quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Falemos então de coisas importantes




As pessoas andam cansadas de ouvir falar de Trump. Sobre a possibilidade de Marine Le Pen vir a vencer as eleições em França também não querem falar, porque não gostam de especulações. Depois de o povo votar, logo se vê. 
Política? Nem pensar, porque os políticos são todos iguais e já deram para esse peditório. Sobre ambiente? Realmente é um bocado chato não sabermos se vai  estar calor em Agosto, mas o pior é se o presidente da Câmara manda demolir a casa ilegal que construímos em solo dunar. As centrais nucleares são um perigo? Talvez… mas temos de morrer de alguma coisa, não?
 Sobre Justiça? Há juízes cujas sentenças não se compreendem,  mas profissionais incompetentes há em todas as profissões. O melhor é  não arranjarmos problemas com a Justiça, para não termos de nos queixar dela.
Vamos então falar de quê?
De coisas importantes, obviamente, que tenham a ver com o dia a dia das pessoas.
 Andei a ver  a TV em horário nobre, durante uma semana, para  ver os canais de informação e os abertos e tentar perceber quais são as coisas que preocupam os portugas e  mexem com o seu dia a dia.
A avaliar pela programação naquele horário, há três temas que interessam aos portugueses e os preocupam: telenovelas, mexericos e futebol.
( Eu sei que também gostam de falar do tempo, de doenças e de dinheiro, mas não sou médico nem percebo nada de finanças e sobre o tempo já esta semana escrevi)
Sobre  telenovelas não  sei opinar, porque nem os títulos consegui fixar. Em tempos, aqui no CR, havia uma especialista em mexericos e imprensa cor de rosa, mas a sacaninha da Brites pirou-se, porque arranjou uma revista onde lhe pagam à peça. Ingrata!
Resta-me então o futebol, matéria em que não sendo especialista, ainda vou mandando uns bitaites como treinador de bancada. E o que se me oferece dizer sobre futebol para além disto? Uma coisinha muito simples:
Todos sabem que sou portista e o FC do Porto não anda em maré de me dar alegrias. Percebi, porém, esta semana, que o clube do meu coração tem uma capacidade ímpar para reconciliar inimigos.  Então não é que desde segunda-feira os benfiquistas se tornaram os maiores apoiantes dos lagartos e torcem para que eles vençam no Dragão no próximo sábado?
Não há clube como o meu, por isso, até admito que Nuno Espírito Santo esteja tão sensibilizado com esta reconciliação, que mostre o seu fair play não vencendo Jesus. Mas, além do fairplay, também não podemos esquecer as hierarquias. Seria de mau tom o Espírito Santo humilhar Jesus, deixando-o outra vez a 10 pontos do Benfica…

8 comentários:

  1. E não é que é verdade. Aqui na família, o maridão é Sporting, o filho é Benfica e eu claro portista. O pai e o filho andam a picar-se desde que o Jesus foi para o Sporting. E o filho dizia que o Sporting devia acabar o campeonato a meio da tabela.
    Agora está a torcer pelo Sporting. Até o Jesus já deixou de ser um traidor. Incrível.

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  2. Hoje, só me interessa o que a minha amiga Angie vai dizer ao sultão turco.

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  3. "Andei a ver a TV em horário nobre, durante uma semana"... Que pecados precisou expiar, Carlos, para se submeter a tal pena??! =)

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  4. Deixemos de lado a religião.
    Bamos lá ganhar aos mouros, carago!

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    1. Bai ser difícil, Pedro. Os morcões dos lagartos nos últimos anos têm-nos feito a bida negra.

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