terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Caramelos Vaquinha (16)




A comunicação social não se cansou de reproduzir uma entrevista desta fervorosa adepta da caridade que já mais de uma vez se manifestou contra a solidariedade social.
A minha primeira reacção foi oferecer-lhe um lugar na Caderneta de Cromos, mas Isabel Jonet já lá está desde 2012, com o número 39..
Resta-me assim inclui-la nos Caramelos Vaquinha, lugar onde já devia estar desde o dia em que afirmou, numa outra entrevista de 2012, que  não havia  miséria em Portugal, porque o problema dos portugueses era estarem mal habituados.  A quê? "A comer bifes todos os dias e a alimentar bebés com Nestum".
Este fim de semana, em entrevista muito badalada pela comunicação social pafiosa, Isabel Jonet discorda do aumento do salário mínimo porque "aumenta os riscos de despedimento". Felizmente IJ esclareceu que é economista pois essa afirmação não só desvaloriza as suas afirmações, como explica por que razão madame Jonet confunde a caridadezinha com um negócio.
Useira e vezeira em conversa de ir ao cú, Isabel Jonet garante agora um lugar vitalício nos Caramelos Vaquinha.

Antes da cerimónia de investidura gostaria, porém, de lhe enviar um recadinho:
Sabe o que eu penso das pessoas que andam a brincar à caridadezinha para fazer política, Belinha? São os novos fariseus do século XXI. Utilizam a pobreza para se promover e dão razão aos que dizem que a Caridade é um grande negócio. A Belinha devia abster-se de desprestigiar instituições sérias. Em 2012 jurava que o desemprego era residual e não havia miséria em Portugal. O problema- segundo as suas palavras- era os portugueses estarem habituados a comer bife todos os dias e alimentarem os bebés com Nestum.Em 2016 já há miséria escondida e os números do desemprego são uma mentira do governo.
Sabe uma coisa, Belinha? Só não a mando bugiar porque seria muito soft para exprimir o desprezo que sinto por si. Mas aviso-a desde já que da próxima vez que decida encher os bolsos dos tios merceeiros com peditórios fariseus, não conte comigo. E se Passos Coelho a convidar para se candidatar à CML aceite. O Banco Alimentar Contra a Fome é capaz de ter lá gente interessada em fazer solidariedade social em vez de brincar à caridadezinha, para fazer política.

3 comentários:

  1. Uma burra daquelas que o escavacado de Belém gostava de condecorar (ele era outro bronco!) Pensa que ainda está no tempo da Supico Pinto e as que brincavam às madrinhas do soldados da nossa malfazeja Guerra Colonial...

    Mas cuidado com o que diz dos Caramelos Vaquinha que eram bem bons!!! :)))

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  2. Uma daquelas pessoas que poderia passar por excelente se nunca abrisse a boca.

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  3. Há tanto tempo que deixei de dar para esse peditório!
    É contra o aumento do salário mínimo e depois vai brincar à caridadezinha..., gente desta já não me engana!

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