sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (30)

Esta canção, interpretada por  John Lennon, fica muito bem a encerrar este ciclo de canções de natal
Até 2017. Que seja um  ano de muito boas colheitas para todos vós é o que desejo a todos os leitores do CR.
A partir da próxima semana, as Memórias em Vinil voltam ao formato normal. Vou tentar surpreender-vos com canções que andam perdidas pelos sótãos das recordações.
Desde já fica prometido que em 2017 e a começar em Janeiro, vai haver rubricas novas e boas surpresas por aqui. Apareçam!

Prémios Escorpião de ouro ( INTERNACIONAL)

Por engano, ontem voltei a publicar os prémios nacionais. Peço desculpa aos leitores pelo lapso. Aqui ficam, então, os prémios internaionais

Prémio Barco do Amor - para o empresário americano que fechou a empresa durante 5 dias e levou os funcionários para um cruzeiro nas Caraíbas

Prémio Elle était si jolie – Para a UE, depois de ter sido conhecida a vitória do Brexit
Prémio Kinder Surpresa – para as empresas de sondagens que se enganaram rotundamente  nas previsões das eleições americanas e nos resultados do Brexit



Prémio  Há mar e mar - para os turistas que trocaram as férias em países do norte de África por férias em Portugal
Prémio encenação- Ex aequo para o atentado que vitimou o embaixador russo em Ancara 

Prémio Eu tenho dois amores?- Para Erdogan que andou a cortejar a Europa e acabou a namorar com a Rússia

Prémio knock, knock, who's there? Para Donald Trump que todos diziam ser um palhaço, mas no dia das eleições, depois de abertas as urnas, apareceu como o novo inquilino da Casa Branca

Prémio Poliamor - Para  Vladimir Putin que em  2016 se apaixonou por vários ditadores e ditadoras que emergem pelo mundo, especialmente na Europa.

Prémio Ai aguenta, aguenta- Para a Europa, à espera do próximo ataque terrorista
Prémio Janela Indiscreta -  Para o consórcio de  jornalistas  de investigação que aprendeu uma nova forma de vender jornais: lança-se um "leak" qualquer ( do Panamá às Ilhas Virgens, da política ao futebol) deixam-se cair uns nomes e umas suspeitas e quando o tema arrefece, "descobrem" uma nova fonte de  suspeitas, com novos personagens

Prémio Licor Beirão-  Para os americanos. Os democratas ofereceram-lhes Hillary Clinton mas, como não gostaram do presente, trocaram-na pelo Trump

Prémio  Inferninho – para o ano de 2016 que foi o mais quente desde que há registos
Prémio Bacalhau Pascoal – Para a extrema direita que não para de crescer nas sondagens em todos os países da Europa E incha, e incha e incha
Prémio Deutschebank– para Renato Sanches que foi contratado pelo Bayern de Munique, mas não sai do banco

Prémio Mundial Confiança- Para Donald Trump, pela frase “ podia dar um tiro a alguém na 5ª Avenida e não perdia um voto"
Prémio Não Matem o Mensageiro- Para os brasileiros que saíram à rua a pedir  o impeachment de Dilma e no dia seguinte perceberam que tinha sido pior a emenda que o soneto

Prémio Ménage à trois- Para François Hollande. Não só pela duplicidade amorosa, mas também pela duplicidade política.

 Prémio  Paciência de chinês- Para Xi JinPing. O presidente chinês vai movendo as peças no tabuleiro do Monopoly Games, conquistando poder político e económico

Prémio Ingratidão - Para os alemães idolatraram Merkel enquanto fez da Alemanha líder da UE, mas desamigaram-na por causa dos refugiados

Prémio o Pecado mora ao lado - Para Schaueble pelas  constantes  intromissões na vida política dos parceiros europeus e pelas lições de moral em matéria de finanças, mas faz vista grossa ao que se passa na Alemanha, nomeadamente no Dueutsche Bank

Prémio Com a Verdade m'enganas-  Para  a Coreia do Norte.Kim Jong Un continua a fazer ensaios nucleares falhados, mas a Coreia do Norte assume-se cada vez mais como potência nuclear

Prémio Não Venhas Tarde- Para Obama que no final do mandato conseguiu provocar a ira de Israel, por causa dos colonatos, mas se esqueceu de encerrar Guantánamo

Prémio Julio Verne - Para o presidente da Colômbia que fez um acordo de paz fictíciocom as FARC, tendo recebido o Nobel da Paz. O problema é que os colombianos não queriam

Premio Tirem-me Daqui – Para Matteo  Renzi que deixou o governo italiano com um suspiro de alívio

Prémio We are the World- Para todos os lideres mundiais que se esqueceram de África, abandonando-a à sua sorte

Figura Internacional do Ano

Nos Monopoly Games da cena mundial, Vladimir Putin foi quem mais ganhou. 
Foi determinante na questão Síria, restituiu à Rússia um papel no  panorama mundial que já não conhecia desde a desagregação da URSS e venceu o braço de ferro com a Europa. Cereja no topo do bolo ( na perspectiva de Moscovo, obviamente) terá desempenhado papel fulcral na vitória de Donald Trump e com isso conseguido desanuviar as relações com os EUA. Ou mesmo, vir a ser um seu  precioso aliado.

Figura Nacional do Ano


António Costa mostrou que em política, a negociação continua a ter um papel determinante. A construção da geringonça e a forma como ela tem funcionado é uma prova inequívoca disso.  Igualmente importante foi ter conseguido demonstrar que havia forma de ultrapassar a crise sem fazer sofrer de forma tão dramática milhões de portugueses. Afinal havia alternativa. António Costa foi a sua face mais visível.

Prioridades

Entraram em vigor, há  dias, novas regras no atendimento público. Nada tenho contra as prioridades estabelecidas pelo governo ( grávidas, pessoas acompanhadas de crianças até 2 anos, portadores de deficiência ou incapacidade física igual ou superior a 60% e  idosos) mas ainda não percebi como se arrumam estas prioridades entre si.  Também não me parece que a condição de grávida, incapacidade, ou idoso, deva ser considerada como prioridade tout court.  Parece-me mesmo descabelada a aplicação de uma multa até 1000€ aos infractores.
Reúno duas condições para atendimento prioritário ( incapacidade de 90% e idade superior a 65) mas pela minha parte podem estar descansados, porque só em caso de emergência irei invocar a lei para passar à frente de toda a gente.