quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Esta mulher é um fenómeno!




Nasceu em Luanda em Setembro de 1974, veio para Portugal no ano seguinte e só voltou a Luanda em 2004, mas considera-se angolana. 
Tanto, que em entrevista a Anabela Mota Ribeiro não tem rebuço em afirmar que quando chegou a Angola pela primeira vez, com 30 anos, foi ver todos os locais que foram da sua vida e se sentiu em casa.
Memória de infância fantástica a desta mulher que saiu de Angola com menos de 1 ano!
Pelo meridiano de Cristas eu, que vivi mais tempo nos Estados Unidos, em Inglaterra, na Suécia, na Argentina ou em Macau, do que ela em Angola,sou um "cidadão do mundo".
E como os meus avós nasceram no Brasil e o meu pai viveu por lá, ainda posso ter mais uma hipótese de escolha. 

Those were the days (8)




Condenado à morte quando rebentou a guerra dos detergentes, protagonizada pelo Tide e pelo Omo, passaram-lhe a certidão de óbito com a descoberta dos "glutões" do Presto. Resistiu nos lavadouros, enquanto existiram lavadeiras, mas desapareceu dos cenários domésticos com a entrada em cena da máquina de lavar que destronou os velhos tanques de pedra.O outrora famoso sabão azul e branco ganhou um novo fôlego, graças à gripe A e à ministra da saúde, Ana Jorge, que o aconselhou para lavagem das mãos, como alternativa aos desinfectantes.
 Voltou a ser notícia nos jornais em 2010. No Norte  vendia-se em versão rosa. Vá lá saber-se porquê…
A maior fatia da produção (seis mil toneladas) destina-se ao mercado africano, garantindo 26 postos de trabalho em Portugal. Depois do conselho da ministra, a empresa aumentou significativamente o volume de vendas em Portugal. É curioso constatar, no mercado das novas tecnologias, a ressurreição de “velharias” com novas potencialidades.
Debelada a gripe A, logo alguém - receoso de que se perdessem as potencialidades do sabão macaco- decidiu utilizá-lo no campo da literatura. O advogado Hugo Marçal, acusado de mais de 40 crimes, no processo Casa Pia, lançou um livro com o sugestivo título "Sabão Azul e Branco". Não poderia haver título mais sugestivo e imagem mais adequada ao dia de hoje.

O " Sabão Azul e Branco" - também conhecido como sabão macaco- é multifunções e serve para tudo. Bem... quase tudo... porque apesar das suas múltiplas potencialidades, nunca conseguirá apagar uma nódoa como o governo dos Pafiosos.  Passos, Portas , Marilú ou Mota Soares, foram nódoas da nossa jovem democracia que, pela  sua forma de agir, revelaram resquícios do Estado Novo, uma página negra da nossa História que nem os glutões do Presto serão capazes de eliminar.

Indignados

Como já aqui escrevi, os secretários de estado que foram ao Euro a convite da Galp não lavam a sua honra pagando as viagens. Admitir que o assunto está encerrado, só porque se passou um cheque, revela um perfil inadequado ao exercício de funções públicas.
É lamentável que os secretários de estado não tenham percebido que o seu comportamento legitima  qualquer funcionário do fisco a aceitar “lembranças” de um contribuinte incumpridor.  Se for apanhado, devolve e o assunto está arrumado? Obviamente que não.
Igualmente criticável é que António Costa tenha fingido não compreender a amplitude das consequências do acto dos seus ajudantes, permitindo que eles continuem em funções. Até inexplicável, se nos lembrarmos da reacção de Costa às bofetadas prometidas por  João Soares a dois críticos oscilando entre a senilidade e o alcoolismo.
Inaceitável, é que a comunicação social não hesite em condenar o comportamento dos secretários de estado, insinuando que foram corrompidos, mas se esqueça que só há corruptos se houver corruptores. Neste caso-  seguindo o raciocínio  plasmado em alguns escritos-  o corruptor terá sido a GALP que, por um princípio de coerência,  deveria ser igualmente julgada e punida, por (tentativa de) corrupção. Sobre isso, a comunicação social tuga diz nada. O mesmo tem feito em relação aos deputados e dirigente do PSD que aceitaram idênticos convites da GALP ou de outras empresas, aceitando sem rebuço as desculpas esfarrapadas, dadas dias depois de a notícia ter sido conhecida.
Ouvi há dias, de um jornalista com alguma tarimba, uma explicação no mínimo bizarra. Dizia ele   que o convite a um  secretário de estado tem uma dimensão e relevância muito maior do que um convite endereçado a um deputado e que o nível de responsabilidade de um membro do governo é diferente de um deputado.

Pasmei com esta justificação. Determinar o grau de relevância de um alegado acto de corrupção, em função da notoriedade do cargo ocupado pelo corrompido, não é apenas ignorância. É o retrato da indigência a que chegou o jornalismo. 

Vamos lá ganhar isto!

Podia acusar o calvinista que veio da Holanda, para arbitrar no Dragão, de ter impedido o FC do Porto de vencer hoje a Roma por ter tomado decisões que, objectivamente,  prejudicaram o meu clube. 
Não o vou fazer, porque não é totalmente verdade.Embora o holandês tenha actuado de forma a demonstrar que não é só o holandês dos caracolitos que odeia portugueses, a culpa do empate foi dos azuis e brancos que entraram mal no jogo, nervosos, a errar passes e lentos na recuperação de bolas. Foram dominados durante 25 minutos e  ainda fizeram um autogolo que colocou os italianos em vantagem e com o apuramento para  fase de grupos na mão.
A reacção azul e branca começou no último quarto de hora e o resultado podia ser diferente ao intervalo, se o calvinista que estava plantado na linha de fundo tivesse visto uma mão de um italiano na área, que toda a gente viu, menos ele, porque devia estar a ver no smartphone se o cheque já tinha sido depositado na sua conta.
A segunda parte foi portista, com um golo de grande penalidade ( o calvinista que estava na outra linha de fundo via melhor do que o camarada do lado oposto), um outro golo anulado, depois de vários minutos de consulta entre o calvinista chefe e os seus apóstolos e algumas oportunidades perdidas.
O FC do Porto perde à cabeça 15 milhões,  as contratações para a nova época tornam-se mais complicadas, mas vai jogar a Liga Europa onde com este plantel tem boas hipóteses de passar a fase de grupos.
Estou a ser irónico, mas é para desalinhar desde já daqueles que irão dizer que a Liga Europa é para ganhar. Não é. O Dragão perdeu grandes jogadores nas últimas épocas, gastou imenso dinheiro com aquisições de jogadores que se revelaram mercenários e hoje em dia não tem equipa. Vai demorar alguns anos a reconstruir um trabalho que deu frutos, mas se desfez em poucos meses, quando Pinto da Costa acreditou ter encontrado o seu sucessor e foi na conversa de contratar o inexperiente Paulo Fonseca, primeiro, e depois o basco Lopetegui que, não sendo mau treinador, não tem a mística necessária a uma equipa como a do FC do Porto. Terá estaleca para a selecção espanhola? Não falta muito tempo para sabermos a resposta.
A Liga dos Campeões esta época já era. O importante, agora, é construir uma equipa que devolva ao FC do Porto os seus tempos de glória. Vamos lá ver se isso é possível, sem uma limpeza drástica no balneário directivo, onde os candidatos a sucessores de Pinto da Costa se acotovelam e pontapeiam, perante a passividade do presidente dos dragões, incapaz de puxar do cartão vermelho e expulsar as ervas daninhas que estão a destruir o clube.