sexta-feira, 24 de março de 2017

Sexagenária, mas nada sexy


Amanhã assinala-se o 60º aniversário do Tratado de Roma, fundador da União Europeia. Muito provavelmente iremos assistir a muitas celebrações nos gabinetes, mas muitas críticas nas manifestações populares.
  Os leitores que me acompanham sabem o que penso: sou adepto da UE, mas não lhe auguro grande futuro. A falta de solidariedade e a crescente hostilidade dos países do norte, em relação aos do sul, está a matar o projecto europeu. Acreditar que a Europa  pode manter-se solidária caminhando a várias velocidades é tão utópico como acreditar que o fim da UE e do Euro se pode fazer sem um conflito de grandes proporções. Acresce que a  Europa está doente e não falta quem deseje a sua morte. O crescimento do populismo e da extrema direita são prova disso.
Na semana passada, o professor Timothy Garton Ash escreveu um artigo no Financial Times, onde fazia o diagnóstico dos males que afectam a Europa:
" O mais recente exame médico revela que uma mão tem de ser amputada (gangraena brexitosa) um pé está terrivelmente inflamado ( putanismo ukrainico) uma doença de pele alastrou a várias partes do corpo e está a provocar perigosas reacções alérgicas (xenophobia populistica) uma úlcera está a corroer-lhe o estômago ( eurozonitis) além de padecer de logorreia e perda de memória".
O diagnóstico é  assertivo e preocupante. No entanto, estão a fazer-se  muitos estudos e testes a um medicamento que poderá curar a Europa. Sobre isso, escreverei na segunda-feira. 
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2 comentários:

  1. Vamos acreditar que haja antídoto para tanto veneno.
    BFS

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  2. Muito interessante o seu texto.
    Com humor, mesmo negro, tudo é mais fácil.

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