
    Espero já cá não estar porque também sei que qualquer coisa de mau estará para acontecer. Tenho estado à espera dos grandes tremores de terra que se esperam nos E.u.A., mas por enquanto só tem havido tornados e os tremores de terra Vão para os desgraçados da América do sul.

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    1. Ando há uns dias para lhe fazer uma pergunte. É hoje. O que a deixou tão triste na crónica?

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