quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O "cacilheiro"



O acidente com um catamarã no Tejo, que provocou mais de 30 feridos foi, essencialmente, fruto  da falta de civismo. 
O embate podia até nem ter sido notícia, se as pessoas soubessem comportar-se e respeitassem as normas.
Acontece, porém, que neste país de brandos costumes qualquer idiota, pela simples razão de ter um passe, ou  pagar bilhete, se sente no direito de mandar às malvas as regras, porque sabe que a fiscalização ou é condescendente, ou não existe.
O "Público"  escreve em título "Catamarã em velocidade excessiva causa 34 feridos no Tejo" mas, logo na entrada da notícia, aponta  o nevoeiro como possível culpado.
Em parte alguma, porém,  "o Público" escreve que os feridos poderiam ter  sido evitados  se as pessoas respeitassem a proibição de se levantarem antes de a embarcação atracar
Quem faz a travessia do Tejo de barco sabe muito bem que mal os barcos se aproximam do ponto de atracagem, dezenas de pessoas se levantam e dirigem para a porta, para serem os primeiros a sair. Eu sei   que já deve haver por aí muito leitor a justificar esta fuçanguice com a pressa das pessoas em  apanharem o transporte. Certo... mas talvez fosse melhor sairem de casa 10 minutos mais cedo, para não terem de andar a correr..
Eu sei que estas cenas acontecem em muitos países do mundo. Nomeadamente na Ásia ( ó como eu ouvi tantos portugueses em Macau criticarem os chineses por causa desta fuçanguice) e África mas também em países civilizados, obviamente.
 Tenho ouvido dizer que Portugal pretende ser um país europeu. Só que é difícil, porque desperdiçamos muito dinheiro. Ontem, por exemplo, mais de 30 pessoas tiveram de ser assistidas nos hospitais, porque foram imprudentes e fuçangas. Isso custa dinheiro a todos os contribuintes em exames médicos que foram necessários para verificar se havia fracturas. E ocupou o tempo de médicos e enfermeiros que poderiam estar a assistir pessoas com problemas mais sérios.
Um desperdício de dinheiro e recursos, por causa de uns fuçangas que não sabem andar nos transportes públicos.
Estou preparado para ouvir as vossas críticas, mas não me conformo com a atitude displicente do tuga, nem com a complacência da fiscalização. Uma sociedade, para ser evoluída, tem de respeitar regras. Fingir que elas não existem,ou passar a vida a encontrar forma de as ludibriar é que não nos leva a parte nenhuma.





4 comentários:

  1. Bem desenrolada a crónica, sim Senhor! Pelo que li foram apontados dois problemas. A caça ao leitor do Público com títulos tablóides no melhor estilo CM (será inspiração do Dinis?). O outro é a crónica falta de civismo do português e fobia a horas certas. Corre muito e pouco anda.

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  2. Continuam essa parvoíces por aqui, Carlos.
    Mas, verdade seja dita, há jetfoils que não têm cinto de segurança.
    Quando é assim...

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  3. Meu caro Carlos Barbos de Oliveira

    Lamento mas a sua crónica é incorrecta. Acuda os passageiros de não cumprirem as regras e falta de civismo, mas esquece-se que os barcos da Transtejo mão tem acentos para todos os passageiros e que a sua maioria nas horas de ponta transportam mais passageiros que a sua lotação. A verdade meu caro é que quem não tem ou não utiliza transporte próprio sujeita-se a todas estas incidências. Se quiser melhor prova é ver como são obrigadas a viajar as pessoas nos comboios de Sintra, Cascais e Ribatejo em horas de ponta para não falar no metro de Lisboa. Não me diga que também aqui é falta de civismo?.........Um abraço

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    1. Caro Mário
      O acidente passou-se com um catamarã que inclusivamente tinha lugares vagos,mas trazia pessoas sentadas nas escadas e em pé ( o que, como sabe, é proibido).
      Quanto aos comboios são passageiro frequente da Linha de Cascais e não tenho razão de queixa. Viajo sempre sentado. Quanto à linha de Sintra não frequento, mas conheço as condições deploráveis em que as pessoas viajam. Mas este post é exclusivamente sobre barcos... Abraço

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