sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sexta às 9

Há tempos escrevi este post sobre o negócio da adopção em Inglaterra.
Dias depois começaram a chegar-me relatos de pessoas que garantiam passar-se situação idêntica em Portugal. Não me surpreendi, apenas avolumei suspeitas que já tinha por relatos anteriores. Infelizmente, o meu estado de saúde não me permitiu investigar. Foi por isso, com redobrada atenção, que  na semana passada segui o Sexta às 9.
Com a frontalidade habitual e os fundamentos que, na generalidade, pautam as investigações  da equipa do Sexta às 9, técnicas da Segurança Social foram acusadas de fazer relatórios falsos, com o objectivo de agilizar a adopção de crianças, retirando-as injustificadamente da tutela maternal. Um dos casos relatados foi o de um bebé com 5 dias que foi retirado à mãe, com justificações nada convincentes.
Hoje, o Sexta às 9  revela que essa criança foi devolvida à Mãe na sequência da denúncia feita no programa.
Há muitas situações nebulosas em volta dos processos de adopção em Portugal ( abrangendo técnicas da Segurança Social e trâmites da Justiça)  que o Sexta às 9 revelou. Algumas não passam de meras suspeitas que carecem de confirmação, mas depois de o problema ter sido levantado, nada ficará na mesma. A bem do interesses das crianças e do direito dos pais a educá-las.
São casos destes que me fazem ter orgulho nesta profissão. 
O Sexta às 9 é um dos melhores programas de investigação da televisão portuguesa, mas tem pouca repercussão na opinião pública e na própria comunicação social, porque há muita inveja quando a televisão pública faz um bom trabalho.
Não raras vezes, vejo canais privados a repescar temas abordados pela RTP. Vestem-lhes novas roupagens, acrescentam uma pitada de sensacionalismo e servem  como novidade. 
Há tão poucos jornalistas empenhados em fazer investigação que bem podiam unir esforços, em vez de se guerrearem. Isso só dá força aos jornalistas do "triqui triqui" que fazem jornalismo sentados na redacção ou à mesa de restaurantes e botecos em confraternizações bem regadas.
Jornalismo de intriga, ou de favores, foi coisa que nunca me interessou. 

7 comentários:

  1. Carlos estou a ouvir o programa e o painel oficial que foi convidado é uma vergonha. A Joaquina Madeira é mais uma que tem andado de salto em salto no cargos de topo da SSocial, que se diz doutora porque em tempos a assistentes sociais, que eram bacharéis, fizeram um movimento que nunca mais acabou antes de passarem a técnicas superiores e para serem equipadas a licenciatura. Isto antes do Processo de Bolonha. A representante do Instituto da SSocial é uma delegada política e o presidente que lá estava antes é agora vice-provedor da scmlx. o trabalho destas assistentes sociais sempre foi uma vergonha. Nunca levantam o cu das cadeiras e limitam-se a despachar os papéis. Aqui em nesta zona chegava a sobrar dinheiro no Orçamento da social porque as senhoras não iam ver as carências. Às vezes davam o dinheiro nos últimos dias do ano àqueles chico-espertos que apareciam. Um conselho directivo não faz ideia do que se passa. Eles apenas se limitam, na sua área, a assinar por baixo dos pareceres que lhe apresentam quando vão a despacho. Sabe bem o mal que eu tenho falado das IPSS e das Misericórdias porque infelizmente sei tanta coisa que se eu começasse a falar nunca mais me calava.
    Quando passar pelo Hospital de Santana vá ver as obras que o Santana está a faze. Além de ter comprado o Hospital Militar da Estrela por uma fortuna emuito mais vai gastar para criar meia dúzia de cuidados paliativos, que apenas se destinarão Aos amigos e a quem se deve favores, (como ele adota obras). O Lar da Bafureira também tem acordo com a SS, além de ter a parte privada. Mas vá lá ver quem são as pessoas que estão lá com mensalidade reduzida através da SSocial. Conheci alguns honestos na SSocial O Vieira da Silva e outos que já não estão vivos. Veja o currículo da Maria J. Mdeira, que também esteve à frente da Casa Pia, do centro de Setúbal e agoar deois de aposentada com uma rica reforma anda a passear à nossa custa.

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    1. Eu escrevi sobre o Sexta às 9, Anfitrite. Raras vezes vejo o Sexta às11 (o debate que se segue na RTP3)

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    2. Eu às vezes vejo os dois. Mas o debate é muito interessante, porque se consegue analisar o que as pessoas dizem. Eu como sou limitada reduzo-me as factos. As grandes cabeças debatem ideias. O debate hoje foi um lugar comum de chavões.

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  2. Mais uma notícia interessante. Uns são mais iguais do que outros
    https://eco.pt/2017/02/10/quinta-alegre-uma-casa-reabilitada-em-tres-fases/

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    1. desculpe a curiosidade Anfitrite. Tem alguma relação com Alegrete?

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