sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Memórias em vinil (10)



Para o fim de semana, pareceu-me muito oportuno recordar esta canção de Sylvie Vartan.Tal como Francoise Hardy, ou Adamo, ela há-de aparecer aqui mais vezes, porque tenho vários discos dela. Optei por " La plus belle por aller dancer" (1965) porque foi, provavelmente, o seu maior sucesso. Não será é a canção de que gosto mais, mas isso é outra história...



Como a História se vingou de Passos Coelho

Os ventos não correm de feição para (Pedro) Passos Coelho. À sua volta apenas gravita um grupo de indefectíveis que estão sempre do lado do chefe, seja ele qual for, e de inúteis promovidos a estrelas como Maria Luís Albuquerque.
Marcelo Rebelo de Sousa tem enviado sucessivos recados, mais ou menos velados, a Passos Coelho, mas ontem foi directo. Ao dizer que o feriado do 1º de Dezembro nunca devia ter sido eliminado, o PR não manifestou apenas a sua discordância com o líder do PSD. Disse, sem falinhas mansas, " está na hora de te ires embora!"
Sentindo-se cada vez mais isolado e acossado, Passos Coelho depositava a última esperança de sobrevivência  num resultado airoso nas autárquicas. Sem candidato para o Porto e entalado com a candidatura de Cristas a Lisboa, restava a Passos Coelho apresentar um candidato forte que pudesse conquistar a câmara ao PS. Foi neste contexto que fez o convite e tentou convencer Pedro Santana Lopes a candidatar-se. O ex presidente da câmara de Lisboa  poderia eliminar o efeito surpresa de Cristas e lançaria grande preocupação no seio do PS. Um trunfo de peso, portanto.
Ontem, porém, Pedro Santana Lopes fez saber que não estava disposto a avançar e pretendia cumprir o seu mandato à frente da SCML até final.
Tocaram os sinos a rebate na S. Caetano à Lapa. O 1º de Dezembro, feriado roubado por Passos Coelho e reposto este ano por António Costa, foi um dia aziago para o líder do PSD. Como se a História se tivesse revoltado contra ele e aproveitasse a reposição da dignidade lusa para lhe aplicar dois fortes correctivos nesse dia.
Passos está agora num dilema. Ou apoia Cristas, ou encontra um candidato suficientemente forte que, mesmo não ganhando a câmara de Lisboa, consiga ter  mais votos do que o CDS.
Não vai ser fácil e, se perder Lisboa e Porto já é um mau resultado para o PSD, ter menos votos do que o CDS em Lisboa seria a humilhação total e o fim da linha para Passos Coelho.
Não me espantaria, pois, que para salvar a pele, Passos Coelho viesse a apoiar Assunção Cristas. A vida  está difícil para o homem de Massamá e o seu fim poderá estar próximo, se os resultados das autárquicas forem desastrosos, mas há sempre a hipótese de Santana Lopes dar o dito por não dito e apresentar a sua candidatura...

Lixeira a céu aberto

Não descortino qualquer razão para o deputado do PSD ter de importar lixo de Itália. Há lixo suficiente no PSD  para abastecer as suas necessidades durante um século.
A hipocrisia de andarem de bandeira na lapela e depois faltarem às comemorações do 1º de Dezembro fede mais do que qualquer estrumeira ou ETAR. O PSD é uma lixeira a céu aberto, onde alguns cocós têm direito de antena nas televisões.