segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Caderneta de cromos (55)


Carlos Costa confirmou que a máxima popular "atrás de mim virá quem de mim bom fará" por vezes é certeira.
Tanto mal se disse ( e provavelmente  com razão) de Vítor Constâncio, por causa do BPN mas Carlos Costa, que lhe sucedeu no cargo tem uma folha de serviços indubitavelmente mais vasta. Do caso BES ao BANIF, passando pela CGD e pela inexplicável escolha de Sérgio Monteiro para   vender o Novo Banco, o governador do Banco de Portugal não acertou uma.  Em vez de se demitir, como faria qualquer pessoa com um mínimo de dignidade, depois de tanto lesar o país, CC mantém-se teimosamente à frente de uma instituição, para a qual poderá ter perfil, mas em termos práticos revelou não ter capacidade.
Durante o seu mandato tudo o que podia correr mal, correu. Incluindo a nomeação de um ponta de lança de Passos Coelho para vender o NB, tarefa que não foi capaz de desempenhar a contento. seria razão suficiente para CC apresentar a demissão e sair com honra.  Como não o fez, dou-lhe a honra de pertencer a esta caderneta de miseráveis.
Ficará, para a posteridade, ao lado do seu protegido

2 comentários:

  1. Sem dúvida que este deve ter lugar entre os cromos mais raros da caderneta. Tão raro que está-nos a ficar caríssimo.

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  2. Este realmente é a prova da justeza do ditado popular.

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