quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Bem prega Frei Tomás



A SICAL  faz publicidade em pacotinhos de açúcar, sob a “insígnia” de provérbios. Embora não utilize açúcar no café, os pacotes por vezes chamam a minha atenção. Foi o que aconteceu com este, onde se lê:
Quando estiver a comer a fruta, pense na pessoa que plantou a árvore”.
Ao ler este conhecido provérbio vietnamita, mil vezes citado nas redes sociais como sendo chinês, a minha reacção foi imediata. Teria sido bem mais eloquente a SICAL se improvisasse e escrevesse:
“Quando estiver a beber o café, pense no salário miserável de quem colheu os grãos”.

Para quem não tenha percebido a minha sugestão, eu explicoaqui.

Os turistas são uns malandros! (1)

O desenvolvimento do turismo nos últimos anos tem sido uma notável fonte de receitas para o nosso país
Como acontece em qualquer destino turístico em expansão, as receitas geradas pela actividade turística têm um custo ambiental, resultante da degradação patrimonial e um impacto no estilo e qualidade de vida das populações autóctenes.
Quem acredita que o turismo é uma indústria que só traz benefícios, está obviamente fora da realidade. É nesse contexto que apoio a aplicação de uma taxa ambiental aos turistas que nos visitam. Não se infira daí que alinho com  quem lamenta o excessivo número de turistas e condena  as actividades turísticas conexas que geraram novas oportunidades de negócio. Apenas penso que devem ser postos alguns limites regulados pelo bom senso, de modo a evitar impactos ambientais permanentes ou irrecuperáveis. 
Não compreendo é aqueles que criticam o excessivo número de turistas,  esquecendo que enquanto turistas se comportam de igual modo. 
Os turistas são uns sacanas e uns selvagens que estão a destruir e descaracterizar o país, mas quando lhes cobramos 3€ por meio litro de água engarrafada, ao balcão de um boteco sujo e pardacento, passam a ser uns tipos porreiros. É assim que contribuem para o aumento da riqueza nacional.