sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cervantes e Camões falavam em que língua?

 Ontem, durante o sorteio da Liga dos Campeões e atribuição de prémios da UEFA, passaram-se coisas estranhas.
Que o apresentador Pedro Pinto, embora português, tenha apresentado o programa em inglês, e normal.
Estranho mesmo foi ele falar com Roberto Carlos em português e o jogador brasileiro responder em espanhol!
Mais tarde, quando Cristiano foi chamado ao palco, a conversa foi em inglês. O que se aceita, por razoes obvias, mas aquele dialogo luso castelhano com um brasileiro pelo meio, deixou-me perplexo!
E nao e embirração com a língua de Cervantes, juro!

Ai Assunção, Assunção!

Marcou-o ter crescido em África?
Marcou-me depois, não nessa altura. Era português, nascido em África, mas não era nada africano. Vivíamos numa grande aldeia no meio de África ( Moçambique) mas nada era África. No meu liceu (Salazar) havia dois africanos ( nde: Pascoal Mocumbi, que havia de ser ministro da saúde e dos negócios estrangeiros de Moçambique e Joaquim Chissano)
(…) Estranhava como é que estando em África só havia dois africanos, mas era assim. Cresci numa verdadeira colónia em África (…)
Quem diz isto, em entrevista ao DN, é Constantino Sakellarides, que nasceu em Moçambique, veio aos 18 anos para Coimbra onde tirou o curso de medicina e voltou, como médico voluntário, para Moçambique.

Eu pergunto à mulher fenómeno ( e a muitos outros saudosistas que deixaram África ainda de chupeta) se as suas reminiscências de África não estarão mais relacionadas com histórias do colonialismo saudoso ouvidas dos seus pais e avós, do que com o tal cheiro. É que, se for cheiro, então Assunção Cristas talvez esteja a confundir a savana com o sangue dos escravos.