quinta-feira, 9 de março de 2017

Imigrantes: A América já em 2010 não vos dava as boas vindas

A ira contra Trump, por causa das leis anti imigração, é compreensível. Acontece, porém, que como eu disse na altura, a rejeição dos imigrantes pelo povo americano já vem de longe. Lembrei-me, a propósito, deste excelente artigo de Kathleen Gomes publicado no "Público" em Agosto de 2010, ainda Obama estava a cumprir o seu primeiro mandato.
Há tempos  convidei os meus amigos do FB a perguntarem aos emigrantes portugueses em França o que pensam das leis anti-imigração e avisei-os de que se iriam surpreender com as respostas.
Trabalhei com emigrantes ( não apenas portugueses) durante tempo suficiente para perceber que a maioria apoia a limitação do número de imigrantes, mas o que escrevi não caiu bem em algumas pessoas que contestaram fortemente a minha afirmação.
Há umas semanas voltei a lembrar-me do tema, ao ler um artigo da "Visão"  sobre uma família de portugueses, em Newark, que corre o risco de ser deportada, porque o filho mais velho e a Mãe vivem ilegalmente nos Estados Unidos há cerca de 15 anos.
Como é sabido, Newark é uma cidade quase exclusivamente portuguesa, pelo que seria de esperar alguma solidariedade dos emigrantes portugueses com esta família de compatriotas. Mas isso não aconteceu. Como se pode ler na reportagem da "Visão", a maioria dos portugueses de Newark votou Trump e apoia convictamente as medidas anti-imigração.
Como diria o outro " É o bicho, é o bicho..."

3 comentários:

  1. Comemo-nos uns aos outros sem compaixão nem complacência. É de uma tristeza maior.

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  2. Tenho notado que no que diz respeito a assuntos muito importantes para a comunidade (na geralidade) há uma grande falta de empatia entre os portugueses. Poucos pais portugueses fazem parte das associações de pais, por exemplo; poucos lutam pelos direitos da sociedade ou da comunidade onde estão inseridos... São muito trabalhadores nos países de acolhimento, sem dúvida, são poupados, são bem sucedidos em termos financeiros e todos contribuem quando são festinhas nos seus clubes regionais. Os filhos fazem parte dos ranchos folclóricos, do desfile/parada no Dia de Portugal, das procissões.
    Nunca tinha pensado de como os portugueses que vivem na América teriam votado. Lendo este post, não admiro que tenham votado por Trump. : )

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  3. Só quem não vive, ou viveu, fora de Portugal, se surpreende com o que aqui escreve, Carlos.

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