terça-feira, 20 de setembro de 2016

Those were the days (25)


Só para avivar a memória daqueles que não se lembram e informar os mais jovens: antes do 25 de Abril quem quisesse usar  isqueiro era obrigado a obter  esta licença. A multa para os infractores era bem pesada...

E a boa notícia é...

...que sou um grande  nabo. Estive  três dias com dificuldades em postar e impossibilitado de publicar fotos, por uma azelhice que até tenho vergonha de vos contar.
A vida voltou à normalidade. Siga a rusga!

Declaração amigável

Seguia tranquilamente na estrada. Ao atravessar uma povoação parou na passadeira, junto a um cruzamento, para deixar passar três transeuntes. 
Voltou a arrancar mas, quando ia no meio do cruzamento, foi abalroado por um condutor que não respeitou o sinal STOP. Sai do carro furioso, pronto a insultar o energúmeno distraído e negligente mas, ao abeirar-se da viatura, percebe que o condutor é preto.
Refreia os seus ímpetos para não ser acusado de racista. Propõe então a assinatura da declaração amigável, mas o condutor informa-o que não tem seguro.
Então a solução é chamar a polícia- alvitra o condutor do veículo abalroado
É nesse momento que saem do veículo três latagões propondo uma solução mais consentânea. Cada um suporta o seu prejuízo e não se fala mais nisso mas, se o condutor abalroado pretender, um deles até trabalha numa oficina e faz uma reparação por bom preço.
A vítima recusa a oferta e insiste em chamar a polícia. Os ocupantes da outra viatura insistem que não faça isso. Está a ser um porco racista e vão eles apresentar queixa na polícia por estarem a ser vítimas de racismo.
O condutor lembra-se do livro de Pascal BrucKner “Os remorsos do Homem Branco”. Apesar de não tencionar aceitar a oferta, pede a morada da oficina e o contacto. Os ocupantes da viatura voltam a entrar no carro. Um deles diz:
Grande chatice, man! Agora vamos ter de roubar outro carro.

Não só podia ter acontecido, como aconteceu…