segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A matilha



A questão da descida  TSU e do aumento do salário mínimo, tem mostrado a faceta mais nojenta da política portuguesa.
Custa-me aceitar que um  partido (PSD) que sempre defendeu a descida da TSU, venha agora manifestar a sua discordância, alegando que o assunto não lhe diz respeito, é um problema da esquerda e que (PASME-SE!) é a favor da descida da TSU, mas não para aumentar o salário mínimo!
O PSD continua a garantir que está do lado dos trabalhadores e coloca sempre os interesses de Portugal acima dos interesses partidários. Este caso  demonstra precisamente o contrário: a matilha de ressabiados está-se marimbando para os trabalhadores e para os interesses do país. Quer é instabilidade e regressar ao poder o mais rapidamente possível, para concluir o único objectivo a que se propôs: destruir Portugal, porque detesta o país que lhes roubou as mordomias dos tempos do colonialismo.
Assim, o melhor que esta matilha  de famintos tem a fazer é tirar  da lapela o pin com  a bandeira portuguesa e espetá-lo num sítio mais apropriado.
Mas, apesar da minha discordância, não deixo de acreditar que o PCP terá muita dificuldade em explicar aos trabalhadores as razões que levaram o partido a votar favoravelmente uma medida que impede o aumento do salário mínimo.
Nesta matéria, BE e CDS estarão mais à vontade, porque na verdade apenas usam os trabalhadores como escudo.
Em 2012 a descida TSU quase fez cair o governo Passos /Portas. O ex-líder do CDS engoliu em seco.
Seria  uma grande ironia se, cinco anos depois, a descida da TSU devolvesse o poder à direita, porque a esquerda foi incapaz de se entender numa matéria que, essencialmente, pretende garantir a melhoria das condições de vida de milhares de trabalhadores.

3 comentários:

  1. Carlos,
    Passos Coelho vai dando sucessivos tiros nos pés.
    Um destes dias acerta na cabeça e acaba-se o tormento.
    Ele nem precisa de inimigos.
    Sozinho dá cabo dele próprio.

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  2. Não ouviu o louco do Paulo Rangel, na "Prova dos 9" dizer que estava de acordo com o Acordo, mas que não ia apoiar o governo?

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