sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Toma e embrulha!

"Nenhum poeta grego, de Homero a Píndaro, teria estranhado este Nobel. Teriam estranhado - isso sim - o facto de acharmos normal chamar «poesia» a palavras isentas de música. Um poema, na Grécia, era por definição uma canção. Um poeta era por definição um compositor-cantor. Só que há palavras e palavras; e música e música"
(Retirado do mural de Frederico Lourenço)

Ontem eu disse isto por outras palavras, mas assim escrito fica bem melhor e mais clarinho.

O carro do povo

Graças à globalização, já se podem comprar Renaults com carrocerias Mercedes, para fazer inveja aos vizinhos.
Foi assim que no ano 16 do  século XXI, o Mercedes  ( classe A) substituiu o Volkswagen como carro do povo. Pelo menos em Portugal...

Tão natural como a sua sede




Não é a primeira vez que acontece. Creio que a pioneira foi uma deputada do Podemos.
 Amamentar uma criança no Parlamento até pode ser perfeitamente normal. Nada tenho contra. Não venham é confundir as coisas, alegando que a deputada não tinha oura solução e depois derivar para discussões sobre a maternidade e desigualdade no tratamento das mulheres.
É que se formos por aí, então eu sinto-me no direito de perguntar se os direitos da criança foram respeitados. Ou se também é normal um(a) deputado(a) subir ao púlpito enquanto come uma sandocha e discursar com a boca cheia.
Mas não pergunto, porque ainda me arrisco a receber respostas afirmativas.