terça-feira, 11 de outubro de 2016

Resumindo...

No dia em que alguém me vier dizer que a Alemanha cresceu porque os alemães são muito trabalhadores, muito rigorosos, muito honestos  e blá, blá, blá, eu mando o emissário bardamerda e mostro-lhe isto.
Ou lembro o caso da Volkswagen com as emissões. E da Siemens. E do armamento vendido com luvas e comissões. 
Resumindo: somos todos iguais, mas os alemães são mais iguais do que os outros

E os fumadores é que pagam a factura?

Sinceramente, não percebo tanta indignação contra as taxas sobre álcool e açúcar. Se durante décadas a publicidade  incentivou os cidadãos a fumar, sem que os governos pusessem travão à publicidade a um produto nocivo para a saúde, por que razão se levanta tanto alarido por causa de uma taxa sobre açúcar e álcool, produtos igualmente nocivos? 
Há estudos que atestam ser o álcool ainda mais prejudicial à saúde do que o tabaco ( se atentarmos no número de jovens que aos fins de semana dão entrada em hospitais em coma alcoólico não custa nada acreditar e ainda menos prever que muitos desses jovens estarão acabados aos 40 anos) 
O açúcar é responsável pelo aumento exponencial de jovens com diabetes e por uma série de outras enfermidades.
Por que razão terão de ser apenas os fumadores a pagar a factura de consumos pouco saudáveis?
Eu compreendo que Assunção Cristas se insurja por ter de pagar mais uns cêntimos pela Amarguinha, ou que Passos Coelho- que até já foi casado com uma Doce-  proteste por ter de pagar um pouco mais quando lhe apetece comer  algo açucarado ( pode estar tranquilo porque a taxa não tem efeitos retroactivos) mas o Estado tem por obrigação orientar os cidadãos para hábitos de consumo saudáveis, nomeadamente em matéria alimentar.
Cada um é responsável pelo seu corpo e tem os hábitos de consumo que lhe aprouver.Não tem é o direito de exigir que a sociedade pague pelos seus erros custeando, por exemplo, comas alcoólicos em febres de sábado à noite.

Última hora: manifs vão paralisar o país amanhã

Lavadeiras vão sair à rua em protesto contra as máquinas de lavar, que acusam de estarem a  fazer concorrência desleal à sua actividade.
Carteiros ameaçam invadir Lisboa se o governo não acabar com os emails. 
Cocheiros invadirão A1 se o governo não acabar com os automóveis.
Meninas do PBX fazem desfile na Av. da Liberdade contra os telemóveis.
Escriturárias dactilógrafas saem à rua em todas as capitais de distrito em protesto contra a invasão dos computadores.
Trinca bilhetes paralisam transportes públicos em protesto contra as máquinas de controlo automáticas.
Empregados bancários manifestam-se à porta do Banco de Portugal contra as caixas multibanco e as transacções on line.