segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Those were the days (19)

Quem se lembra deste simpático ratinho?
E ainda recordam o nome do pianista que mantinha conversa com ele nas noites de domingo?

Colagens



Depois de ter declarado a Anabela Mota Ribeiro o seu amor a Angola, onde apenas viveu 9 meses, Assunção Cristas fez uma declaração de amor a Lisboa.
Inebriada com as cores da cidade, ou por qualquer outra razão despoletadora de sentimentalismos, deu-lhe para a fraseologia poética e, para justificar a sua candidatura a Lisboa no próximo ano declarou:
"Tenho o vento de Lisboa colado à pele e a água do Tejo colada à alma".
Pois é, Assunção, isso é mesmo muito bonito, mas palpita-me que para conquistar a Câmara de Lisboa, será tão útil como um jarrão chinês da dinastia Ming , depois de um talibã o ter escaqueirado.
E palpita-me que, no caso de o PSD não apoiar a sua candidatura, também Assunção Cristas poderá escaqueirar-se e precisar de se colar a alguém para sobreviver politicamente.
De qualquer modo, uma coisa lhe quero dizer. Louvo a sua coragem em assumir o risco,  colocar Passos Coelho em sentido e procurar afirmar o CDS como uma alternativa e não como o eterno apêndice do PSD que garantiu a sobrevivência  e uma multiplicidade de empregos a Paulo Portas, mas de nada serviu para fazer crescer o partido. 

Quando a justiça não inspira confiança...

Não vi a entrevista do juiz Carlos Alexandre. Mas, pelo que li de comentadores  insuspeitos e ouvi num pequeno resumo do Eixo do Mal, constatei que o repúdio é unânime. Os excertos transcritos no FB são esclarecedores e suficientes para eu reiterar as minhas suspeitas e os meus medos em relação aos agentes da justiça.
Agravados pelos excertos que li do livro de Fernando Lima, assessor de confiança de Cavaco durante mais de 20 anos. A ser verdade que foi um magistrado a avisar Cavaco de umas escutas a Belém, estamos perante um caso de extrema gravidade que não devia ser varrido para debaixo do tapete, mas sim investigado até às últimas consequências.
Espero, por isso, que os entendimentos tantas vezes reclamados pelos políticos não se concretizem, porque a acontecerem, apenas agravariam os medos dos portugueses que prezam a liberdade.
Não sei quais as razões que terão motivado Carlos Alexandre a dar a entrevista mas... tenho as minhas suspeitas.