sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Quizz Fim de SEmana

Tenham um excelente fim de semana

Sem palavras


A morte de Leonard Cohen apanhou-me tão de surpresa que ainda estou em estado de choque. A única coisa que consigo dizer é OBRIGADO, LEONARD!
Escolher um poema de Cohen  para registar aqui eternamente  é tão difícil como encontrar as palavras certas para lhe agradecer o legado que nos deixou. 
Como "I'm your man" a primeira que me veio à memória e comecei a trautear quando soube da sua morte, foi essa que escolhi. "

So long, Leonard. You will live forever!



E não é que funciona?



Fez ontem um ano que António Costa, Jerónimo de Sousa, Catarina Martins e Heloísa Apolónia assinaram acordos bilaterais que viabilizaram um governo do PS e acabou com o inqualificável esbulho do governo PSD/CDS.
Criticado à direita e dentro do próprio PS, o governo de António Costa era apontado pelos comentadores, analistas, comunicação social e outros detractores,  como um governo para durar uns meses que levaria Portugal novamente à bancarrota. 
As diferenças e divergências entre os partidos eram apontadas como obstáculos inultrapassáveis.
Vasco Pulido Valente chamou-lhe geringonça, mas ninguém lhe deu importância. Dias depois, na AR, Paulo Portas replicava o mote e a comunicação social levava-o à pia baptismal, nomeando-o padrinho de um baptizado onde não esteve presente. 
Um ano depois, a fórmula encontrada por PS, PCP, BE e PEV para conseguirem acordos bipartidos, revela-se auspiciosa: a geringonça  não só funciona, como é um case study que causa perplexidade e admiração na Europa. Como é que um partido  que não governa à esquerda (está até mais próximo da direita) conseguiu estabelecer acordos e criar pontes com partidos de esquerda, de modo a viabilizar um governo?
A geringonça devia, por isso, merecer grandes encómios cá dentro. Era bom que a preservássemos.
A começar pela ala direita do PS, ansiosa por derrubar António Costa,  para tomar o poder e atirar-se para o colo do PSD e CDS.
António José Seguro, Francisco Assis, Sérgio Sousa Pinto e todos os que no PS preferem uma aliança com o PSD, a um acordo com a esquerda, ainda não perceberam que os portugueses estavam tão fartos do PS de António José Seguro, como os americanos estavam de Hillary.
Já o escrevi, mas repito:Trump venceu as eleições, porque os democratas deram um tiro no pé e abriram o caminho à vitória dos Republicanos, ao preterir Bernie Sanders e escolher Hillary. A mulher é detestada pelos americanos, por tudo o que representa: a perpetuação do sistema onde imperam a corrupção e os jogos de interesses entre política e o mundo empresarial.
Em Portugal, a alternativa à geringonça será o regresso a um governo PSD/CDS. De Bloco Central, é que a maioria dos portugueses não quer ouvir falar.