quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Memórias em vinil (8)

Bem, este tema ( topem só como a capa do disco está estragadinha, a denunciar o uso...) nem precisa de apresentações.
Aproveitem esta noite para o ouvir muitas vezes e associar a teoria à prática. Aproveitem,  porque  amanhã  é feriado. E muito especial, porque os pafiosos nos tinham roubado este.
Desfrutem então uma noite bem (des)cansada  na companhia da Jane Birkin, do Serge Gainsbourg e, porque não, das vossas recordações do Verão de 69. E dos anos seguintes...


Jardins proibidos

Num país deslumbrado pelo automóvel, onde os espaços de lazer são constantemente subalternizados pelos cavalos com motor, merece destaque esta notícia:
" O Jardim do Caracol da Penha  foi o projecto mais votado do Orçamento Participativo de Lisboa. A votação foi clara: 9477 lisboetas preferem ver naquele espaço- onde se juntam as freguesias da Penha de França e de Arroio - um jardim público do que 86 lugares de estacionamento"
( in DN de 29 Dezembro de 2016)
Esta notícia não é só esclarecedora quanto ao mérito dos Orçamentos Participativos ( programa em que a Câmara Municipal  de Palmela foi pioneira) que permitem aos cidadãos fazer as suas escolhas. Demonstra, também, alguma maturidade dos eleitores.
O que pode parecer surpreendente ( escolher um jardim em detrimento de um parque de estacionamento, numa zona da cidade onde escasseiam lugares de parqueamento) não é. Desejando ter um jardim na freguesia, sabendo que a resolução dos problemas de estacionamento naquela zona é urgente e que  a autarquia tinha projectado para aquele local  um parque de estacionamento, os lisboetas fizeram uma escolha racional. Se votassem no parque de estacionamento, nunca mais teriam o jardim. Optando pelo jardim, obrigam a Câmara Municipal de Lisboa a encontrar uma alternativa para o estacionamento naquela zona da cidade.
A isto chamo votar com inteligência.

Cuba Libre



Para quem acredita que depois da morte de Fidel Cuba será uma democracia exemplar, deixo uma sugestão:
Perguntem aos russos se estão melhores agora e são mais livres do que no tempo da URSS e surpreendam-se.
Eu estive na Rússia ano passado e também me surpreendi.