terça-feira, 15 de novembro de 2016

A derrota dos fanáticos

Durante quase cinco anos fomos governados por um grupo de fanáticos que nos empobreceu, roubou ,expulsou milhares do país, destruiu milhares de empregos e expulsou outros milhares do país
Diziam que não havia alternativa (TINA) , que só  a austeridade seria purificadora e permitiria a recuperação económica do país.
Durante o primeiro ano da geringonça,   com o apoio de uma comunicação social vendida e um grupo de jornalistas e comentadores engajados, anunciaram todos os dias o regresso ao passado, a bancarrota, a desgraça, o horror.
Hoje, na Santana à Lapa, ao lerem a notícia do crescimento da economia no terceiro trimestre ( Portugal cresceu o triplo da média da zona euro) , devem ter rangido os dentes de raiva. Depois, alguém terá telefonado ao militante nº 1 a pedir que dissesse que  este crescimento era inesperado e imprevisto. Ou seja, foi por acaso... Na SIC, obviamente, obedeceram.
Não tarda nada, esta ruminante virá dizer que o crescimento se deve à acção do governo dos Pafiosos.

Cabras, cabrestos e cabrões

Não é novidade para ninguém que a base do American Dream  é gente de má índole. Gente xenófoba, racista e ignorante.
A grande novidade é que, depois da eleição de Trump, gente  com lugares de responsabilidade política não tenha qualquer problema em chamar macaca à primeira dama.
Hoje foram umas cabras, amanhã serão uns cabrestos mas, na verdade, independentemente do sexo, são todos uma cambada de c...ões.

Trumps há muitos! Cadê os outros?



Toda a gente sabe que Trump é um troglodita. Embora me custe aceitar a forma exacerbada, por vezes insultuosa, como as pessoas reagem a quem procura manter alguma calma e chamar a atenção para as causas de hoje estarmos a lamentar a eleição de Trump, compreendo alguma histeria e falta de educação que grassa por aí.
Só lamento é que a maioria dos indignados ( talvez devesse escrever indignadas)  não tenha reagido de forma tão virulenta às afirmações de  Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, que quer matar 3 milhões de traficantes de droga, tendo dado ordem à polícia e incitado os toxicodependentes a proceder  ao massacre.
Ah, bom as Filipinas são um país sem peso político, é uma coisa entre eles?
E se eu der o exemplo do ministro japonês que  não teve qualquer rebuço em afirmar que idosos doentes devem morrer depressa para não prejudicarem a economia?
Este já vale? Ou embora reconhecendo que tem mais peso, dirão que fica lá nos confins da Ásia, por isso também não merece uma petição pública a reclamar a sua destituição?
É neste momento que eu me lembro daquele poema do Brecht que não é do Brecht e encontro mais uma explicação para  Trump ter chegado à Casa Branca. 

Um post em forma de supônhamos...


Suponha que esta foto é  capa de um jornal.
Recorra à sua fértil imaginação e suponha que esta notícia de primeira página de um jornal que diz ser sério, anunciada como exclusiva, é verdadeira

Sendo um jornal, é suposto que (pelo menos na primeira página) não aldrabe os leitores.
Mas como a foto não é de um jornal, mas sim da "folha de couve" de uma empresa que contratou meia dúzia de palhaços com carteira de jornalista  para lançar uns ataques direccionados a alvos pré determinados, qualquer coisa que se leia ali é, no mínimo, suspeita.
Neste caso, o objectivo é provocar  a ira dos leitores contra duas irmãs que militam no BE e, supostamente, fogem aos impostos, porque não pagam IMI. Mas será verdade? É. Mas também não é. Passo a explicar:
Mariana Mortágua vive em casa de uma amiga e quem paga o IMI é, obviamente, a amiga.
Joana Mortágua vive numa casa de família, a qual também paga IMI.
Dada esta explicação, suspeita-se que a malta que escreve no CM é um grupo de canalhas com uma agenda política e que não está nada interessada em fazer jornalismo, mas sim política rasca e tão mal cheirosa como a redacção daquela espelunca.
A suspeição aumenta quando se sabe que a empresa ( Cofina), proprietária da folha de couve e  de um canal de TV,  está penhorada por dívidas ao Fisco e à Segurança Social, no montante de 12,5 milhões de euros.
Esmiuçando, ficamos a saber que a dívida era bastante superior mas, em 2014, o governo da transparência perdoou à empresa proprietária da folha de couve que se autoproclama jornal, uma dívida de 5,7 milhões de euros.
Passe agora da imaginação à realidade. Vai concluir que, afinal, aquela coisa que está na foto é um jornal. Associando dívidas, perdões e outras considerações ( como jornalistas entre aspas) você liga A+B conclui que está diante de uma foto que retrata o trabalho diário de um grupo de jagunços  aldrabões, com uma agenda própria que nada tem a ver com informação ou jornalismo, mas que as pessoas "compram" como tal.
Last, but not the least,  descobre que aquela coisa que está na foto é a mais lida em Portugal e conclui que afinal não é fácil encontrar uma explicação para o elevado número de votantes no PSD.

A petição (2)

Há dias expliquei porque não assino uma petição que por aí corre, para impedir que Trump tome posse.
Hoje, creio não ser necessário dizer as razões porque assinaria esta sem pestanejar

Fly me to the moon (actualização)


No alto da serra da Estrela ( imagem de João Afonso)
Foto rapinada, com a devida vénia, ao Portal de Gouveia
Afinal esta foto era falsa. O Portal de Gouveia já pediu desculpas pelo erro e retirou a foto