terça-feira, 30 de maio de 2017

Donald J.Trump, the lousy boy




Ainda há por aí gente que continua a defender que não nos devemos precipitar  nas críticas a  Trump, porque acredita na conversão do homem.
Lamento informar essas boas almas, mas os últimos acontecimentos provam exactamente o contrário. Cada dia que passa, Trump acentua a sua arrogância e índole deformada. Pior ainda, dá mostras de ser louco.
Ainda ontem ficámos a saber que a Casa Branca, à boa maneira estalinista, omitiu o nome do marido do primeiro ministro do Luxemburgo da foto oficial. (Estas coisas são escandalosas e revelam a homofobia do líder quando se passam na Rússia, mas quando se trata do presidente dos EUA passam quase desapercebidas)
Sucederam-se também os episódios arrogantes durante as reuniões da NATO e do G7. As expressões de espanto e repúdio de alguns líderes europeus ( nomeadamente Merkel) face à arrogância e desrespeito  de Trump pelos seus congéneres foram suficientemente elucidativas, mas Merkel fez questão de vincar o distanciamento de Trump, ao dizer que já não se pode contar, nem confiar, no aliado americano.
Macron optou por uma postura mais cínica. Afirmou que  Trump é um tipo mais aberto do que parece e está interessado em aprender. Chamar ao presidente americano ignorante, da forma que Macron o fez, é bem mais venenoso do que atacá-lo em discursos para a comunicação social.

11 comentários:

  1. Trump espalha anticorpos por todo o lado. Por onde passa e onde a sua palavra é ouvida.
    Macron foi irónico mas Trump percebeu que ali não tem um aliado.
    O presidente dos Estados Unidos é um nojo. Tal como o título desta crónica sugere.

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    1. Trump é o louco que todos temíamos pudesse chegar um dia à Casa Branca, António. Daqui para a frente é tudo mais imprevisível

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  2. O americano não tem um aliado no Emmanuel Macron.
    Admiro a ironia do francês.

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  3. O aperto de mão de Macron também parece não ter sido ingénuo como poderia parecer, segundo o mesmo...

    Eu estou a imaginar!!! Os líderes europeus e do Médio Oriente seguindo o procolo tradicional e o americano, tresloucado e com uma falta de uma sofisticação atroz, tipo à americana mas de uma América profunda, a armar-se aos cágados. Como eu gostaria de ouvir os comentários entre si sobre o Trump. Ou os comentários que os outros líderes fizerem no conforto dos seus respetivos lares! : )))

    Fora de contexto: quando escrevo em portugês nos blogues, muitas vezes vêm-me à mente palavras ou expressões que não uso à décadas (refiro-me muitas vezes a “décadas” porque realmente já vivo neste país há muiiiiiitos anos). “Armar-se aos cágados” é um exemplo.

    Regionalmente, a expressão é utilizada para descrever alguém que deliberadamente procura aparentar atributos físicos ou intelectuais que na realidade não possui.

    Nexte contexto, a expressão foi bem usada, não foi?!!! : ))) Assenta-lhe que nem uma luva. : ))

    Entretanto, o Papa, logo a seguir, recebe o mais simpático casal canadiano: o nosso primeiro ministro Trudeau e a sua bonita esposa, também ela de preto, mas com um fascinator que lhe ficava muitíssimo bem. Elegante e sofisticado – nada a ver com aquilo que as damas americanas usaram.

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    1. A expressão foi bem usada, sim, Catarina.
      Entretanto fui ver a foto do seu primeiro ministro e respectiva consorte. É tão contrastante com a família Trump, que até publiquei a foto no FB. E já tem alguns likes :-)

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  4. Dois erros que gostaria de corrigir:
    À décadas ------ há
    “falta de sofisticação”

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  5. Catarina, já que gosta de sofisticação e, como fiquei na dúvida se conhece estas regras, aqui fica o link, para saber que só algumas rainhas e princesas têm o "privilégio branco" nas audiências com o Papa: https://pt.wikipedia.org/wiki/Privil%C3%A9gio_do_Branco

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  6. Sabia que havia um grupo de 7 mulheres que podem vestir-se de branco. Não sabia quem. Fiquei a saber agora. : )

    Quando se fala em regras de etiqueta/protocolo no que diz respeito ao Papa, recordo-me sempre de uma colega e amiga me ter dito que quando acompanhou o presidente Walesa e a sua esposa ao Vaticano para uma audiência com o Papa João Paulo II, o vestido dela era de uma das cores que os cardeais usam; roxo. Não me recordo agora se foi mesmo durante a audiência ou durante um jantar. Quando estiver de novo com ela ainda lhe hei-de perguntar.

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    1. Quando digo "vestido dela", refiro-me ao vestido que a mulher de Walesa usou.

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    2. Claro. Desde a década de 80 que o protocolo é menos rígido. Até aí os homens tinham de usar fraque ou fardados. O branco era é a cor do Papa, com as tais excepções, e o vermelho também não, porque é a cor cardinalícia. Eu também pensava que era a roxa. Com o Papa francisco está ainda tudo mais facilitado, mas há coisas em que não se pode transigir. Já estou farta de protocolos. Já vi a história do João Paulo II e dos seus acordos com a CIA e a condecoração pelo Bush, com a mais alta distinção civil americana, a favor da "Paz". Daqui pouco começo a andar de joelhos em casa. Boa noite!

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