segunda-feira, 27 de março de 2017

A alternativa europeia




Na véspera dos 60 anos do Tratado de Roma escrevi este post, cuja leitura sugiroo antes de avançarem mais na leitura  de hoje.
Eu gostaria muito que a UE tivesse salvação mas, sinceramente, receio que  tal seja impossível sem uma purga que extermine a trupe bafienta que governa a Europa a partir do Norte. No fundo são fascistas encapotados que se esforçam por disfarçar a sua ideologia. Mascarados de democratas defendem a integração de refugiados e a Europa multicultural, mas não tardará muito até que comecem a rejeitar os turcos, com a mesma veemência com que o seus súbditos o fazem diariamente.
No final de 2016, muitas vozes se levantaram a defender que a salvação da Europa estava em Merkel, Eu não consigo entender  que haja gente tão  crédula nessa possibilidade e expliquei então porquê.
Hoje, no rescaldo das comemorações do Tratado de Roma, reitero a opinião de que a Europa precisa de ser refundada e isso só é possível com outros protagonistas e outros modelos de governação que extirpem os vírus que o Centrão Europeu espalhou pela Europa.
Não sei se esse modelo será a implosão europeia proposta pela extrema-direita em cujas potencialidades  Rentes de Carvalho acredita e o levaram a explicar as razões de votar na extrema direita nas  vésperas das eleições holandesas.
Não sei se as eleições  deste ano em França, Itália e Alemanha  proporcionarão resultados que façam surgir um outro modelo ainda não ensaiado.
Não sei tampouco se o modelo salvador da Europa será uma espécie de geringonça, mas não deixa de ser esperançoso constatar que  o modelo português irá ser objecto de estudo em Harvard está a merecer grande curiosidade por toda a Europa, trazendo candidatos da esquerda espanhola, francesa e italiana a Portugal para perceberem melhor as razões de comunistas e extrema esquerda apoiarem  um governo de um partido social democrata.
Já ouvi dizer que se os europeus conhecessem o sofrimento  que o anterior governo infligiu aos portugueses, rapidamente perceberiam a razão do entendimento entre os partidos de esquerdas. Há alguma verdade nisso, mas não explica tudo. Se  o povo português estivesse  realmente farto de sofrer, não teria dado a vitória nas eleições ao PSD, confirmando a tendência  de povo resignado, habituado a reagir como um rebanho perante as circunstâncias.
O que realmente uniu os partidos de esquerda foi a consciência nacional. Era preciso salvar o país de um bando de retornados criminosos, sedentos de vingança, que além de vender a interesses estrangeiros a riqueza nacional , estava apostado  em  acabar com a nossa independência e transformar Portugal numa colónia europeia, em troca de alguns cargos de burocratas na Eurolândia.
O modelo português da Geringonça não é repetível noutros países europeus, mas pode ser inspirador para a criação de outros modelos inovadores, adaptados às realidade locais  que provoquem um abanão na Europa e a façam despertar da letargia em que mergulhou, por força da submissão aos interesses do mercado, mas também pelas tendências hegemónicas da Alemanha e de outros países calvinistas do Norte da Europa. 
É por isso que ver em Merkel  a salvadora da Europa, é acreditar que uma raposa é a melhor guardiã do galinheiro.

2 comentários:

  1. Concordo. Mas a sua hipótese, que seria uma possibilidade para a Europa, parece-me de realização quase impossível. Não encontro jeito ou maneira de acontecer.

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  2. O problema da UE não é o projecto, Carlos.
    São as criaturinhas que usam e abusam desse projecto quando deviam estar ao serviço dele.
    hoje deu pancada na Catarina Martins e nas declarações dela a propósito da UE.
    Apeteceu-me dar o título "parva que sou" ao post.
    Mas fui por outro caminho porque sou educado.

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