sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Those were the days (23)




Em tempo de regresso às aulas, uma imagem do disco rígido dos computadores que muitos dos leitores usaram e os filhos e netos  desconhecem totalmente.

Venha o próximo!

Depois do Reino Unido, um outro pais ameaça sair da UE:a Holanda. Tal pode acontecer se Geert Wilders, que lidera as sondagens, vencer as eleições de Março. 
O líder do Partido da Liberdade promete tambem acabar com as mesquitas e escolas muçulmanas no pais e tomar medidas de combate a imigração.
Talvez nao haja razão para alarmes. Afinal, quando Wilders vencer as eleições, talvez Trump já esteja instalado na Casa Branca a implementar o seu projecto louco. E logo a seguir Marine Le Pen tem fortes possibilidades de ser a escolhida pelos franceses para ocupar o Eliseu.
Tudo boas noticias, portanto. O grande problema da Europa são os preguiçosos do Sul, que vivem acima das suas possibilidades.

Que interesses impõem a neutralização da ASAE?



No início do ano fiz três pedidos ao governo. Um deles era que voltasse a dar condições à ASAE para retomar a sua actividade normal, cumprindo os seus deveres de protecção do consumidor, restituindo-nos confiança em relação à higiene e segurança alimentar.
Quando fiz esse pedido não foi apenas por discordar frontalmente das medidas do anterior governo que , por motivos políticos impediu a ASAE de actuar sobre determinados agentes económicos, transformando-a num organismo inócuo, afectando os interesses económicos e o direito à saúde e segurança dos consumidores .
O ataque começou em 2011, quando Pedro Mota Soares proibiu a ASAE de actuar junto das IPSS, uma medida cretina e criminosa pela qual deveria ser julgado, se não fosse um idiota inimputável. 
Adolfo Mesquita Nunes, secretário de estado da defesa do consumidor durante uns meses, também nutria um ódio especial pela ASAE. Deslumbrado com o liberalismo, acredita na selecção natural das coisas e despreza os direitos dos consumidores que considera "ridículos". Para ele a ASAE não tinha qualquer razão de existir. O importante, como defendeu quando era secretário de estado do turismo, é termos hotéis sem recepção, dentro de restaurantes ou teatros e sem classificação: cada um que descubra por si.
Regressei ontem de um período de duas semanas de férias. Em viagem pelo norte e centro do país, ao fim de mais de 2 mil quilómetros e mais de três dezenas de restaurantes e similares, confirmei aquilo de que já suspeitara em Julho, quando estive no sul: hotelaria e restauração andam em roda livre, a fazer o que lhes dá na real gana, a especular  e a colocar em causa a saúde dos consumidores.
Não aceito que este governo seja cúmplice e dê continuidade à política criminosa prosseguida pelo anterior executivo em relação à saúde pública e à protecção dos consumidores.
Casos como os que se podem ver no video ( a partir do 1m30s) que encabeça este post não podem ocorrer num país civilizado. Não se pode brincar com a saúde e segurança dos consumidores, pois isso prejudica os portugueses, mas também é um mau cartaz turístico para quem nos visita.
Em tempo: quando terminei de escrever este post, pessoa amiga informava-me que na semana passada a Visão publicou um artigo sobre o assunto. Como estava de férias, não li. Mas irei fazê-lo agora e, se encontrar algo de novo, voltarei ao assunto.