quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Those were the days(36)



A Roda dos Alimentos foi uma criação portuguesa dos anos 70 e é, hoje, um elemento incontornável  em qualquer guia sério para uma alimentação saudável. Pelo seu rigor, hoje é considerada mais importante e cientificamente correcta do que a pirâmide americana


Numa época em que a Internet é invadida por "aconselhamentos nutricionais" que na maioria dos casos são contraproducentes e, muitas vezes, apenas manobras de marketing orquestradas por multinacionais do ramo alimentar,  "A Roda dos Alimentos" continua a ser uma referência para os nutricionistas à escala global.
Tive o prazer de participar na campanha de divulgação  da Roda em 2004, uma versão revista e actualizada pelo Instituto do Consumidor e pela Escola de Nutrição do Porto, da Roda dos anos 70 (figura de baixo) onde a água ainda não figurava como elemento central de uma alimentação saudável. 

Vozes de burro não chegam... à câmara


Em 1993 a corrida foi desastrosa para António Costa


A governança de quatro anos e meio  dos mafiosos pafiosos deixou bem claro que a criatividade não abunda para as bandas da S. Caetano à Lapa. Cada vez que tinha de tomar uma medida "para salvar o país" Passos Coelho e a sua trupe recorriam sempre à mesma solução: roubar quem trabalha.
Poderá perguntar-se "se as medidas eram para salvar o país, porque é que o enterraram ainda mais?" mas esse não é o ponto. 
O que me leva a recordar os negros tempos do pafismo é uma iniciativa levada a cabo pelo PSD para criticar as obras em Lisboa e atacar Fernando Medina.
Palpita-me que amanhã a cobertura da comunicação social será exaustiva, mas não acredito que, no momento em que se discute acaloradamente o OE 2017,  a corrida entre um Ferrari e um burro seja o grande tema de discussão do fim de semana político.
Também não me parece que copiar uma ideia de António Costa com mais de duas décadas, para fazer um protesto, abone muito em favor  da criatividade dos promotores. 
Actualmente não vivo em Lisboa em permanência, mas vou lá todas as semanas. Admito que as obras estejam a afectar muitos lisboetas, mas não a mim que, apesar dos esforços feitos pelo governo PSD/CDS para privatizar o Metro, descapitalizando-o e pondo em risco a sua viabilidade, em Lisboa me desloco preferencialmente como as toupeiras.
As obras são um incómodo para toda a gente. Seja numa cidade, ou em nossa casa. Pessoalmente, gosto de introduzir melhorias em minha casa e, por isso, tenho de me sujeitar a obras que são sempre um grande incómodo mas, depois de terminadas, me permitem viver com mais conforto.
A cidade onde vivo é como a minha casa. Não gosto de a ver degradar-se e aplaudo quem pretende preservá-la e torná-la mais confortável. Pelo contrário, fico sempre com um amargo de boca quando vejo um autarca delapidar o património urbano.
Sempre que criticam a actual gestão camarária, aponto para o Saldanha, descaracterizado, por força de uma gestão de Abecassis que dinamitou Lisboa, substituindo belos edifícios, por mamarrachos de vidro que descaracterizaram  a praça e a tornaram inabitável.
Além de demonstrar que no PSD são preguiçosos e não gostam de pensar, a corrida entre um Ferrari e um burro deve desencadear uma reacção vigorosa do PAN.Ou talvez não...
Dentro de um ano ficará demonstrado que vozes de burros (preguiçosos) não chegam à câmara. Tal como aconteceu em 1993, em Loures, com António Costa, também o ainda desconhecido candidato do PSD a Lisboa terá de exigir mais esforço e criatividade da sua equipa, para almejar vencer as eleições autárquicas em Lisboa no próximo ano. Com burros não chegam lá...
No PSD ainda não perceberam que muitas coisas mudaram desde 1993. O que então teve alguma piada, por ser criativo, mas foi ineficaz em termos eleitorais para António Costa, corre o risco de ser hoje visto como uma cópia rasca e um insulto aos burros. Se insistirem em ser preguiçosos e não comprarem alguma criatividade na loja dos 300, os laranjinhas  sujeitam-se a críticas deste jaez