quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (23)

Nas próximas noites, as memórias em vinil recordam algumas canções de Natal
Para começar, deixo-vos com os Queen.
Este disco não faz parte da minha discografia, mas os Queen fazem, por isso, aqui  hão-de voltar com outros sucessos.

Põe-te a pau, Nuno Magalhães!



A Juventude Centrista (CDS) quer  educação para a abstinência sexual.
Fica-me a dúvida: os jovens populares querem mesmo regressar aos tempos do Morgado,  defensor do acto sexual apenas para procriar, estão a mandar uma indirecta ao Nuno Magalhães, ou estão apenas a proteger a líder de comentários e  olhares libidinosos?
Seja qual for a intenção, espero que não convidem  Nuno Magalhães para dar aulas, pois correm o risco de diminuir a abstinência e aumentar o número de pais que não assumem a paternidade.
Entretanto, parece-me avisado pedir às mulheres portuguesas que recordem aos jovens centristas  o poema de Natália Correia ao deputado capado, perdão, Morgado.
Aqui fica, então o poema do Truca truca:



Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão – diz o ditado –
consumada essa excepção
ficou capado o Morgado









Marcelo, o injusto





Marcelo foi à Cornucópia pedir ao ministro da cultura para não deixar fechar a sala, em nome da cultura.
Não teve qualquer problema em mostrar ao país como funciona o sistema da cunha. Teve a vantagem de ser transparente, mas mostrou quão injusto é o sistema. É que o PR esqueceu-se de interceder pelo Elefante Branco que tanto contribuiu para a cultura dos portugueses e todas as noites tinha assistências muito mais elevadas. 
O Elefante Branco, como espaço de diversão nocturna, era muito mais atractivo e tinha muito mais assistentes do que a Cornucópia. Além disso, não era elitista e as cenas que lá se representavam não careciam de interpretação. Eram absolutamente transparentes ( independentemente das vestes das meninas) e toda a gente que lá entrava sabia ao que ia. 
Agora a sério. 
Vai sendo tempo de Marcelo Rebelo de Sousa se conter. O ímpeto afectuoso que o leva a ir a todas, sem ponderar as consequências de algumas acções, um dia destes volta-se contra ele. Os tugas adoram festas, mas um dia percebem que a omnipresença da Constança nas festanças se torna incómoda. Não só para eles, mas também para o governo, em cuja esfera o PR não deve intervir. Enquanto Passos Coelho estiver à frente do PSD, não virá grande mal ao mundo mas, a partir do momento em que a agremiação da S. Caetano à Lapa for dirigida por alguém do agrado de Marcelo, o PR cairá na tentação de interferir cada vez mais na esfera do governo e agir de forma a beneficiar o seu partido. Aí o caldo pode entornar e expor clivagens entre governo e presidência que, neste período de convivência pacífica, não são visíveis.