terça-feira, 4 de outubro de 2016

Those were the days (33)



O restaurante / snack-bar Galeto  abriu as portas há 50 anos com grande alarido e propaganda. Restaurante de luxo nas Avenidas Novas, tinha ofertas diferentes e até arrojadas para a época. Durante muitos anos foi ponto de encontro obrigatório para muitos lisboetas e de referência para muitos que vinham a Lisboa.
Vir à capital e não ir ao Galeto, era quase como ir a Roma e não ver o Papa
O sucesso do Galeto levou a que outros empreendedores da época investissem em espaços semelhantes. O exemplo mais marcante foi o snack bar do Apolo 70.
Os tempos mudaram, a qualidade da comida do Galeto já não é a mesma ( chegou mesmo a ser encerrado pela ASAE), mas a verdade  é que enquanto os sucedâneos encerraram todos, o Galeto mantém as portas abertas e continua a ter enchentes, como constatei na noite de domingo quando fui lá comer um combinado.
O mais curioso é que apesar das constantes propostas culinárias inovadoras que vão surgindo em Lisboa, o Galeto mantém quase inalterável as propostas gastronómicas, desde o dia da abertura. Os mesmos combinados, os mesmos doces, os mesmos gelados. E até os pratos do dia são quase os mesmos de sempre.
Será mais  isso e não tanto a qualidade que justifica a inclusão do Galeto  nos 60 "Estabelecimentos com História" da cidade de Lisboa. Mas, reconheça-se, é uma distinção merecida.

Caramelos Vaquinha (13)




"500 mil euros não é uma fortuna. É o mínimo que um casal responsável da classe média tem de ter acumulado para complementar a parca reforma que vai receber na velhice".

Esta frase foi escrita no Jornal Económico, por este caramelo que vêem na foto. Ricardo Magalhães proclama-se consultor financeiro mas quem não confiava nem um euro a este delinquente era eu.
O homem mete-se nos copos e admito mesmo que só assuma a pele de consultor financeiro quando está bêbado. A escrever coisas destas, auguro-lhe um futuro risonho à frente de um banco, ou de um fundo de pensões.
Quanto ao Jornal Económico, que tem tão perspicazes escribas, prevejo um despedimento colectivo logo que o grupo que o financia atinja os objectivos desejados com a propagação de atoardas deste calibre.

E ao ler isto lembrei-me do Campo Pequeno




Ontem um  comissário europeu, o alemão Gunther Oettinger, esteve na AR. Disse que não vislumbrava riscos de Portugal precisar de um segundo resgate, porque as medidas tomadas pelo governo se estavam a revelar adequadas e as metas estavam a ser cumpridas mas, obviamente, não descartava a 100% a hipótese de esse resgate não vir a ser necessário.
Isto foi o que o alemão disse e a maioria dos jornais reproduziu ( 1ª notícia é do Expresso on line), mas o jornal da pandilha  do Blasfémias decidiu escrever esta  badalhuquice em título. ( 2ª notícia)
Quando dão a javardos de extrema direita carregados de ódio, direito à liberdade de expressão, eles usam-na para distorcer a realidade prosseguindo os seus fins criminosos de intoxicação da opinião pública. Calhordas!

O doce sabor da derrota

Faz hoje um ano que o PS sofreu uma saborosa derrota nas eleições legislativas. Se o PS tivesse ganho,provavelmente já Passos Coelho estava a trabalhar no sector privado numa das empresas amigas. Ter-nos íamos visto livre do estafermo, mas hoje não haveria geringonça e, muito provavelmente, estaríamos todos a desancar num Bloco Central que se teria formado, com o beneplácito de Cavaco.
 A formação da geringonça permitiu aos mais empedernidos perceber a massa de que é feita a alcagoita de Boliqueime e humilhar um colaboracionista do Estado Novo que pensava sair de Belém em ombros.