quinta-feira, 27 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXVIII)


Um dos mais talentosos cantores portugueses de todos os tempos. E não é preciso dizer mais nada...

Those were the days (43)



Sou do tempo em que  a Barbie era burguesa, anoréctica, um bocado "tia", tinha uma rival da classe média, mas todas as meninas, de todas as classes, adoravam brincar com ela.
Hoje, sexagenária  não assumida, a boneca da Mattel quase não tem concorrência, mas avacalhou-se e está cheia de maus hábitos. 
Por este andar, não me admira mesmo nada se um destes dias a  virmos a trabalhar num bordel.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXVII)


Por acaso não tenho este disco, mas lembrei-me que, perdido o sonho, esta era uma boa memória para   o dia seguinte.
Boa noite

Comentários para quê? É um artista português!



Um construtor civil enterrou uma cadela viva.
Foi julgado à revelia e condenado pelo  Tribunal de Grândola a  um ano e quatro meses de prisão com pena suspensa ( se alguém lhe tivesse roubado o cão,teria sido condenado a prisão efectiva?)
Como pena acessória ficou proibido de ter animais durante três anos ( depois pode voltar a fazer o mesmo, não é?)
Acontece que o pato bravo, além da cadela que enterrou viva, tem mais um cão e um gato. Já avisou que nem pensem em retirar-lhe o cão.
Espero que os jornais me informem quando lhe forem retirar o cão. 
Não é por nada, é só para saber se os construtores civis estão acima da lei.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXVI)


Desde Berlim, brisa nocturna a fustigar-me, faço a mesma pergunta que Adriano Correia de Oliveira. 
A diferença é que dirijo a pergunta à Europa e não ao meu país...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXV)


Esta não faz parte da minha discoteca mas nesta noite não podia escolher outra
Tenham uma Boa Noite e aproveitem bem o feriado. 
Viva o 25 de Abril!

Filhos do Desespero

Num tempo em que a normalidade é ver os blogs desaparecer, eis que estou aqui a dar notícia do nascimento de um novo blog.
Mais do que divulgar  " Filhos do Desespero", venho pedir-vos que vão até lá e vejam o  projecto que o CN Gil nos propõe.
É um projecto solidário promovido por quem não fica indiferente ao sofrimento dos outros. Ele explica como surgiu a ideia.
Aqui fica apenas um excerto do seu texto

"Estava na minha hora de almoço e via as noticias do dia quando me chega à atenção um vídeo. Era um excerto de um noticiário Turco. Numa reportagem, após mais um bombardeamento em Alepo, uma criança atingida por estilhaços era operada de urgência sem as mínimas condições. Sem anestesia, uma vez que nada há disponível por aquele canto martirizado do mundo.
A criança gritava os versos do Corão como um mantra, tentando desviar a sua atenção do sofrimento e dor, enquanto o médico a operava.
No final da reportagem os repórteres choravam no estúdio de televisão. Eu também(...)".

domingo, 23 de abril de 2017

Dia do Postal Ilustrado (50)

 

Como ontem vos disse, ausentei-me por uns dias. É a primeira vez que saio do país desde que foi diagnosticada a minha doença em Julho de 2015. Há quase dois anos, portanto. 
Não querendo interromper esta série, envio-vos um postal bastante actualizado da cidade onde vim passar uns dias. 
Fiquem bem. Até breve. 

sábado, 22 de abril de 2017

Memórias em vinil ( CXIV)





Vou deixar-vos durante uns dias, mas continuarei a  trazer-vos "Memórias em vinil" para vos dar as boas noites, durante a minha ausência. Também ficarão alguns posts agendados.
A forma mais apropriada que encontrei para vos dizer que espero encontrar-vos por aqui quando voltar, foi trazer Jacques Brel com esta canção imortal.
Fiquem bem e... "Ne  me quite pas"

Sporting-0 Benfica-2

Isto não é um prognóstico do jogo. É mesmo a realidade, mas em número de mortes.
Até este momento, os adeptos do Benfica já mataram dois adeptos do Sporting.
Espero que os sportinguistas não retaliem e o resultado não se avolume.
Agora a sério:acabem rapidamente com esta gentalha medíocre, antes que esta corja de energúmenos acabe com o futebol. 
Compreendo que é difícil, dados os antecedentes e o "curiculum"mas é altura de LFV se demarcar desta gente.  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXIII)


Termino esta semana de recordações de música latino-americana de intervenção, com um intérprete português poucas vezes recordado: Luís Cília. 
Escolhi dois temas: Má Reputação (acima) e outra do álbum Marginal que faz parte da minha discografia ( Romance de Lulu do Intendente)




Boa noite e bom fim de semana

Et Vive La France


Ontem à tarde, quando este post começou  a germinar na minha cabeça, estava bastante entusiasmado e optimista em relação às eleições francesas do próximo domingo.
Encarava, então, o facto de haver quatro candidatos em condições de passar à segunda volta, muito mobilizador e  emocionante. Há já muito tempo que não se assiste a uma eleição tão cerrada, sem vencedor à partida e, melhor ainda,  a luta não se reduz a dois candidatos nesta primeira volta. Por outro lado, a ascensão de Melenchon na última semana, permitia equacionar um cenário para a segunda  volta em que, pela primeira vez, algumas sondagens retiravam Le Pen da corrida. 
À noite, a notícia do atentado  no coração de Paris alterou o meu estado de espírito e, pior ainda, poderá ter alterado substancialmente as intenções de voto dos franceses. À partida, a grande beneficiada será Marine  Le Pen o que me leva a equacionar a hipótese  de o acto terrorista ter tido uma mãozinha atrás do arbusto. 
Nunca saberemos em que medida o atentado irá alterar as intenções de voto dos franceses, mas sabemos que Hamon, o candidato oficial do PS, não entra nestas contas. Significará isso o início do fim do PS francês?
No último domingo, os turcos foram às urnas para dizer ao mundo que o caminho mais directo e pacífico para a ditadura, é a democracia. O que mais desejo para o próximo domingo, é que os franceses resgatem a democracia.

Há coisas piores do que apanhar uma bebedeira



Foi há mais de década e meia que pela primeira vez me surpreendi ao ver miúdos no recreio de uma escola dos arredores de Lisboa, exibindo armas. 
Na altura questionei a directora da escola que me respondeu saber o que se passava, mas ser impotente para impedir a entrada dessas armas, por falta de meios. Terá chegado a confrontar alguns pais com a situação, os quais reagiram com indiferença. Um deles terá mesmo dito que tinha sido ele a oferecer a arma ao filho, para que se pudesse defender.
Esta escola ficava num meio muito problemático da margem sul, pelo que admiti ser um caso isolado.
Ao longo dos anos pude constatar que estava enganado. Não só presenciei a mesma situação em várias  escolas, como fui confrontado com o facto de não ser exclusiva de bairros problemáticos.
Como não acredito que  as armas em mãos de miúdos com 14 ou 15 anos  tenham sido compradas por eles, esbocei um sorriso ao ler que os pais "EXIGEM" mais psicólogos nas escolas para prevenir estas e outras situações potencialmente geradoras de actos de violência.
Confesso que tive saudades dos meus tempos de juventude, quando havia métodos bem mais eficazes e baratos para combater a violência nas escolas, mas depois pensei melhor e concluí que estava a ser injusto.
No meu tempo  as crianças viam os pais diariamente e eles assumiam a sua função de educar, não a remetiam para a escola. O que era bom, porque havia poucos psicólogos. Hoje há psicólogos à fartazana  e muitos não encontram emprego. 
Já agora, os psicólogos  podiam também  ensinar os meninos que não é muito bom andar uma semana bêbado quando se tem 15, 16, 17 ou 18 anos. E de caminho aproveitavam para dizer aos paizinhos que deixar miúdos de 13, 1 4 e 15 anos dormir duas ou três  noites ao relento, para "guardar lugar" num concerto, também não é muito aconselhável.
Pronto, admito... sou um psicólogo falhado e à moda antiga. Por isso  acabei jornalista e estou aqui a reconhecer  que há coisas bem piores do que  andar bêbado durante uma semana. Quais? Ir para a escola com uma arma de fogo ou uma faca de ponta e mola, por exemplo.  

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Memórias em vinil ( CXII)


Claro que o Zeca não podia faltar neste evento...

Tens um lugar para mim na tua cama?



Ainda sou do tempo  em que as pessoas se horrorizavam (justamente) com o sistema da “cama quente” praticado com naturalidade na China. Para quem não saiba, a “cama quente” era assim designada porque nela se deitavam, por turnos, dois ou três trabalhadores diariamente. Não tendo dinheiro para pagar o aluguer de uma cama, acordavam dividi-la com um ou dois outros trabalhadores.
Este era apenas um dos casos  apontados  como exemplo do miserabilismo dos regimes comunistas. Vi muitas consciências ocidentais atormentadas com esta prática. Particularmente tugas em Macau, que ocupavam lugares subalternos  na administração pública em Portugal, mas ao fim de poucos meses de estadia no Território, se pavoneavam em carros pretos do governo conduzidos por chineses às vezes com mais habilitações que os pialsróprios.
Não sabiam os tugas, nem muitos ocidentais escandalizados que a “cama quente” ( como outras situações que abordarei noutro dia) era uma prática corrente na Inglaterra da senhora Thatcher e continua a praticar-se em vários outros países, incluindo Portugal.
Nos últimos anos, sob o nome de “economia de partilha”,  tornaram-se florescentes práticas  “inovadoras” anteriormente apontadas como  exemplos de miséria.
No sector da habitação tudo terá começado com o “short renting” e  a partilha de  casa, hoje tornada prática usual, para bem do turismo e das contas bancárias dos senhorios, mas para desgraça da vida nas cidades. Não me refiro, obviamente, ao aluguer de quartos a que alguns proprietários recorrem para completar a parca reforma e  inquilinos usam para  pagar a renda. Essa prática é ancestral, mas hoje em dia não é exclusivo de estudantes ou trabalhadores deslocados.
Na verdade, tornou-se prática corrente alugar quartos em vez de casas, o que permite aos senhorios obter um maior rendimento.
Mais recente é a prática de alugar camas, em vez de quartos. O preço de aluguer de uma cama, em Lisboa, atinge já os 275€/mês. Ora, a partir daqui, as contas são muito fáceis de fazer:s
Um senhorio tem um T4 para arrendar. Na melhor das hipóteses conseguiria arrendá-lo por 2000€/mês mas, se em cada quarto colocar 6 camas ( belichs) 250€, consegue um rendimento de 4 mil e quinhentos  euros mensais  ( o I RELATA CASOS DE QUARTOS COM 8 CAMAS) livres de impostos, porque não passa recibos.
Chamam a isto “ arrendamento partilhado”. Muito moderno. Eu dou-lhe outro nome que não reproduzo. Limito-me a reconhecer que, face à inabilidade de sucessivos governos para fazer uma lei de arrendamento em que   os senhorios deixem de ser “agentes” da segurança social e os inquilinos vítimas de exploração desenfreada, os senhorios  descobriram uma mina de ouro e algumas start ups uma forma de enriquecer à custa dos senhorios.

Face à evolução contínua desta maravilhosa economia de partilha, sou levado a pensar que, não tarda nada, a prática da “cama quente” expandir-se-á inexoravelmente em Portugal. E, já agora, porque não alugar camas à hora, como nos bordéis disfarçados de pensões casas de massagens? Desde que tenha como base o sistema capitalista, onde impera a lei do mais forte e o chico espertismo, ninguém verá problema. Nos países comunistas  essa prática é inadmissível e degradante, porque avilta a condição humana. No neo liberalismo selvagem, dizem que é o mercado a funcionar. Por isso, também não é de desdenhar a hipótese de um novo governo Pafioso vir a  legalizar o arrendamento de contentores e, porque não, a ser um dos primeiros promotores dessa prática.

Overbooking

Umas cenas passadas na "América" e a comunicação social tuga, embasbacada, desatou a falar e escrever sobre overbooking.
Há 20 anos que há legislação nesta matéria, mas a comunicação social trata o assunto como se tivesse acabado de fazer uma grande descoberta.
Como (quase) sempre acontece quando a imprensa segue a moda "Maria Vai Com as Outras", tenho lido por aí muita asneira.
Para que não restem dúvidas e não haja por aí quem pense que pode ser "expulso" de um voo por dá cá aquela palha, fui recuperar excertos de um texto que escrevi sobre o assunto, quando a mais recente legislação foi aprovada.

No caso de chegar a um aeroporto e a companhia lhe disser que não pode embarcar porque o voo está em overbooking ( leia-se: a empresa vendeu mais bilhetes do que os lugares disponíveis) exija que os seus direitos sejam respeitados.
 As transportadoras aéreas são obrigadas a:
- Encontrar voluntários dispostos a desistir das suas reservas em troca de certos benefícios (por exemplo, milhas aéreas, títulos de viagem, dinheiro,direito a bilhetes extra ou a lugares em classe superior noutros voos);
- Oferecer  a opção entre um reembolso total da reserva anterior ou um reencaminhamento;
Durante o tempo de espera terá direito à assistência prevista para os casos de atrasos; 
-No caso de a companhia não encontrar um voluntário que ceda o lugar  e  não puder embarcar terá direito a:
- Voo alternativo ou reembolso do preço total do bilhete;
- Indemnização;
- Assistência em terra durante o período em que aguarda o próximo voo ( refeições, alojamento, etc)


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Memórias em vinil (CXI)


Esta noite deixo-vos com Pablo Milanes e Yolanda
Boa noite!

Salvar as livrarias?



Há por aí uma corrente  ( creio que ainda não chegou ao nível da petição) pedindo que se salvem as livrarias do Chiado.
Compreendo mas parece-me oportuno recordar que não há livrarias sem leitores. Ou melhor... sem gente que compre livros. 
Viajo bastante de metro e algumas vezes de comboio. Faço-o há muitos anos e apercebo-me que há cada vez menos  gente a ler livros durante os percursos. A maioria das pessoas vai agarrada ao smartphone a enviar mensagens ou a jogar, muitas vão grudadas ao telemóvel e são raras as que vão a ler um livro. E dessas poucas, nem todas lêem livros em papel. Noto mesmo que há cada vez mais pessoas a ler livros no formato digital. Logo, gente que não precisou de ir à livraria para os adquirir. 
Eu, consumidor compulsivo de livros, com mais olhos do que barriga ( leia-se sem tempo para ler todos os que vou comprando, ou recebendo de oferta) e que todas as semanas vai a uma livraria, constato que habitualmente estão quase vazias.  Vejo-as a fechar por toda a parte. não é só no Chiado. A única livraria decente  que havia em Cascais ( a Bulhosa, no Cascais Villa) fechou no mês passado. 
Faço rewind e tento lembrar-me da última vez que entrei numa livraria do Chiado. Foi ano passado, em Abril, quando fui ao lançamento do livro da Helena Ferro Gouveia, " Domadora de Camaleões".
Foi num final de tarde soalheiro, na livraria Ferin. 
A Ferin esteve mesmo para fechar. Foi salva ao soar do gongue por outra livraria, a Ler Devagar. Leio que vai ter um bar na cave. Ou seja, procura-se atrair consumidores de livros, oferecendo-lhes um bar. Não tenho nada contra, mas duvido que resulte. É que meia dúzia de metros acima há gente a comprar livros na FNAC mas, subindo a Garrett, encontro a Bertrand e a Sá da Costa às moscas.
Não há volta a dar. Os leitores que ainda compram livros são cada vez menos exigentes nos espaços e nas leituras. Passar umas horas numa livraria, já não é muito comum. Comprá-los, parece ser mais estimulante e mais barato no supermercado, onde abunda a literatura light.
As pessoas hoje em dia querem tudo light. Da Coca Cola ao iogurte, passando pelos filmes, pelas notícias, pelas séries televisivas, as pessoas fogem de tudo o que as obrigue a pensar. Perdeu-se a cultura da exigência. Até nos blogs, onde antes se reflectia, hoje a tendência é simplificar. Textos curtos e de preferência superficiais. E foi assim que  "virou moda" ler resumos dos livros, em vez dos textos originais.
 "É mais fácil, perde-se menos tempo, não temos de ler aqueles rococós todos e percebe-se na mesma a ideia do autor"- justificava há  dias um jovem,  durante uma "tertúlia" promovida por uma associação de estudantes.
As pessoas querem viver num mundo de facilitismo e  fantasia que as distraia da realidade. Nesse mundo talvez existam livrarias, mas dificilmente se encontra literatura. E ainda menos leitores...

Os meninos à volta da cerveja...


Na última semana tive a oportunidade de perceber o erro de interpretação que fizemos relativamente à frase de Dijsselbloem.
Na verdade, vi  centenas de calvinistas ( especialmente alemães) agarrados à cerveja todo o dia, mas muito raros os que se agarravam às mulheres.
Afinal, o que separa os povos do sul dos calvinistas e huguenotes do norte, é "apenas" uma questão de prioridades.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Memórias em vinil (CX)


Tive muita dificuldade em escolher um tema de Mercedes Sosa, porque cada canção desta mulher argentina é uma pérola.
Optei por este Unicornio. Mas não é por ser azul...
Boa Noite

O Beijo da Mulher Aranha



Mentiria se vos dissesse que nunca fui surpreendido pelo inesperado beijo de  uma mulher. Felizmente isso aconteceu algumas vezes. A primeira  vez tinha eu 14 anos e ela 16. Aconteceu no então imaculado areal de Benidorm e os leitores que seguem o CR há mais tempo já sabem o que sucedeu depois: fomos ambos parar à esquadra e os nossos pais tiveram de pagar uma multa por "ofensa à moral pública" protagonizada pelos seus rebentos.
Foi no entanto entre os 30 e 45 anos - idade em que, modéstia à parte, as mulheres me achavam muita piada- que mais vezes fui alvo de inesperadas ( mas quase sempre saborosas) investidas femininas. Escrevo "quase  sempre" porque uma vez houve em que estando com um grupo numa  discoteca,  a curtir um desgosto amoroso, uma senhora tentou "curar-me" fazendo um feroz ataque que culminou com um esplendoroso beijo no meio da pista. A minha reacção foi intempestiva e deixei-a a dançar sozinha, o que me viria a valer o epíteto de "maricas". 
Confesso, com pesar, que errei, estou francamente arrependido e estou há muitos anos a ser castigado. Na verdade já não me recordo da última vez em que fui alvo dessas manifestações arrebatadoras. Há muitos anos que sou obrigado a tomar a iniciativa. 
Hoje poderia estar aqui a celebrar o dia em que os lábios de uma mulher se  voltaram a cruzar com os meus, por iniciativa feminina, não se desse o caso de a cena que vos passo a relatar ter contornos de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.
 A  cena passou-se há umas semanas quando tive de ir a Lisboa. Ao chegar a casa fui à caixa de correio ver a correspondência e encontrei uma carta  com um remetente inesperado e surpreendente.
Sem pedir autorização, Assunção Cristas violou a minha caixa de correio com propaganda obscena. Começa por me informar que vai candidatar-se à CML - até aqui tudo bem- mas depois promete fazer política PELA POSITIVA. É aqui que começa a pornografia.
 Uma fulana que tudo fez para demitir o ministro das finanças que credibilizou o país, não se coibindo de pedir a violação do artº 34 da CRP; que está constantemente a acusar o governo de não cumprir as suas promessas; que tem a lata de me dizer que  o país deve muito a Paulo Núncio e finge desconhecer as acusações de favorecimento à Mota Engil que impendem sobre Paulo Portas , envia-me uma fotografia e escreve-me uma carta a dizer-me  que quer fazer política PELA POSITIVA?
Isto já era suficiente para a acusar de violência doméstica, mas Assunção Cristas remata a epístola, enviando-me um beijinho.
Ora aqui é que a porca torce o rabo, porque a minha mulher  não conhece a Cristas de lado nenhum e ao ver aquela fotografia e a mensagem do beijinho,  ficou a pensar que eu a ando a trair.
Fique sabendo, D. Cristas, que pode candidatar-se à CML, à Presidência da República ou da Associação Recreativa da Marmeleira, mas não precisa de me avisar, pois estou-me nas tintas. O que não admito é que me ande a invadir a caixa do correio e a mandar beijinhos, provocando com esse atrevimento desavenças familiares. ENTENDIDO? 

A Rede: diz-me com quem andas...


Pedro Correia ( ex -jornalista, reciclado em consultor de comunicação depois de uma passagem pelo gabinete de Miguel Relvas)  e Rodrigo Gonçalves ( ex- autarca considerado como "um dos caciques com mais influência em Lisboa, )  escreveram este livreco com o subtítulo "Um Guia para compreender o sistema político português".
Se era para isso, não precisavam de se incomodar a escrever o livro, nem percorrer o país em sessões de lançamento. Um jornal on line, sem ter necessidade de derrubar árvores,  explica como os "Gonçalves" fazem política. 
Próximo de Passos Coelho, que o colocou em lugar destacado na lista para o Conselho Nacional do PSD, (apesar de ter sido condenado por agressão a um outro dirigente do PSD) Rodrigo é filho de outro Gonçalves que "controla" as Avenidas Novas.
Vale a pena ler o artigo, para se perceber melhor qual é  o conceito de  transparência  de Passos Coelho. E, já agora, para ficar melhor elucidado sobre  a credibilidade de quem escreve Política de A a Z para nos explicar " o sistema político português".  

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Memórias em vinil (CIX)




Não sei se os leitores ainda se recordam deste evento que está a decorrer em Lisboa
Caso não se recordem, sigam o link e perceberão a razão de as Memórias em vinil, esta semana, serem preenchidas com intérpretes "revolucionários".
E começo com uma senhora. Chama-se Violeta Parra, não precisa de apresentações e este tema também não precisa de ser identificado.
Boa noite e uma boa semana.
.

Modas perigosas



Entre os muitos movimentos estúpidos gerados por uma cultura democrática assente no primado do"EU", surgiu uma trupe  antivacinação que reclama a liberdade de não vacinar os filhos.
Essa gente, mentalmente diminuída, entende que não sendo os filhos propriedade do Estado, cabe aos pais decidir se vacinam os filhos.
Alguém devia explicar a esses seres antisociais que a liberdade acaba no momento em que põe em perigo os direitos fundamentais da sociedade. 
A DGS reconhece haver uma epidemia de sarampo em Portugal, provocada por falta de vacinação. Segundo Francisco George não haverá razões para alarme, porque a quase totalidade da população portuguesa ( mais de 98%) foi vacinada, já que nasceu num tempo em que a vacinação era obrigatória e os paizinhos ainda não tinham estupidificado com as modas que lhes chegam da estranja via redes sociais.
Por razões de saúde pública sou favorável à vacinação obrigatória, para evitar novos surtos epidémicos, como acontece nos EUA  desde 2014
Mas vou mais longe: os pais que se recusem a vacinar os filhos devem ser responsabilizados criminalmente, por estarem a pôr em perigo a vida dos filhos, ser privados de benefícios fiscais e impedidos de aceder ao Serviço Nacional de Saúde. 
Chamem-me radical, fascista, ditador, ou mesmo parvo se  quiserem, mas tenho direito a exigir não  pagar a irresponsabilidade de uns quantos que se julgam muito modernaços
E, já agora, as pessoas que vão para a rádio dizer que a  epidemia é culpa dos refugiados deviam ser internados em campos de reeducação, até aprenderem a ser civilizados.

A legítima aspiração encarnada

Compreendo perfeitamente a euforia dos benfiquistas após o empate do FC do Porto em Braga. É a  primeira vez que ganham o tetra no seu historial, feito que adeptos de FC do Porto e Sporting  já celebraram há muito. Quanto aos portistas até já celebraram um penta campeonato, facto inédito em Portugal.
A euforia justifica-se, também, porque há mais de 50 anos que o Benfica não ganha nenhum título além  fronteiras. Foi há tanto tempo que os encarnados venceram a Taça dos Campeões Europeus, que a  maioria dos adeptos benfiquistas nunca celebrou, pelo que não sabem o gosto que isso tem.
 Essas duas míticas Taças Europeias que o Benfica venceu no início dos anos 60 são uma lenda que os  seus adeptos querem  tornar real. É legítimo.
Eu, que já vi o FC do Porto levantar por duas vezes a Taça que premeia o melhor clube europeu ( uma delas neste século), vi o meu clube erguer  uma Taça UEFA, uma Liga Europa e duas Taças Intercontinentais, compreendo bem a ansiedade dos adeptos benfiquistas.
A euforia pela conquista do tetra é, por isso, muito compreensível. Pessoalmente ainda vibro com os inúmeros títulos nacionais e internacionais conquistados nos últimos 20 anos. Fazem parte da minha vivência, não são histórias que ouvi contar a pais e avós.  Por isso, comemorar um tetra não me levaria a sair à rua. E muito menos a apoucar os adversários que os conquistem. 
Compreendo a euforia dos benfiquistas, porque muitos deles sabem que se não fosse este ano, provavelmente nunca mais teriam oportunidade de comemorar a conquista de um tetra durante a sua vida. 
Admito, por isso, que no próximo ano  queiram conquistar o penta. E, num futuro próximo, que aspirem a comemorar, finalmente, a conquista de uma Liga dos Campeões, que nunca conseguiram trazer para a Luz. São aspirações legítimas. Eu também as tive e, felizmente, já pude saborear e celebrar tudo aquilo que os adeptos benfiquistas ainda anseiam conquistar. 
Estou, por isso, de barriguinha cheia.


domingo, 16 de abril de 2017

Dia do Bilhete Postal Ilustrado (49)


Este Postal foi-me enviado na Páscoa de 1970, por uma amiga do Porto. Pareceu-me apropriado para vos desejar uma Páscoa Feliz.
No entanto, se preferirem, podem escolher este

sábado, 15 de abril de 2017

Memórias em vinil (CVIII)


Alguém me diz  que melhor  tema poderia aqui recordar na noite de hoje?
Boa noite e Páscoa Feliz

Chazinhos da Paróquia (12)



Esta semana sirvo os Chazinhos, acompanhados de amêndoas, neste carrinho que  roubei à minha colecção de postais antigos. Este é de 1968 e foi-me enviado por uma prima brasileira.  Este é  também o primeiro de três fins de semana prolongados. 
Sendo muito provável que pelo menos num deles, queiram descansar e relaxar num hotel paradisíaco, com bons livros por companhia e uma boa piscina para dar um mergulho, hoje apenas sugiro  hotéis e livros. Os percursos ficam à vossa escolha
Para começar, recomendo o Vidago Palace

Eu sei que já o recomendei uma vez nestes Chazinhos, mas tenho um especial apreço por aquele espaço  onde fui muito feliz .
Vá até lá e aproveite para ver "in loco" o ambiente em que se desenrola a série "Vidago Palace" que a RTP está a exibir nas noites de quinta feira. A série decorre durante a guerra civil espanhola. É fraquita mas imperdível para quem, como eu, tem magníficas recordações dos tempos em que passava lá uns dias de férias com os pais.

Ainda a norte- e para quem não dispensa água por perto- recomendo o  Rio Douro Hotel and Spa, uma unidade hoteleira que tem tudo para lhe proporcionar um fim de semana inesquecível.
Na região centro. a minha primeira sugestão vai para o Hotel do Palácio do Buçaco. Num ambiente prenhe de História e a envolvência da paradisíaca Mata do Buçaco, passe um fim de semana tranquilo em convívio com a Natureza.
Radicalmente diferente é o Hotel da Montanha, em Pedrógão Pequeno.
A vista sobre a barragem do Cabril é fantástica, a piscina muito agradável, o pessoal simpatiquíssimo e a localização estratégica para explorar a zona da Sertã e/ou da Lousã.
Finalmente, duas sugestões a sul
O Solar dos Lilases, em Mora, é uma boa sugestão para explorar o Alentejo, começando por visitar o Fluviário
Imperdível é a  Herdade de S. Lourenço do Barrocal.



Fica às portas da aldeia histórica de Monsaraz e a meia dúzia de quilómetros do Alqueva. Viva a experiência de um monte Alentejano, num ambiente familiar único.

Vamos agora aos livros
Factotum - Charles Bukowski
Foi o segundo romance de Bukowski, mas só agora chegou a Portugal. 

Em período pascal, O Evangelho Segundo Lázaro de Richard Zimmler é outra boa sugestão.
Finalmente, porque se está a assinalar o centenário de Fátima, " Em Teu Ventre" de José Luís Peixoto olha para as aparições numa perspectiva nunca antes abordada.
E pronto, por hoje é tudo. Renovo os meus votos de uma Páscoa Feliz e despeço-me em passo de corrida, porque ainda tenho de ir comprar o pão de ló de Margaride.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Memórias em vinil (CVII)


Na verdade, a versão de "Moon River" que tenho na minha discoteca é interpretada por Frank Sinatra, mas creio que esta é superlativa e mais adequada à noite de hoje.
Para ser perfeito, só falta acordar amanhã com um "Breakfast at Tiffany´s"
Tenham uma noite feliz

Reflexão Pascal

Nesta sexta feira santa é habitual reflectir. Este ano, a minha proposta não tem nada a ver com política. Tem a ver com todos nós e o que esperamos do futuro.
Pela minha parte não auguro nada de bom, enquanto mãezinhas e paizinhos não perceberem que devem educar os filhos com base no princípio de que a Liberdade não é uma dádiva. É preciso conquistá-la e saber merecê-la todos os dias.
Seria também extraordinário  que mãezinhas e paizinhos  percebessem que, na generalidade, os adolescentes dão mais  valor aos pais que oferecem alguma resistência, do que àqueles que se armam em modernaços e dão tudo de mão beijada. 
Também é bom que saibam que muitos dos maiores ditadores tiveram uma educação libertária, por isso, estão a criar  potenciais ditadores, em nome de princípios democráticos.
Finalmente, para que possam insultar-me à vontade, termino com um aviso às mãezinhas deste país. Abstenham-se de fazer estas figuras tristes, para que os vossos filhos não vos envergonhem quando forem crescidinhos. É que nessa altura eles vão dizer à Mãe  que foi uma perfeita idiota.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Memórias em vinil (CVI)

E como estamos na Páscoa, hoje trago George Harrison e "My Sweet Lord".
Votos de uma Páscoa Feliz. Com ou sem estas recordações...

A minha Páscoa


Ainda sou do tempo em que Jesus  morria na quinta feira santa ( ou seria na sexta?)   ao meio-dia e ressuscitava no sábado ao final da tarde.( Mais tarde passou a ressuscitar às 15 horas e, hoje em dia, confesso que não sei o horário...)
Na sexta-feira santa  visitavam-se não sei quantas Igrejas, onde as imagens dos santos estavam todas cobertas por um tecido roxo. Nunca encontrei ( ou será que  não me lembro?) explicação para aquele ritual. Como também nunca percebi  a razão  de algumas rádios encerrarem e  a Emissora Nacional  só emitir música sinfónica. 
Em muitas casas, entre as quais a dos meus pais, também só se podia ouvir música clássica ( e mesmo assim muito baixinho), o que  fazia com que aquele dia se tornasse insuportável, salvo quando encontrava boas desculpas para ir estudar em casa de amigos cuja família não considerava heresia ouvir os últimos êxitos musicais.
Não menos dolorosa era a prova alimentar. Sexta-feira comia-se pouco e apenas peixe. Felizmente a senhora Ana, cozinheira que quase me viu nascer, apiedava-se de mim e encontrava sempre maneira de, às escondidas, ludibriar o black out alimentar a que a minha Mãe chamava jejum e abstinência.
 Ultrapassada a difícil prova de sexta feira santa, o sábado amanhecia mais prazenteiro, porque aparecia o pão de ló  na mesa e sabíamos que no final do dia já podíamos ouvir música.
Mal Jesus ressuscitava, os sinos de todas as capelas anunciavam repicavam, anunciando a Boa Nova.
Como num passe de magia, a tristeza desaparecia, as pessoas começavam a cantar Aleluía e eu ia com os meus irmãos e pais a casa dos meus avós partilhar o momento de Alegria.
Finalmente chegava o domingo. Alambazava-me  com amêndoas e pão de ló de Margaride, mas só depois de passar o "Compasso".
Para quem não saiba, o Compasso nada tem a ver com aquele instrumento de desenho. Este Compasso era um cortejo comandado por um padre que levava  vários acólitos. Um  anunciava a chegada tocando uma sineta,   outro transportava a cruz, um outro encarregava-se de "desinfectar" a cruz  entre ósculos, com um bocado de algodão embebido em álcool.
O "Compasso"  entrava nas casas que o queriam  receber, davam a  beijar a cruz, recebiam um envelope do chefe de família, que era depositado num cofre transportado por um outro acólito, comiam e bebiam "qualquer coisa"  e passavam à casa seguinte.
Na minha infância e adolescência assisti a "Compassos" no Porto, em Santo Tirso e em S. João da Madeira. Pese embora algumas diferenças entre eles (mais visíveis nas manifestações de Fé dos crentes que recebiam a cruz, do que no "modus operandi") tinham um ponto em comum: terminavam com um grau de alcoolismo dos participantes bem visível, sem necessidade de recurso ao teste do alcoolímetro.
A Semana Santa de hoje nada tem a ver com a do meu tempo. Já não se trocam presentes, o Compasso ( pelo menos nas cidades) passa quase despercebido,em várias localidades o "Compasso" passou a sair à rua "motorizado",poucos sabem o dia em que Jesus ressuscita ( quanto mais a hora...)  e as bebedeiras passaram a ser protagonizadas por jovens em praias espanholas, muitas horas antes da morte de Jesus.
Dizem que é sinal dos tempos, que já não há Fé como antigamente. Talvez... mas creio que a explicação mais verosímil é outra. No meu tempo gritava-se Aleluía que rimava com Alegria. Hoje grita-se Alelúia, que não rima com porra nenhuma.
Tenham uma Páscoa Feliz.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Memórias em vinil (CV)


Porque hoje se assinalou o Dia do Beijo, recordo este grande sucesso de Lena d'Agua. Ela bem merece esta homenagem, pela coragem num demonstrada ao regressar ao contacto com o público aos 60 anos. E logo num Festival da Canção.
Boa noite com muitos beijinhos.

Caiu o último reduto do Coelho

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) tem sido considerado um órgão de apoio a Passos Coelho, pelas posições críticas que tem tomado em relação às contas do governo.
Passos Coelho decidiu cavalgar a onda e esticou a corda com as falsidades a que nos habituou. AZAR! 
Embora o governo continue a contestar as contas de  CFP( por sem pessimistas e desmentidas pela realidade) o órgão presidido  acaba de divulgar um relatório absolutamente arrasador, que destrói todo o discurso de aldrabão de feira que faz parte da estratégia laranja.
Depois de o INE ter revisto o défice de 2016, fixando-o em 2% e o Banco de Portugal ter revisto em alta o crescimento para 2017, o relatório do CFP é o golpe de misericórdia em Passos Coelho, Marilú e restante trupe de idiotas que lidera o PSD.
Politicamente, não se pode dizer  que Passos Coelho vai ter uma Páscoa Feliz.

A Incrível Almadense (actualização)


A Incrível Almadense é uma respeitabilíssima sociedade filarmónica,  cultural e recreativa, com mais de um século de vida ( completará 170 anos em 2018). 
Esta  prestigiada colectividade não é, todavia, a razão deste post. Trago-a à colação, a propósito de uma notícia que me chegou ontem à noite:
Maria Luís Albuquerque ( sim, essa mesma, a Miss Swaps, nº 2 do PSD, ex-ministra das finanças e mulher de mão de Passos Coelho)  vai ser a candidata do partido  laranja à  Assembleia municipal de Almada.
Inicialmente pensei que fosse notícia do Inimigo Público, mas afiançam-me que é mesmo verdade.
Assim, mesmo reconhecendo que é um abuso, peço as minhas desculpas à Incrível Almadense, mas não encontrei título mais apropriado para esta escolha do dandy de Massamá.
Em tempo: Maria Luís será candidata à Assembleia Municipal e não à Câmara. Do mal o menos. É só para dar o nome. Depois fará como Teresa Leal Coelho em Lisboa. Só lá vai quando não tiver mais nada para fazer

terça-feira, 11 de abril de 2017

Memórias em vinil (CIV)


Poucas vezes lembrada, Mariane Faithfull teve uma carreira de sucesso até ao momento em que se separou de  Mick Jaegger  e se deixou apanhar pelas drogas.
A partir daí tornou-se uma cantora/actriz intermitente.
Nesta primeira aparição nas Memórias em vinil, recordo o seu primeiro grande sucesso em 1964 com "As tears go by", tema composto por Mick Jaegger e Keith Richards.
Boa noite!

Anda comigo ver os aviões




Há uns anos, quando Sócrates avançou com a ideia de construir um novo aeroporto, a blogosfera incendiou-se em discussões sobre  a sua localização ( OTA ou o deserto da margem sul)  e a indignação com o  despesismo que seria a construção de um novo aeroporto de raiz.
A ideia foi abandonada por razões sobejamente conhecidas.
Com o decorrer dos anos e o aumento explosivo do turismo, o aeroporto da Portela tornou-se demasiado pequeno e a necessidade de encontrar uma alternativa inadiável.
O actual governo reconhece  não haver dinheiro para construir um novo aeroporto, mas sabe que já não há tempo para adiar e, assim, optou por aproveitar a BA do Montijo para criar um novo espaço para as companhias aéreas.
Tanto bastou  para   gente que há anos se opunha de forma determinada à construção de um novo aeroporto,sair da toca para  protestar contra a solução encontrada e defender agora o que rejeitava há meia dúzia de anos: a construção de um  novo aeroporto.
Eu não percebo nada de aeroportos,  mas há muito tempo que reclamo o encerramento da Portela e a criação de um novo aeroporto. Posso estar errado mas, pelo menos, mantenho a coerência. Só não saio a defendê-la porque sou coerente até ao fim e continuo a dizer que o encerramento da Portela e construção de um  novo aeroporto- apesar de ser a solução ideal- é inviável, por agora, por falta de dinheiro. Ora lá diz o "pípal" que "quem não tem dinheiro não tem vícios, por isso avance-se para o Montijo. E rapidamente, para não acontecer com o aeroporto, o mesmo que aconteceu com a construção de uma bateria de costa na Pedra de Sal ( S. Pedro do Estoril).
A discussão sobre a necessidade de montar a bateria para proteger a nossa costa de ataques militares foi tanta, que quando Salazar anuiu já o dia D estava programado e a bateria só foi montada depois de a guerra terminar.

Mãe há só uma? Que pena!


Os distúrbios de estudantes portugueses em Espanha já são tão banais, que eu  nem pensava escrever uma frase sobre o assunto. 
Esta manhã, porém, soube através de uma estudante que lá esteve que muitos daqueles estudantes passaram a semana inteira bêbados, apesar de o hotel ter cortado o bar  aberto ao segundo dia.
A primeira pergunta que fiz foi:
- Mas  qual é o hotel que aceita receber 1000 estudantes, finalistas do ensino secundário, prometendo bar aberto?
Só encontro duas hipóteses. Ou o hotel agiu com reserva mental e nunca pensou satisfazer essa exigência, ou o operador turístico engrominou os estudantes garantindo uma regalia que não tinha acordado com o hotel. A primeira hipótese parece-me a mais provável. Ao fim de tantos anos, os hoteleiros espanhóis aprenderam a ganhar dinheiro com os jovens tugas.
Mas nada disto tem importância, depois de ver as declarações à TVI desta Mãe  de um aluno, para justificar os excessos:
 Tenho pena de mães que falam assim mas tenho ainda mais dos filhos, porque não podem trocar de Mãe.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Memórias em vinil (CIII)



Este mês vai haver muita música portuguesa nestas memórias.
Para hoje escolhi uma canção de Sérgio Godinho muito apropriada para assinalar o que ontem se passou a nível desportivo em Moreira de Cónegos.
Boa noite e boa semana.

How Much? vs Keito Chin?



Sabe-se muito pouco sobre as conversações entre Trump e Xi Jinping, mas não me parece que a decisão de Trump atacar a Síria, durante o encontro tenha sido ajuizada.
Se pretendia mostrar ao líder chinês a sua determinação em atacar a Coreia do Norte, caso Xi não meta Kim na ordem, errou em toda a linha. Os chineses não se impressionam com ameaças e, muito menos, com fanfarronices. Limitam-se a esperar que o fanfarrão se espete ou, em última análise, a explorar as suas fraquezas.
Mais do que uma disputa geoestratégica entre os dois países, está em causa o domínio comercial. Ou seja, é tudo uma questão de guito.
O diálogo entre os líderes das duas superpotências tem tudo para ser um fiasco.  Deveria, por isso, decorrer com esta canção dos Abba (ver vídeo ) em fundo.
Trump ainda não terá percebido que colocar barreiras aos produtos chineses tem um efeito boomerang, que atinge os EUA. A indústria norte-americana está muito dependente da China. Não há nenhum equipamento nos lares americanos  que  não tenha  uma  percentagem significativa de componentes produzidos em território chinês. Pensar que a substituição é fácil revela optimismo e, sobretudo, ignorância.
Mas se a balança comercial entre os dois países é francamente favorável a Pequim- e não vislumbro condições  para atenuar esse desequilíbrio- também é preciso equacionar a fatia que cada um dos países tem  no comércio mundial. No fundo, é esse domínio que interessa a ambos, mas a perspectiva com que olham para essa questão não é a mesma.
Trump quer  que os EUA sejam dominantes, nem que para tal tenha de recorrer à força bruta ( as ameaças à Coreia do Norte e o ataque à Síria enquadram-se na sua estratégia). 
Xi Jinping pretende o mesmo, mas quer chegar lá pela via da persuasão. Ao contrário de Trump, não tem pressa. A sua estratégia assenta num jogo de paciência e desgaste do adversário. O uso da força não impressiona Pequim, mas Xi não hesitará em fazer uso dela se for necessário.
Os próximos tempos serão de incerteza até se saber se no mundo do comércio global,prevalece o "How much", ou o "Keito Chin". Muito provavelmente, só o saberemos depois de um conflito. Que poderá ter começado a ser pensado e planeado, no íntimo de ambas as partes, no final da reunião de dois dias em Mar A Lago.

domingo, 9 de abril de 2017

Benfica Papers

Só os ingénuos ficam surpreendidos com estas manobras de João Gabriel y sus muchachos.
O que me irrita é continuarem a insistir que são puros e só perdem campeonatos quando são "roubados" pelos árbitros, ou os outros clubes beneficiados.
O infantilismo do departamento de comunicação do SLB é absolutamente normal. Está em consonância com a equipa dirigente.

Dia do Bilhete Postal (48)

Marselha 1958. Mais um postal enviado pela minha irmã, durante a lua de mel.

sábado, 8 de abril de 2017

Memórias em vinil (CII)

A música portuguesa  tem andado bastante ausente, porque na verdade não tenho muitos discos em vinil de música ligeira. Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Luís Cília , Antonio Variações, Carlos Mendes e Rui Veloso são, conjuntamente com algumas colectâneas de música portuguesa, as únicas presenças na minha "vinilteca". Neste mês de  Abril terei oportunidade de trazer aqui outros temas., 
Para hoje trago um dos mais belos temas de Carlos Mendes, extraido do LP " Carlos Mendes canta Joaquim Pessoa", que considero o melhor disco do Carlos.
Boa noite e bom domingo

Chazinhos da Paróquia (11)


Está um belo fim de semana, mas porquê ir a correr para a praia? Ainda tem muito tempo para se bronzear, por isso aproveite o fim de semana para um programa ao ar livre, mas diferente de uma ida à praia. Que tal um passeio de barco?
Está nessa? Então  sugiro-lhe que escolha um hotel  para pernoitar aqui. Alternativas não faltam.  Pela manhã dê um passeio na ria. 
Eu sei que além de não resistirem a um belo passeio de barco ainda vão cometer  um grave pecado, mas o motivo compensa, pelo que não se arrependam de, uma vez por outra, serem gulosos. A vida sem pecados devia ser uma chatice.

Depois de uma bela caldeira enguias ( eu não aprecio, mas há quem "dê a vida" por uma) acompanhe o café com ovos  moles e vá "desmoer" até uma das belas praias das  redondezas.
Mas, se quiser ser mais arrojado,  em vez de dormir na cidade hospede-se na Pousada da Murtosa e, logo pela manhã, sorva o ar puro da ria. 
Depois do pequeno almoço ( onde não faltam os ovos moles) dê um passeio num moliceiro à moda antiga. Uma reserva com antecedência permitirá prolongar o passeio pela tarde e comer a caldeirada a bordo.
Aproveite o fim de semana para  ir a Estarreja ver a exposição de fotografia do veterinário Jorge Bacelar. 
"A Nossa Gente" - inspirada na actividade profissional do autor- revela rostos de agricultores e os seus animais. 

Dê também um salto até Ílhavo para visitar o Museu da Vista Alegre. Conheça a história da fábrica, fundada no século XIX (1824)  as vivências dos trabalhadores e passeie no Bairro Operáro.
Não deixe de ver o Museu de Porcelana e a Fábrica de Cristal Atlantis. Nesta, pode assistir ao fabrico de peças  e  fazer algumas compras.
Cereja no cimo do bolo é pernoitar no hotel Montebelo Vista Alegre. Viverá uma noite inesquecível, num espaço muito peculiar
Com este tempo, ninguém quer saber  de cinema, pois não? 


Já a companhia de  um bom livro é indispensável. Especialmente neste mês do Livro e da Leitura.
A minha sugestão para este fim de semana é: 
 O Leitor do Comboio- ( Jean Paul Didierlaurent)
Primeiro livro do autor francês, tem como personagem principal um tipo que ocupa a vida a salvar livros que outros qurem destruir. Mas como não consegue salvar os livros completos, arranca-lhes págias que lê em voz alta durante as viagens de comboio. Um livro interessante que é um poema de transgressão.
E pronto, caros amigos. Por hoje é tudo. Tenham um EXCELENTE fim de semana.