quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (13)

Ray Charles não precisa de apresentações. É intemporal e um dos maiores vultos da música soul. Entre os seus inúmeros êxitos, destacaria "Georgia on my mind" (1960),  " Hit the Road Jack" (1961) e este intemporal "I Can't stop loving you" (1962).
Tenham uma boa noite e um bom feriado!


O primeiro ministro com orelhas de burro




Os resultados do PISA 2015 revelaram progressos  assinaláveis  na literacia em Portugal nos últimos 15 anos. Tanto bastou para que Passos Coelho reagisse  com a ignorância habitual:
"A únia coisa que me preocupa é que uma parte das políticas que permitiram estes resultados estejam a ser desfeitas ou revertidas".
Que o egocentrismo de Passos Coelho não lhe permite ver o país para além do período em que foi pm, já todos sabemos.  Que não sabe interpretar estudos já desconfiávamos e o PISA apenas confirma.
Eu diria que, apesar da política desastrosa de Nuno Crato, foi possível melhorar os resultados. Que apesar de ter acabado com programas como o "Novas Oportunidades", o nível de literacia continuou a melhorar durante o seu governo, na senda do que acontece desde 2000. E, para não me alongar mais, diria ainda que apesar de ter tentado destruir o ensino público, o PISA conclui que Portugal é dos países onde mais alunos pobres conseguem bons resultados.
Passos Coelho e os trambolhos seus seguidores não perceberam que isso só   foi possível, graças à dedicação de muitos professores  que  trabalham na escola pública que ele quis destruir, encerrando escolas e despedindo ou "convidando" os professores a  emigrar.
Como é próprio dos ignorantes e dos egocêntricos, Pedro Passos Coelho  está genuinamente convencido de que os méritos da melhoria da literacia nos últimos 15 anos  se deve ao seu governo e à aposta no ensino privado, em detrimento da escola pública. Mas se ontinua a acreditar nisso, depois de ler os resultados do PISA, então é porque é mesmo burro. Ora, quanto a isso, não há nada a fazer. A não ser, talvez, oferecer-lhe umas orelhas apropriadas e lembrar que já tínhamos um príncipe com orelhas de burro pelo que, em nome da igualdade, já era altura de termos um plebeu com igual distinção.

Caderneta de cromos (53)



Esta mulher anda há imenso tempo a tentar entrar para esta categorizada caderneta de cromos. Tenho resistido, porque a mulher não tem nível para fazer parte deste grupo selecto e fica melhor na colecção dos Caramelos Vaquinha,  mas ontem fui obrigado a reconhecer o seu esforço. Não é todos os dias que o Tribunal de Contas acusa um ministro das finanças de ser responsável pelo desvario da Caixa Geral de depósitos, por ter assinado de cruz. Além disso, se ela sabe assinar, não é a analfabeta que sempre presumi fosse.
Assim sendo, e atestado que está pelo Tribunal de Contas que Marilú sabe escrever, declaro que a inscrevo nesta prestigiada caderneta, com o número 53.