quinta-feira, 20 de abril de 2017

Overbooking

Umas cenas passadas na "América" e a comunicação social tuga, embasbacada, desatou a falar e escrever sobre overbooking.
Há 20 anos que há legislação nesta matéria, mas a comunicação social trata o assunto como se tivesse acabado de fazer uma grande descoberta.
Como (quase) sempre acontece quando a imprensa segue a moda "Maria Vai Com as Outras", tenho lido por aí muita asneira.
Para que não restem dúvidas e não haja por aí quem pense que pode ser "expulso" de um voo por dá cá aquela palha, fui recuperar excertos de um texto que escrevi sobre o assunto, quando a mais recente legislação foi aprovada.

No caso de chegar a um aeroporto e a companhia lhe disser que não pode embarcar porque o voo está em overbooking ( leia-se: a empresa vendeu mais bilhetes do que os lugares disponíveis) exija que os seus direitos sejam respeitados.
 As transportadoras aéreas são obrigadas a:
- Encontrar voluntários dispostos a desistir das suas reservas em troca de certos benefícios (por exemplo, milhas aéreas, títulos de viagem, dinheiro,direito a bilhetes extra ou a lugares em classe superior noutros voos);
- Oferecer  a opção entre um reembolso total da reserva anterior ou um reencaminhamento;
Durante o tempo de espera terá direito à assistência prevista para os casos de atrasos; 
-No caso de a companhia não encontrar um voluntário que ceda o lugar  e  não puder embarcar terá direito a:
- Voo alternativo ou reembolso do preço total do bilhete;
- Indemnização;
- Assistência em terra durante o período em que aguarda o próximo voo ( refeições, alojamento, etc)


3 comentários:

  1. O caso do dr. Dao deu muito que falar. Parece que ninguém vai ser despedido. Para além de ter sido “um alerta” para os passageiros em geral, o mundo inteiro ficou a conhecer o dr. Dao e as suas “excentricidades” do passado.

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  2. O overbooking é uma prática diárias, Carlos.
    Poucas pessoas têm consciência disso, muito menos dos seus direitos.
    O mais impressionante com o Dr. Dao e a inenarrável United é a violência utilizada para remover o passageiro do lugar.

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  3. Aconteceu-me viver essa situação aqui há meses. Eu e o meu marido vinhamos de Oman direitinhos ao Porto, mas ao fazermos escala em Madrid fomos confrontados com a falta de lugares na Tap! Reservaram-nos lugar, passadas 2 horas, num pequeno avião da Ibéria mas antes ofereceram um pequeno almoço. Ao chegarmos ao Porto, a tap ressarciu-nos com 250 € de forma espontânea.

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