quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Those were the days (21)

Aviso desde já os leitores que ficaram "chocados" com o facto de eu ter ousado declarar a minha aversão ao Ovomaltine, que também nunca gostei de Cola Cao, nem nunca coleccionei rótulos para enviar para o "1,2,3".
Aviso, também, que esta rubrica pretende apenas ser um álbum de recordações, sem quaisquer intenções subliminares, por isso, a quem gosta de confundir a Estrada da Beira com a beira da estrada, peço que não concluam que eu, apesar de por estes dias estar na Cova da Beira, estou à beira da cova.
Muito agradecido.

Declaração de interesses

"Sou contra a extinção dos Comandos, porque depois tinha de levantar o cú da cadeira para mudar de canal".
( Roubado do FB)

A anedota do ano

Tenho uma relação estranha com as anedotas. Rio-me imenso com muitas ( não perco as do Pedro Coimbra às segundas e sextas-feiras), mas tenho dificuldade em fixá-las. Quando  memorizo alguma e a partilho em público, constato que já quase toda a gente a conhecia e fico descoroçoado. 
Creio que o mesmo se passará com esta, de que tomei conhecimento apenas ontem à noite mas, certamente, a maioria dos leitores já conhecerá. Então aqui vai:
Como todos sabem, Dilma Rousseff foi afastada do poder por alegadamente ter praticado crimes fiscais, que ficaram conhecidos como "pedalada". Basicamente, consistiam em não ter pedido autorização ao Congresso para  contrair créditos.
Dois dias depois do "impeachment", os mesmos deputados que votaram o afastamento de Dilma, acusando-a de ter cometido um crime,  aprovaram uma lei que permite ao governo de Temer contrair créditos sem autorização do Congresso. Por outras palavras: o governo de Temer está autorizado pelo Congresso a praticar os mesmos actos que foram considerados crime, quando praticados por Dilma e levaram à sua destituição.
O Brasil tem-nos brindado com uma série notável de grandes humoristas, mas é lamentável que um governo torne o Brasil num  país de anedota!