quarta-feira, 29 de março de 2017

O que é preciso é calma...

Há anos que denuncio a situação: 
em alguns organismos de Estado não é respeitada a racio chefias/trabalhadores. Entre vários, apontei o caso de um organismo onde havia uma chefia que não tinha ninguém para chefiar. 
Os anos foram passand. Até que... a IGF detectou uma dessas situações na Segurança Social. Um organismo onde, aliás, os trabalhadores têm mais 12 dias de folgas anuais do que os restantes. A justificação dada pelo gabinete do ministro, para que a racio chefias/trabalhadores seja de 1 para 4,5 é esta:
"A tutela justifica a evolução do rácio dirigente/trabalhador com o "emagrecimento radical" do quadro de pessoal. Em 2009, tinha 125 trabalhadores e, em 2015, tinha apenas 73 trabalhadores, o que representa uma redução de 42% no espaço de seis anos, sendo que, no mesmo período, o número de dirigentes diminuiu de 18 para 16.
O gabinete do ministro garante que irá ser feita, "em sede da oportuna revisão do mapa de pessoal, a adequação da estrutura organizacional, sem prejuízo do reforço em recursos humanos que seja viável efetuar mediante recrutamentos e mobilidades internas"
Abstenho-me de comentar o regabofe. Limito-me a destacar dois pontos:
1-O nº de trabalhadores desceu de 125 para 73 (-52), mas só foram eliminadas  duas chefias, passando a ser "apenas 16".
2- É garantida a regularização. Quando? "Em sede da oportuna revisão do mapa de pessoal". Pois... 

10 comentários:

  1. Deve ser complicado ser chefe e não ter ninguém para chefiar :)

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  2. Peço desculpa, mas não concordo com o teor do seu artigo.
    Existindo Departamentos ou Divisões, onde o trabalho era feito por muito mais efetivos, torna-se ainda mais premente a existência de uma Chefia de Divisão. Aliás, muitos dos Chefes de Divisão ganham menos do que os seus subordinados. Têm uma grande vantagem: São dirigentes. Os problemas são levados a instâncias superiores com muito mais facilmente do que em grandes Divisões.
    O resto é foclore, pois cada caso é um caso.

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    1. Não precisa de pedir desculpa. É a sua opinião. Discordo, mas respeito-a. Se não fosse anónimo explicaria melhor. Assim, fico por aqui.

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  3. Está para aparecer um Executivo, seja onde for, que seja realmente corajoso e capaz de encetar uma reforma da Administração Pública.
    Todos falam nisso, não me lembro de nenhum que o tenha realmente feito.

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    1. Ninguém quer perder as clientelas, Pedro. Muito triste este regabofe

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