quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (28)

E quem se lembra que em 1968 Elvis Presley cantava canções de Natal levando as fãs ao êxtase?

Quinta feira vou à feira



Augusto Santos Silva, numa conversa em privado com  o ministro Vieira da Silva durante o jantar de Natal do PS, comparou as negociações no âmbito da concertação social  a uma feira de gado.
Santos Silva é suficientemente experiente para saber que num jantar onde são admitidos "certos" jornalistas, não há conversas privadas.  Ao descurar essa regra tramou-se, pois um jornalista captou as suas palavras e utilizou-as para fazer um brilharete no seu programa. Não vou aqui discutir se fez bem ou mal. Apenas sublinho que se tratou de uma conversa privada, pois é importante para o que vem a seguir.
A pedido do jornal i alguns parceiros sociais reagiram com relativa indiferença. No entanto, como  a comunicação social precisa de alimentar novelas e conflitos, foi à filial do Júlio de Matos, na S. Caetano à Lapa, sacar  a opinião de Duarte Marques,  um louco avacalhado que costuma aparecer por lá para dizer e escrever disparates.
Pois este deputado que com toda a convicção aprovou a criação do Dia do Cão, mas  se indignou quando o PS propôs a criação do Dia Contra a Homofobia e defendeu de forma calorosa que o combate ao desemprego era uma questão de fé, reagiu como cabresto pronto para a lide e desancou Augusto Santos Silva.
Que Duarte Marques não tenha vergonha, não me espanta, porque não tem espelho. Que sofra de amnésia parece-me normal, pois  é um requisito para ser deputado do PSD. Que utilize as palavras de Santos Silva para atacar a acção do governo é que já me parece próprio de alguém com disfuncionalidade cognitiva e perturbações mentais graves. Coisa que não nos deve espantar, se nos lembrarmos que o seu mentor é Pedro Cosme Vieira, o Professor Chanfrado

Salário mínimo: vamos a contas?

Não vale a pena andar com paninhos quentes a contornar a questão e a tentar encontrar justificações para a   diminuição da TSU , referente a trabalhadores que sejam contratados. Tratou-se de uma cedência do governo, para conseguir o aval dos patrões e isso não me deixa tranquilo em relação a futuras cedências.
Daí a armar um escarcéu, como fez Heloísa Apolónia, vai uma grande distância.
Em minha opinião, o mais importante foi conseguir aumentar o salário mínimo em 27 euros, o que vai melhorar ( ainda que poucochinho) a vida de meio milhão de portugueses. É verdade que 6,7 euros vão ser pagos por todos nós, mas isso é uma gota de água no orçamento de cada um e, a verdade, é que pode ter retorno, pois  havendo criação de emprego  aumentam os descontos para a segurança social.
Dito isto, espero que a redução da TSU  não se torne regra, quando houver aumento do salário mínimo.
Resta-me acrescentar que fiquei mais escandalizado ainda com a reacção de alguns patrões ( nomeadamente na área da restauração) que logo aproveitaram o tempo de antena dado pelas televisões para fazerem ameaças de despedimentos, porque os seus estabelecimentos não aguentam um aumento de 20€ por trabalhador.
Seria ridículo, se não fosse nojento!