quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Those were the days (6)

Não, esta foto não é de um call center do século passado. 
Isto é uma central telefónica e estas meninas chamavam-se "meninas das troncas". 
Não, também não tem nada a ver com "trancas". 
Confusos com esta maravilha tecnológica, de nome muito peculiar   que, há uns anos, deixou os jovens da minha tertúlia de boca aberta de espanto?  Querem saber a resposta?

Noite de estreia



Regressa hoje aos palcos lisboetas, uma das peças que mais marcou a minha juventude e foi responsável pela minha paixão pelo teatro.
Entre os culpados  estão o dramaturgo Alejandro  Alvarez (Casona)que a escreveu, o saudoso actor Paulo Renato, que tinha uma voz inigualável,  Palmira Bastos, uma honorável senhora, actriz de encher o palco, cuja interpretação superlativa me fez, pela primeira vez, saltar da cadeira num impulso para aplaudir com entusiasmo e, obviamente, o empresário Vasco Morgado que a levou ao palco do Monumental.
Hoje, Filipe La Feria substitui Vasco Morgado, o Politeama- apesar de não ter o mesmo glamour- faz as vezes de Monumental, Ruy de Carvalho ( a quem um idiota útil um dia sentenciou a morte como actor)  estará no lugar de Paulo Renato  e Manuela Maria faz de Palmira Bastos. 
Em setembro, quando Eunice Muñoz, recuperada da intervenção cirúrgica a que foi submetida em Junho,  regressar aos palcos para desempenhar um papel para o qual ensaiou com afinco, “As Árvores Morrem de Pé”, passarão a ter dois elencos de luxo, onde despontam as duplas Eunice Muñoz/ Ruy de Carvalho e  Manuela Maria/ João d’Ávila.

Num país tão parco em ofertas de teatro,   o regresso  de “As Árvores Morrem de Pé” é uma excelente notícia para os amantes do teatro. E, para mim, a confirmação de que se pode estar morto por dentro, mas continuar de pé. Como as árvores!