terça-feira, 16 de agosto de 2016

Those were the days (7)

Embora o ferro eléctrico tivesse sido inventado em 1885, em meados do século passado, em muitos lares ainda se podiam ver estes ferros de engomar GALO.

Quand un bateau passe ( Actualização)




Uma maldição  parece perseguir os portugueses nas Olimpíadas. 
Se é verdade que ao longo do tempo os nossos atletas conquistaram algumas medalhas inesperadas, não o é menos que, a  partir do momento em que se geram expectativas em relação a determinados atletas, eles acabam por nos desiludir, ou ser vítimas de situações fortuitas extra competição.
Hoje, muitos estavam à espera de um dia glorioso, com duas medalhas. Alguns viam-nas mesmo luzindo como ouro. Em minha opinião, uma  na canoagem seria possível,  mas esperar ouro ( ou mesmo uma medalha) de Évora, era optimismo exagerado, se tentarmos a que estava ainda a recuperar de uma grave lesão.
Ao início da tarde, manhã no Rio de Janeiro, Nélson Évora, medalha de ouro em Pequim no triplo salto, quedou-se pelo 6º lugar, embora tenha conseguido a sua melhor marca do ano. As expectativas eram demasiado optimistas? Tudo leva a crer que sim. 
O caso de Emanuel Pimenta na canoagem foi diferente. Medalha de prata em Londres, chegou à final com o melhor tempo das eliminatórias, respirava confiança ia destacadíssimo aos 400m e as expectativas do ouro ganhavam força, mas a amaldiçoada lagoa Rodrigo de Freitas tinha reservado uma surpresa para alguns dos canoistas, invadindo algumas das pistas com algas. Uma das vítimas foi Emanuel Pimenta que, injustamente e por circunstâncias fortuitas extra competição, viu o seu esforço de quatro anos ruir como um baralho de cartas. 
A situação que prejudicou vários atletas e deu uma vitória inesperada a um espanhol, é apenas uma entre as muitas falhas da organização nestes Jogos Olímpicos. A verdade desportiva foi adulterada por negligência. O investimento feito para recuperar a poluída lagoa foi enorme, beneficiou aquela zona degradada do Rio, mas não foi suficiente para garantir a verdade desportiva. Um português campeoníssimo a nível mundial e europeu, foi apenas um dos prejudicados, mas estas coisas não podem acontecer em eventos como as Olimpíadas. Seja no Rio, em Sidney ou em Londres, há que garantir que o esforço dos atletas não é deixado à mercê de erros graves da organização. Infelizmente, foi isso a que hoje assistimos no Rio de Janeiro.
Em tempo: tudo quanto ficou aqui escrito, não invalida que continue a considerar a prestação da maioria dos atletas portugueses muito positiva. Principalmente a daqueles que, independentemente da classificação, melhoraram as sua marcas pessoais ou bateram reordes nacionais. O desporto não é apenas feito de vitórias. O essencial é superar-se em ada participação e isso, a maioria conseguiu.

A Rentrée...

Não, ainda não terminei as minhas férias, nem estou de regresso a Lisboa. A minha rentrée é outra…
Na semana passada, incapaz de resistir à polémica em torno de umas viagens pagas pela Galp a uns secretários de estado da geringonça e a uns deputados do PSD ( o que confirma que o Bloco Central continua vivo, pelo menos em matéria de interesses)  voltei à leitura dos jornais cá da paróquia.
Na generalidade, não gostei do que li. A economia continua aos soluços, o estado continua a financiar empresas que pouco depois vão à falência, lançando milhares para o desemprego,  os bancos continuam a ser uma grande dor de cabeça, porque nem bancários nem consumidores têm juízo e o crédito mal parado continua a aumentar.  
Dos incêndios chegaram-me as imagens que vi pela televisão, para despertar a minha costela de justiceiro e pedir a condenação de quem extinguiu a Direcção Geral das Florestas e decidiu que a investigação de crimes de fogo posto deixasse de ser prioritária. Compreendo que os mafiosos pafiosos que tomaram estas medidas, sendo incendiários, se quisessem proteger, mas é altura de a geringonça os sentar no banco dos réus. É que, como já aqui escrevi em 2015, os incendiários e pirómanos não são apenas aqueles que ateiam fogos. São também aqueles que tomam medidas que os incentivam  a agir.
Mas adiante, porque também li coisas boas na nossa imprensa. Como, por exemplo, boas entrevistas no DN e na Visão, ou as crónicas de Lobo Antunes e o folhetim de Verão do Ferreira Fernandes no DN
Surpreendeu-me foi a profusão de seções humorísticas nos diversos jornais e revistas.
 Foi lá que li notícias como esta. 


Feios, porcos e maus!

Há pessoas que ficam aborrecidas por eu dizer que este é um povo de merda.  
E peço desde já muita desculpa mas, antes que insistam, esclareço que não me confundo, nem me sinto parte desse povo sacana e egoísta que age como uma matilha de cães danados em situações destas.  
Da mesma forma que nunca perdoarei, nem me esforçarei por compreender um pedófilo, pelo facto de ser meu irmão. Não deixaria de ser da minha família, mas nunca mais o trataria como tal.Entendido?