quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O pão que o diabo amassou



" Mais vale cair em graça do que ser engraçado"- diz o povo.
Estou totalmente de acordo e, por isso, vou escrever alguns posts sobre coisas de má qualidade que tiveram sucesso em Lisboa.
Começo pelas Padarias Portuguesas.
Gosto bastante de pão e durante anos lamentei a inexistência, em Portugal,  de estabelecimentos especializados no fabrico e venda de pão de qualidade e variado.
Quando, em 2010, abriu a primeira Padaria Portuguesa na Av João XXI, não fiquei encantado mas, ao constatar que as Padarias Portuguesas se multiplicavam como coelhos, tive esperança de que a qualidade melhorasse com o tempo. Debalde.
Mais de seis anos volvidos e experimentada a maioria das Padarias Portuguesas de Lisboa, constato que o grande trunfo reside nos espaços, normalmente acolhedores.
Já a qualidade continua fracota, não justificando a fama, nem a aceitação que têm tido junto do público lisboeta. Há padarias quase desconhecidas com muito melhor qualidade. Nomeadamente na zona das Avenidas Novas. Mas lá está, o nome do "Gato Fedorento" José Diogo Quintela, associado às Padarias Portuguesas, ajudou a projectá-las e a confirmar o adágio popular "mais vale cair em graça do que ser engraçado".
Ontem, o sócio de Quintela decidiu dar um tiro no pé, ao dizer que a discussão sobre a TSU era irrelevante e a subida do salário mínimo indesejável. 
Não satisfeito com esta prova de cretinice, o ex-quadro da Jerónimo Martins acrescentou mais esta série de insanidades indignas de um patrão, quanto mais de um empresário. Se vivêssemos num país onde o povo se indignasse quando um patrãozeco de caca com ideias do século XIX o insulta, as Padarias Portuguesas teriam os dias contados, por força de um boicote da população àqueles estabelecimentos.
No entanto, como o povo se equipara à qualidade dos produtos das Padarias Portuguesas, Nuno Carvalho pode continuar a insultar os seus clientes e trabalhadores e não se passa nada.
Sigam os links, leiam e oiçam as declarações de Nuno Carvalho e depois vão à Padaria Portuguesa. Se não ficarem agoniados, dou-vos os meus parabéns. É sinal de que têm um estômago de excelência.

7 comentários:

  1. Nunca entrei numa PP, mas os pelintras gostam de ser explorados e os VIP, gostam que os vejam em lugares badalados. Este ser com estes comentários é um escroque com a maioria dos patrões portugueses que nem sabe organizar o seu negócio e vivem à custa de subsídios e de regalias especiais.

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  2. Permites que assine por baixo o teu excelente texto, amigo?

    Tudo de bom

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  3. Não gosto da Padaria Portuguesa sobretudo do péssimo serviço e não atribuo a culpa aos empregados mas ao proprietário pela sua política vergonhosa e que mancha o verdadeiro profissionalismo. Nuno Carvalho se revela com orgulho em ser o patrão feodal. Recuso de frequentar alguma das Padarias Portuguesas

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  4. Uma vez tomei lá um segundo pequeno almoço e fiquei meio agoniada com o croissant; por ser alimento que pouco aprecio, atribuí a mim mesma a responsabilidade e não repeti. Mas conheço quem lhe gabe os sumos e o preço do menu de pequeno almoço. Do resto, confesso nada sei. Há gente a quem só cresce a conta bancária, a inteligência não expande.

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  5. Assino por baixo.
    Já não ia ao pingo doce, passa a não comprar nada nessa padaria.

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  6. Há aqui uma.
    Irritei-me com eles há já algum tempo.
    E nunca mais lá comprei nada.

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  7. Nunca entrei nunca coisa dessas(P.P.)mas trabalho perto de uma coisa parecida,segundo me disse um dos sócios,foram beber a ideia aos staytes(usa).....E parece que estudaram bem a lição,porque a exploração é tão grande que ninguém se faz lá velho,ah e como não podia deixar de ser mama nos apoios estatais para a contratação de trabalhadores,por isso essas Padarias Portuguesas,devem ser irmãs ou primas desta que conheço!!!

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